31/01/2026
Orelha não nasceu comunitário, não. Antes de ser de todo mundo, ele foi de um só. Moradores dizem que ele tinha dono, o seu Josias, um idoso simples ali da região da Praia Brava. Quando Orelha ainda era jovem, com uns dois anos de vida, seu Josias partiu. E o cachorro ficou. Ficou sem casa, sem colo fixo, mas não ficou sozinho. A rua virou endereço, e a comunidade virou família. Cada prato de ração, cada carinho, cada “fica aqui, menino” foi segurando Orelha no mundo. Até virar símbolo. Até virar dor. Até virar pedido de justiça. 😢🐕🖤