24/04/2026
Fiquei pensativa... E vou contar um pouquinho da minha história.
Sempre trabalhei muito, desde que me formei. Inclusive quando me tornei mãe. Trabalhava em varios hospitais, plantão atrás de plantão. Não existia madrugada, fim de semana, Natal ou Ano Novo.
Não consegui participar de muitas coisas da vida dele. E para outras , tipo uma comemoração na escola, eu precisava dar nó em pingo d’água. Precisei terceirizar muita coisa. Fui mãezona! Consegui, apesar do trabalho, deixar para mim a tarefa de ajudá-lo na alfabetização e estudos. Mas geralmente, as coisas “legais” eram feitas pelo pai. Não estou reclamando. Eu escolhi essa profissão. Eu sabia que seria assim. E a necessidade, financeira inclusive, me exigia ser assim.
Mas a gente vai se acostumando...
Um belo dia, cobrei ao meu filho que amarasse o cadarço mais rápido, que ele estava “velho” para estar lento naquela tarefa (oh meu Deus, como estou tentando mudar, eu já estava errada apenas em fazer essa cobrança.
E veio aqui aquela tal de culpa que anda de mão dada com a maternidade). Mas daí veio a resposta: você não estava aqui para me ensinar! E aquela frase foi um soco no estômago! Fiquei sem ação.
Mas parei para pensar. Eu precisava rever minha vida! Conectar ao que realmente importava. Dar menos e estar mais! Fiz contas, recebi apoio integral do meu marido. Sorte a minha poder reestruturar minha vida profissional. Sei que poucos têm essa oportunidade (e nem precisam se estiver ok, né?). Mas EU precisava entender o verdadeiro sentido daquela frase.
Mudei o foco da minha carreira. Me dediquei ao ambulatório de pediatria que me permitiu
ser a profissional que almejei e ao mesmo tempo ter a minha maternidade como prioridade.
Que fique claro, por favor: não estou dizendo para ninguém aqui mudar a vida profissional por causa dos filhos! Maternidade é para somar e não para subtrair.
Esse é apenas um relato pessoal. EU precisa mudar a MINHA vida.. Só quero mesmo deixar a mensagem de sermos PRESENÇA e não presentes.