19/10/2024
Ser médica é um ato de amor. Hoje, no Dia do Médico, me pego refletindo sobre a jornada que escolhi, uma estrada repleta de desafios e sacrifícios, mas também de momentos de imenso signif**ado. Em tempos como os nossos, onde o reconhecimento pelo nosso trabalho parece cada vez mais distante, é fácil se sentir desvalorizada. Contudo, ser médica nunca foi, para mim, sobre o que os outros veem. Sempre foi sobre o que eu posso fazer pelos outros.
Escolhi essa profissão porque acredito na força da humanidade, na capacidade de tocar a vida de alguém com uma palavra de conforto, com um gesto de cuidado, ou com a simples presença ao lado de uma cama de hospital. Para mim, medicina não é só tratar doenças; é cuidar de pessoas. E, mesmo quando a gratidão não vem na forma de palavras, eu vejo o agradecimento no olhar do paciente que ganha um pouco mais de esperança, no sorriso de uma mãe que vê seu filho voltar a brincar, no alívio silencioso de uma vida que segue adiante.
Exercer a medicina, com todos os seus desafios, não me endureceu; pelo contrário, me fez ainda mais humana. Aprendi que, por trás de cada prontuário, há uma história de vida, uma batalha pessoal que merece meu respeito e minha dedicação. E é por essas vidas que continuo a me levantar todos os dias, com o coração cheio de propósito, para cuidar de quem precisa, mesmo quando o mundo lá fora não valoriza o que fazemos.
Hoje, celebro não só a profissão, mas o compromisso com a empatia e o cuidado, que são a essência de ser médica. Porque, no fim, são os pequenos gestos de amor e dedicação que realmente fazem a diferença. E são esses gestos que continuarão a guiar meus passos, enquanto eu puder tocar vidas e, de alguma forma, ajudar a curar o mundo, uma pessoa de cada vez.