28/02/2023
📚Em dezembro de 2022, foi publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology o ADENO, um estudo populacional retrospectivo que buscou comparar os desfechos obstétricos de gestações em mulheres com Adenomiose Confirmada Histopatologicamente (ACH) com o restante da população.¹
📊O estudo incluiu 7.925 mulheres com ACH e mais de 4 milhões de mulheres sem esse diagnóstico. Os dados foram coletados de dois diferentes bancos de dados de saúde holandesa, em um intervalo de, aproximadamente, 23 anos.
📋Corrigidos os fatores de confusão, o estudo identificou que as mulheres com ACH tiveram risco ajustado avaliado pela Odds Ratio (aOR) maior dos seguintes desfechos:
🔹Distúrbios hipertensivos aOR 1,37 (95% CI 1,25-1,50);
🔹Pré-eclâmpsia, aOR de 1,15 (95% CI 1,07-1,25);
🔹Bebês pequenos para a idade gestacional, aOR de 1,37 (95% CI 1,25-1,51);
🔹Cesariana de emergência, aOR de 1,54 (95% CI 1,41-1,68) ;
🔹Falha no progresso, aOR de 1,24 (95% CI 1,12-1,37);
🔹Retenção placentária, aOR de 1,29 (95% CI 1,10-1,48);
🔹Hemorragia pós-parto, aOR de 1,23 (95% CI 1,10-1,38).
👩⚕️O estudo conclui que esses resultados indicam maior frequência de desfechos gestacionais adversos em mulheres com ACH, sugerindo ainda que a função uterina contrátil pode encontrar-se prejudicada nessas pacientes.
Referência: 1- Rees CO, van Vliet H, Siebers A, et al. The ADENO study: ADenomyosis and its Effect on Neonatal and Obstetric outcomes: a retrospective population-based study [published online ahead of print, 2022 Dec 17]. Am J Obstet Gynecol. 2022;S0002-9378(22)02291-8. doi:10.1016/j.ajog.2022.12.013
• Melania Amorim - CRM/PB 5454 - RQE 2567 - Ginecologia e Obstetrícia