Dr Milton Lafuente

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29/04/2026

Tem uma coisa que eu vejo todos os dias no consultório e que muitos pais ainda subestimam: os primeiros anos de vida não passam… eles ficam.

Eles ficam no comportamento, na forma como a criança reage ao mundo, na segurança que ela demonstra… ou na falta dela.

E não, isso não tem a ver só com dinheiro.

Tem a ver com presença.
Com ambiente.
Com estabilidade.
Com aquilo que acontece todos os dias, no silencioso da rotina.

A ciência já mostra isso há muito tempo. Estudos clássicos como os de John Bowlby e Mary Ainsworth demonstram que o vínculo seguro com os pais ou cuidadores é um dos principais fatores para o desenvolvimento emocional saudável.

E na prática, o que isso significa?

Uma criança que cresce em um ambiente hostil tende a viver em estado de alerta.
O corpo responde. O comportamento muda. O desenvolvimento acompanha isso.

Agora, quando essa mesma criança cresce em um ambiente seguro, previsível e acolhedor… o resultado também aparece.

Mais segurança.
Mais autonomia.
Mais capacidade de lidar com o mundo.

Saúde não é só alimentação.
Não é só consulta.
Não é só vacina.

Saúde também é colo, é presença, é previsibilidade, é sentir que o mundo não é uma ameaça.

E é isso que forma, de verdade, um adulto lá na frente.

Se você quer entender melhor como ajudar seu filho a crescer com mais segurança, equilíbrio e saúde de verdade, acompanha nosso perfil.

Dr. Milton Lafuente
Pediatria SJC | Pediatra SJC | Pediatra Online
CRM 131.034 | RQE 42262

24/04/2026

Educar um filho vai muito além de incentivar que ele “seja bonzinho”. O desenvolvimento emocional e social depende da compreensão de limites, regras e consequências.

Existe uma ideia comum de que a criança vai aprender naturalmente a se comportar bem apenas por empatia ou caráter. Mas o que a ciência mostra é diferente. Estudos clássicos da psicologia do desenvolvimento, como os de Diana Baumrind, demonstram que crianças educadas com limites claros e consistentes tendem a desenvolver melhor autocontrole, responsabilidade e capacidade de adaptação social.

No consultório, costumo trazer exemplos simples do dia a dia. Ninguém para no sinal vermelho apenas por achar correto no sentido abstrato. Existe uma compreensão de regra, de consequência e de impacto coletivo. Esse entendimento organiza o comportamento em sociedade.

Com as crianças, o raciocínio é semelhante. O cérebro infantil ainda está em desenvolvimento, principalmente em áreas relacionadas ao controle de impulsos e tomada de decisão. Pesquisas em neurociência mostram que o córtex pré-frontal, responsável por essas funções, amadurece ao longo da infância e adolescência. Por isso, a presença de limites externos é fundamental nesse processo.

Além disso, trabalhos baseados na Teoria do Apego indicam que segurança emocional não vem da ausência de regras, mas sim da previsibilidade. A criança que entende o que pode e o que não pode tende a se sentir mais segura, e não menos.

Quando esse processo não acontece, a criança pode crescer com dificuldade em lidar com frustrações e com a falsa percepção de que suas vontades devem ser atendidas o tempo todo. Isso impacta diretamente a vida social, escolar e, futuramente, profissional.

Liberdade, dentro desse contexto, está diretamente ligada à noção de limite. Saber até onde ir sem interferir no outro é o que permite uma convivência saudável.

Esse é um tema importante para ser conversado em casa. A forma como os limites são apresentados hoje influencia diretamente o adulto que essa criança vai se tornar.

Dr. Milton Lafrente
Médico Pediatra
CRM 131.034 | RQE 42262

20/04/2026

Muitos pais me perguntam: “Doutor, como eu sei se é virose ou intoxicação alimentar?”

A diferença pode não ser tão óbvia, mas alguns sinais ajudam.

Quando os sintomas começam logo após a alimentação, principalmente com vômitos intensos nas primeiras horas, pensamos mais em intoxicação alimentar. Geralmente está relacionada a algum alimento contaminado.

Já a virose costuma vir acompanhada de outros sintomas, como febre, mal-estar, dor no corpo e, às vezes, contato com outras pessoas doentes. E pode surgir ao longo do dia, não necessariamente logo após comer.

Mas o mais importante não é só tentar diferenciar. É observar sinais de alerta:
se a criança está muito prostrada, não consegue se hidratar, vomita tudo, tem sangue nas fezes ou sinais de desidratação, precisa de avaliação médica.

Na dúvida, não espere piorar.

Dr. Milton Lafuente
CRM 131034 | RQE 42262
Pediatra
São José dos Campos - SP

16/04/2026

Tem um hábito que ainda parece inofensivo para muita gente, mas que na prática pode trazer riscos importantes para a saúde da criança: beijo na boca.

Eu sei que, muitas vezes, isso vem de carinho, de afeto. Mas como pediatra, preciso te orientar com clareza.

A boca de um adulto carrega uma quantidade enorme de bactérias, vírus e micro-organismos que o sistema imunológico da criança ainda não está preparado para lidar. E isso não é exagero, é biologia.

Alguns exemplos do que pode ser transmitido:

Herpes simples (HSV-1)
Mesmo sem lesões visíveis, o vírus pode estar ativo. Em bebês e crianças pequenas, pode causar infecções graves.

Mononucleose (vírus Epstein-Barr)
Conhecida como “doença do beijo”, pode gerar febre alta, mal-estar intenso e complicações.

Cárie precoce
As bactérias que causam cárie podem ser transferidas do adulto para a criança, aumentando muito o risco desde cedo.

Infecções respiratórias
Vírus como gripe, resfriados e até outros mais agressivos podem ser transmitidos facilmente.

Agora pensa comigo: a criança não tem escolha. Quem precisa ter consciência é o adulto.

Carinho não precisa colocar em risco. Existem muitas formas de demonstrar amor com segurança: abraço, beijo na bochecha, colo, presença.

Se você é pai, mãe ou convive com crianças, essa é uma orientação que vale compartilhar com toda a família. Muitas vezes, evitar um problema começa com uma conversa simples.

Compartilhe esse conteúdo com quem precisa entender isso.

Dr. Milton Lafuente
CRM 131034 | RQE 42262
Pediatra
São José dos Campos - SP

08/04/2026

A criança que não dorme bem não está apenas cansada. Ela está deixando de se desenvolver como deveria.

A Sociedade Brasileira de Pediatria já descreve com clareza a importância dos horários e da quantidade adequada de sono em cada fase da infância.

E aqui vai um ponto importante: não é só dormir.

O sono está diretamente ligado à liberação do hormônio do crescimento, à regulação da insulina, da tireoide e do cortisol. É durante o sono que o cérebro organiza tudo o que a criança viveu durante o dia, fortalecendo conexões neurais e consolidando aprendizados.

Ou seja, dormir bem é parte ativa do desenvolvimento.

“Ah, mas meu filho acorda muito à noite…”

Isso pode acontecer. E, muitas vezes, é esperado.

Principalmente em fases de desenvolvimento, quando a criança aprende coisas novas, é comum que o sono oscile. Isso costuma acontecer em ciclos, mais ou menos a cada três meses. São ajustes pontuais, não um padrão contínuo.

O problema é quando a desorganização vira rotina.

E é aí que entra algo simples, mas poderoso: constância.

Colocar a criança para dormir todos os dias no mesmo horário e acordar sempre no mesmo horário cria previsibilidade para o corpo e para o cérebro.

E o cérebro responde.

No fim das contas, o sono de hoje está moldando o desenvolvimento de amanhã.

Se você sente que o sono do seu filho não está adequado, vale olhar com atenção. Muitas vezes, pequenos ajustes já fazem uma grande diferença.

Dr. Milton Lafuente
Pediatra
CRM 131.034 | RQE 42262
São José dos Campos – SP

31/03/2026

Essa é uma das queixas mais comuns no consultório.

A criança senta à mesa, recusa comida, enrola, pede outra coisa e os pais ficam com a sensação de que ela simplesmente não quer comer.

Mas, na maioria das vezes, não é falta de fome.

É comportamento aprendido.

Quando a criança percebe que pode trocar a comida por outra opção, que pode sair da mesa, que pode ganhar algo mais palatável depois, ela entende rapidamente o que funciona.

E criança aprende muito rápido o que funciona.

Outro ponto importante é a rotina.

Criança que belisca o dia inteiro, que toma leite fora de hora ou que não tem horários bem definidos dificilmente vai chegar na refeição com fome real.

Sem fome, não existe interesse.

E sem consistência dos pais, não existe mudança.

Alimentação infantil não se resolve com insistência ou pressão.

Se resolve com ambiente organizado, previsibilidade e exemplo.

E isso começa muito mais nos adultos do que na criança.

Dr. Milton Lafuente
Pediatra
CRM 131.034 | RQE 42262

Endereço

São José Dos Campos, SP
12200-000

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