Livia Zilli - Psicóloga

Livia Zilli - Psicóloga “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

― Carl G. Jung

Atendimento psicológico de adultos

Especialista em comportamento alimentar e relação com o corpo.

Acho que nunca fiz um post de apresentação! (risos)Então, acho apropriado fazer agora, iniciando uma nova etapa. Oi, eu ...
13/04/2021

Acho que nunca fiz um post de apresentação! (risos)
Então, acho apropriado fazer agora, iniciando uma nova etapa.

Oi, eu sou a Livia. Sou de São João da Boa Vista, interior de São Paulo.
Fiz faculdade de psicologia em Poços de Caldas (MG) e me formei no final de 2008.
No último período da faculdade comecei a atender crianças e me apaixonei pela área. Fiz especialização e atendi a molecada por quase 10 anos de clínica.
Foi aí, que numa dessas fases complexas de reflexão sobre a vida, depois de muitas noites em claro e muita terapia, cheguei à conclusão que precisava respirar outros ares.
Já havia lido sobre comportamento alimentar, respeito ao corpo, pressão estética, aceitação, e quis aprofundar o conhecimento sobre esses temas.
Encerrei uma especialização e sigo estudando, trabalhando sempre para que cada vez mais pessoas tenham uma boa relação com o corpo, com a comida e que sejam elas mesmas, sem medo ou culpa.

E é um pouquinho disso que vou tentar fazer aqui, no insta!
Vamos juntos?



[REPOST .lu ] Oi Rafa, você não pediu minha opinião, mas vou me arriscar mesmo assim. Sabe essa dieta da nutri? Não ...
10/07/2020

[REPOST .lu ] Oi Rafa, você não pediu minha opinião, mas vou me arriscar mesmo assim. Sabe essa dieta da nutri? Não vai funcionar. Acredite, eu já estive do seu lado.
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Já fiz uma dieta igualzinha a sua. Cortei carboidratos, açúcar, alcool, lactose, gluten. Perdi cabelo, unha, humor, energia, libido, menstruação. O problema é que eu perdi peso também, o que foi suficiente para eu fingir que não havia perdido todas as outras coisas.
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Depois vieram os efeitos psicológicos. O pavor de alimentos que antes eram inofensivos, desde o brigadeiro até a banana. Comecei a me isolar e situações sociais me causavam crises de ansiedade que logo viraram crises de pânico. Eu não queria sair da dieta, porque quando eu saia da dieta, vinha o descontrole. Já não dava mais pra comer um pedaço de pizza, era preciso comer a pizza inteira. E os sentimentos de culpa e fracasso em seguida eram imensos.
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E aí veio o pavor absoluto de engordar. De não ouvir mais elogios. Eu não sabia mais dissociar meu valor como pessoa, da comida ou do meu corpo. Se eu fracassava na dieta, fracassava na vida. A imagem que eu via refletida já não era mais a minha. Os alimentos já não eram mais fonte de prazer, mas de tortura ou escape.
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Talvez isso não aconteça com você. Mas talvez aconteça com um dos seus 15 milhões de seguidores. Meninas de 16 anos extremamente impressionáveis. Mulheres que sofrem com efeito ioiô de dietas há décadas. Uma pessoa que esteja em tratamento de um transtorno alimentar e tenha uma recaída.

Estômago gritando não é um bom sinal. Você ja viajou para lugares muito pobres e sabe o quão triste é a cara da fome. Indicar dietas restritivas é grave, no meio de uma pandemia é pior ainda. Seja melhor que isso, como pessoa e como influenciadora.

Encerramos hoje, oficialmente, o mês especial aqui no insta. Muito obrigada à todo mundo que leu, compartilhou, mandou m...
01/07/2020

Encerramos hoje, oficialmente, o mês especial aqui no insta.
Muito obrigada à todo mundo que leu, compartilhou, mandou mensagens e comentários. Agradeço imensamente à todas as profissionais que nos trouxeram reflexões importantes, cada uma na sua área de atuação e as nossas convidadas, pelos seus depoimentos tão fortes e impactantes.
Obrigada por toparem participar desse pequeno-grande projeto de falar sobre imagem corporal, alimentação, angústias e inseguranças. Só assim, discutindo e questionando esse padrão cruel que nos é imposto é que nos libertaremos dele.

Vamos juntas?

Diante de tanta cobrança, de um padrão absurdo imposto pela sociedade, aceitar e amar seu corpo é libertador. É um ato d...
30/06/2020

Diante de tanta cobrança, de um padrão absurdo imposto pela sociedade, aceitar e amar seu corpo é libertador. É um ato de rebeldia contra um sistema cruel que tenta colocar as mulheres em uma caixinha, quando nós nascemos para ser livres.

É interessante como nossa relação com o corpo tem a ver com a cultura e contexto social que estamos inseridos. Eu mudei ...
25/06/2020

É interessante como nossa relação com o corpo tem a ver com a cultura e contexto social que estamos inseridos. Eu mudei para Portugal em 2012, com 25 anos. Quando cheguei na Europa me deparei com uma nova realidade: roupas simples, tênis na balada, cabelos bagunçados. Não há tanta vaidade. A beleza está na naturalidade, no conforto, no que elas se sentem bem e lindas. Conheci mulheres de todas as idades, cores, cabelos e corpos seguras de si mesmas, empoderadas e que me inspiraram. Aliás, a dança mais sensual que vi na minha vida foi de uma Sevilhana dançando Flamenco - ela tinha mais de 70 anos. Percebi a crueldade do padrão estético que somos submetidas desde cedo, sem percebermos - através da mídia, do machismo, do sexismo e que de tão enraizado, parece normal. Não somos ensinadas a olhar nosso interior, e o padrão de beleza imposto não aceita o envelhecimento, a diversidade, nossas marcas. Estas vivências mudaram minha percepção sobre meu templo que chamo de corpo. Criou sonoridade no meu cotidiano, maturidade, hábitos saudáveis e principalmente amor próprio.

Depoimento: Bethânia, 32 anos, Lisboa, Portugal.

De tempos em tempos, a sociedade cria padrões estético conforme mudanças culturais. Mas, em todas as mudanças, algo nunc...
23/06/2020

De tempos em tempos, a sociedade cria padrões estético conforme mudanças culturais. Mas, em todas as mudanças, algo nunca muda: o corpo feminino é sempre considerado uma entidade que pode ser moldado conforme à necessidade da moda da época. Mulheres com curvas exuberantes eram padrão de beleza no século XV e XVI. Sinônimo de riqueza, mulheres que tinham acesso à comida em fartura eram consideradas mais belas. No século 18, a noção do corpo ideal era uma preocupação principalmente das camadas mais altas da sociedade. O uso de espartilhos era considerado essencial e caminhar com elegância, enquanto usava um traje tão desconfortável, era um sinal de status. Os espartilhos podem ter saído de moda, mas as mulheres passaram a enfrentar novas formas de opressão. Nos anos 70 e 80, houve uma ampla exaltação da dieta e do exercício físico, a fim de manter o corpo em forma, algo “necessário” para usar as criações sensuais fluidas de Halston ou os vestidos de Thierry Mugler que moldavam a silhueta. As revistas de moda legitimavam corpos esbeltos com seios paradoxalmente grandes na década de 80, visual que, para a maioria, só seria possível alcançar por meio de plástica. Embora o tipo físico esbelto ainda dominasse grande parte da indústria fashion no início do século 21, a ascensão das mídias começou a mudar gradualmente a forma como as pessoas consomem e interagem com a moda. Plataformas como Instagram e apps mais recentes fez com que mulheres de todos os tipos de corpos tivessem voz para mostrar sua beleza. As mulheres passaram a ser vistas fora das revistas de moda, de forma mais democrática. A representatividade fez, e faz nesse momento, uma mudança brusca na forma como marcas de roupas e consumidoras se manifestam. Para haver mudança verdadeira no padrão estético ou, melhor ainda, não existir mais um padrão estético excludente, temos que TODXS entrar nessa batalha. Mudanças estruturais de uma sociedade são extremamente lentas, mas essa mudança ocorrem agora, embaixo dos nossos olhos. Quanto mais nos mostrarmos, quanto mais impusermos e nos aceitarmos sem comparações, mais estaremos ajudando mulheres a vencerem essa batalha contra os padrões cruéis da sociedade.

Não faça exercício por odiar seu corpo, por achar que ele deveria ser diferente, para compensar ter comido o que “não de...
19/06/2020

Não faça exercício por odiar seu corpo, por achar que ele deveria ser diferente, para compensar ter comido o que “não devia”. Faça exercício para cuidar do seu corpo, ache uma atividade que traga felicidade e bem estar. Mexa seu corpo para ganhar saúde, diversão, endorfinas e qualidade de vida.

Creio que a relação entre corpo e mente de toda pessoa, principalmente entre mulheres, tem início na fase da puberdade, ...
18/06/2020

Creio que a relação entre corpo e mente de toda pessoa, principalmente entre mulheres, tem início na fase da puberdade, em que você começa a realmente conhecer seu corpo e passa dar ouvidos às questões estéticas impostas pela sociedade. E comigo não foi diferente, então, entre os 13/ 14 anos comecei a me importar com peso, tamanho das roupas, cabelo, espinhas etc. Lembro de na escola sofrer muito com alguns “colegas” me chamando de cachopa de marimbondo, por ter cabelo encaracolado e, confesso que, passei a aceitá-lo da forma que é somente há alguns anos. Em relação ao meu corpo, tenho 1,56 de altura e até os meus 18 anos pesei 45 quilos, portanto, essa nunca foi uma questão muito importante, somente depois dos 19 anos quando casei, comecei a ganhar alguns quilinhos. Assim, ao longo dos anos foi uma briga entre comer o que eu gostava, a hora que eu queria, ir à academia fazer exercícios, intercalar dietas, etc.
Além disso, depois que me mudei para Florianópolis/SC, onde vivo atualmente, senti um pouco de pressão em relação à prática de exercícios físicos, por ser uma cidade litorânea em que as pessoas dão muito valor a uma alimentação regrada e estética corporal.
Todavia, com o passar do tempo vamos ganhando maturidade, graças a Deus, entendemos que quanto mais a idade vai avançando mais difícil algumas coisas se tornam, contudo também começamos a aceitar as diferenças em nosso corpo, e mais importante, adquirimos a percepção de que beleza é relativo e os padrões estéticas impostos pela mídia e sociedade não são ideais para todas as pessoas. Desse modo, hoje consigo balancear minha alimentação com meu porte físico, ou seja, como o que eu gosto, a hora que eu quero e consigo me exercitar sem preocupação e / ou pressão.

Depoimento: V. G., 27 anos, Florianópolis.

Exercícios físicos são uma ótima ferramenta para ajudar aliviar tensões mentais! Além de todos os benefícios físicos e e...
16/06/2020

Exercícios físicos são uma ótima ferramenta para ajudar aliviar tensões mentais! Além de todos os benefícios físicos e emocionais! Atualmente, acaba acontecendo, que pessoas relacionam exercício físico apenas ao emagrecimento e definição corporal. Isso é um erro, pois praticar qualquer atividade, desde uma caminhada leve, natação, pilates, lutas, ou musculação trazem muitos benefícios para o bem-estar geral.
Diversos artigos científicos apresentam dados que, para se conseguir os benefícios de saúde propiciados pelo exercício, a pessoa precisa somente participar de uma atividade física leve a moderada.
O fato de se colocar em movimento já libera os hormônios do bem estar (endorfinas), por isso, é importante escolher uma atividade que lhe dê prazer em estar ali naquele momento, não apenas algo que seja feito por obrigação. Experimente, arrisque conhecer diferentes tipos de exercícios. Tenho certeza que algum lhe trará muito prazer. Eu sempre fui uma pessoa avessa à algumas atividades, por puro preconceito e preguiça de me aprofundar; quando conheci melhor, descobri que eu gostava de muito mais atividades do que imaginava! No pilates por exemplo, minha área de domínio você pode direcionar a aula para diversos caminhos, pode ser usada para reabilitação de patologias, ortopédicas, neurológicas e emocionais! Atendi alunos com distúrbio de ansiedade, e apenas o fato de ter que se concentrar na respiração e postura para as aulas já às trazia sensação de alivio e tranquilidade, pois elas deixavam seus gatilhos e problemas de lado pra poderem se dedicar a um movimento, e assim se concentravam em si mesmas. Outras pessoas ficam realizadas por conseguir executar um determinado movimento, que antes do treinamento era extremamente difícil. Outras começam a perceber músculos e nem sabiam que tinham! Não só no pilates, mas em qualquer atividade que você resolva realizar, a coisa mais bonita é que começa a perceber seu corpo, sentir seus limites, e seu potencial.... aprende a se relacionar com esse instrumento maravilhoso que é seu próprio corpo.

Tassia Cardoso _
Fisioterapeuta e professora de pilates
Telefone para contato: (19) 99220-9918
Crefito: 3/103138-F

A comida não é só uma fonte de nutrientes. Comida é social, é cultural, é memória, é afetividade. O importante é saber p...
13/06/2020

A comida não é só uma fonte de nutrientes. Comida é social, é cultural, é memória, é afetividade. O importante é saber porque você está comendo aquele alimento. Qual a motivação? É porque você gosta e está com vontade? Ou é por culpa, por raiva, por tristeza? Se for a segunda opção, que tal olhar para esses sentimentos? A terapia pode ajudar nisso.

A comida não é a inimiga. Você pode comer um brigadeiro, por exemplo, quando está com vontade de comer brigadeiro. O que não é saudável emocionalmente é comer o brigadeiro para “mascarar” um sentimento que está ali, incomodando, gerando ainda mais culpa, descontrole e até mesmo, uma compulsão.

Frase de

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