21/11/2025
Ao longo do nosso desenvolvimento, o corpo se transforma na nossa memória emocional.
A forma como fomos cuidadas, tanto no atendimento das necessidades básicas quanto nos cuidados e no acolhimento emocional da infância, deixa marcas profundas em nós.
E as ausências que vivenciamos também moldam nossa percepção do mundo.
São memórias emocionais que emergem com a maternidade.
A experiência materna não cabe em binarismos, romantizações ou tragédias.
Afinal, é uma experiência real, material, e com muitas facetas para a mesma mulher-mãe.
Uma das sensações mais relatadas é a de "não caber mais nas roupas de antes".
A redescoberta de si vem em etapas, num tempo individual, cheio de negociações internas — muitas vezes mergulhadas em culpa.
Nesta caminhada, não percebemos, mas vamos fazendo ajustes diários.
Enquanto esse movimento acontece, outro vai se revelando como parâmetro: a revisitação do que recebemos e do que faltou.
E, se conscientes, começamos a perceber a emergência, ou o risco, da repetição de padrões emocionais.
No final, a maternidade nos transforma de forma profunda e duradoura. E não é exagero, é percepção atenta e emocional.
Quando nos permitimos viver a maternidade real, com todas as nuances que ela nos oferece, ajustando para termos saúde mental, nosso corpo emocional respira com mais leveza, apesar dos desafios.
Se algo disso reverbera em você, podemos seguir conversando.
Com carinho,
Vânia C.