11/08/2022
Como foi que ficamos tão dependentes do olhar do outro? O olhar do outro define quem sou?
Em 1914, Freud escreveu sobre a Introdução ao narcisismo. “Sua majestade o bebê”. Quando um bebê nasce esse é investido pelas figuras parentais. “Os filhos vão ter, vão conseguir da vida aquilo que eu não consegui”. Estas, são falas sempre grandiosas sobre um desejo próprio, passada ao bebê. Criando uma onipotência a essa criança.
Um bebe investido e inventado pelos desejos dos pais a este que nasce. “Sua majestade o bebê”. Para Freud, isso criara uma onipotência narcísica. Construída pelo olhar e no campo do desejo. Esses, os pais se acham sobre a compulsão de atribuir todas as perfeições ao filho e de ocultar em esquecer todas as deficiências dele. “O amor dos pais tão comovedor e ao mesmo tempo tao infantil não é nada mais que o narcisismo dos pais renascidos”.
E desta forma nasce uma experiência, o qual, este sujeito, sua majestade, precisará lidar e amadurecer. Desafiando a si próprio em compreender e amparar sua angústia de lidar e aguentar suas futuras e difíceis batalhas. No campo do desenvolvimento pessoal ele terá que se sujeitar a sair dessa majestade e se permitir ser e criar a si mesmo, sua vidal.