12/01/2026
Durante muito tempo, o TDAH foi visto como um transtorno exclusivamente infantil, associado apenas à hiperatividade visível. Com isso, milhares de pessoas cresceram sem diagnóstico, aprendendo a compensar, mascarar ou normalizar suas dificuldades.
Na vida adulta, especialmente após os 30, essas estratégias começam a falhar. As demandas aumentam: trabalho, prazos, filhos, casa, responsabilidades emocionais. É nesse momento que surgem sinais como desorganização crônica, procrastinação intensa, dificuldade em manter rotinas, sobrecarga mental, ansiedade e sensação constante de estar “devendo”.
Outro fator importante é que muitos adultos com TDAH tiveram bom desempenho escolar, o que mascarou o transtorno por anos. Além disso, mulheres costumam ser diagnosticadas ainda mais tarde, pois seus sintomas tendem a ser mais internos, desatenção, ruminação, cansaço mental e autocobrança e menos disruptivos.
💡 O diagnóstico tardio não é um rótulo, é uma chave de compreensão. Ele permite ressignificar a própria história, ajustar expectativas e construir estratégias mais adequadas para o funcionamento do cérebro.
A avaliação neuropsicológica é fundamental nesse processo, pois investiga atenção, memória, funções executivas e regulação emocional, ajudando a diferenciar TDAH de ansiedade, depressão ou burnout.
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Liamara Nasser de Moura
Psicóloga e Neuropsicóloga
CRP 06/67166
📍São José do Rio Pardo - SP