21/04/2026
O ferro é um dos minerais mais vitais para o ser humano, atuando como o combustível que permite a respiração celular e a produção de energia. Sem ele, o corpo literalmente perde o fôlego. A função mais conhecida do ferro é a formação da hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos (hemácias). O ferro funciona como um imã químico que se liga às moléculas de oxigênio nos pulmões e as carrega através do sangue para todos os tecidos e órgãos do corpo.
Ele é necessário para a proliferação e maturação das células de defesa, como os linfócitos, ajudando o corpo a combater infecções. Para repor o ferro e aumentar os estoques de ferritina, é preciso melhorar a biodisponibilidade, ou seja, o quanto o seu corpo consegue, de fato, aproveitar.
O ferro nos alimentos existe em duas formas, com níveis de absorção bem diferentes. O ferro heme (origem animal) é absorvido rapidamente pelo corpo e pode ser encontrado no fígado bovino ou de galinha, coração e moela; carnes vermelhas como patinho, filé mignon e cortes magros; ostras, mariscos, sardinha e atum; e coxa de frango (carne escura) e gema de ovo.
O ferro não-heme (origem vegetal) está em leguminosas como feijões (preto, carioca, branco), lentilha, grão-de-bico e soja; vegetais escuros como espinafre, couve, rúcula, agrião e brócolis; semente de abóbora, gergelim, castanha de caju e amêndoas; além de melado de cana, aveia e chocolate amargo.
Em alguns casos é indicado a reposição intravenosa, que é a forma mais rápida de subir a ferritina, usada quando há urgência ou má absorção intestinal. A ferritina baixa pode ter uma causa oculta, como fluxo menstrual intenso ou problemas digestivos. É essencial descobrir por que o estoque baixou enquanto você o repõe.