02/02/2026
Um artigo recente da Forbes trouxe à tona uma realidade que observo com frequência no topo das organizações: a dificuldade genuína de muitos executivos em conduzir conversas francas sobre carreira e futuro com seus liderados.
É paradoxal. Líderes experientes, capazes de decidir sobre investimentos complexos e estratégias de longo prazo, sentem desconforto ao abrir espaço para falar sobre o futuro das pessoas que sustentam o negócio.
Na mentoria com C-levels, isso aparece com clareza:
“Meu superior e eu não temos esse tipo de conversa.”
E mesmo quando a empresa declara ter essa prática, a conversa costuma ser superficial, protocolar, pouco transformadora.
Na maioria das vezes, não é desinteresse.
É falta de critério, de repertório e, principalmente, de espaços seguros, internos e ofertados pelo próprio líder, para esse tipo de diálogo.
O líder evita a conversa por receio de não ter todas as respostas, de criar expectativas que o sistema ainda não pode cumprir ou por não dominar a arte da escuta estratégica.
O liderado, por sua vez, evita expor dúvidas e receios. Afinal, são todos “maduros demais” para precisar falar sobre isso.
O efeito colateral é um vazio organizacional.
O talento encontra suas próprias respostas, muitas vezes fora da empresa.
Ou o líder busca fora por falta de atenção a quem caminha a seu lado.
Com isso, perde-se conhecimento crítico, fragiliza-se o pipeline de sucessão e aumentam as decisões reativas a substituições.
Em 2026, retenção estratégica exigirá lideranças capazes de sustentar conversas difíceis e produtivas sobre futuro, com maturidade real.
Na Mentoria 5.4.3 PRO, olhamos para essa lacuna.
Trabalhamos a musculatura relacional de C-levels para que essas conversas deixem de ser um risco político e se tornem um pilar de confiança, sucessão e performance.
Porque liderar também é governar futuros.
Sua liderança está preparando terreno para crescimento ou apenas respondendo às saídas?