31/03/2026
Tem dias que o meu trabalho parece exatamente isso: eu, sentada, em frente ao computador, digitando por horas.
E é curioso… porque nem sempre foi assim.
Por muitos anos, minha rotina era quase toda dentro do setting, atendendo pacientes — grande parte presencialmente. Hoje, sigo sendo psicóloga, sigo cuidando de cada história que chega até mim… mas minha atenção se expandiu.
No IL, eu supervisiono outros psicólogos e estudantes — e o que antes acontecia em ciclos, hoje é parte semanal da minha vida.
Além disso, ele também carrega: decisões, organização, responsabilidade, construção.
Outro dia percebi algo que me atravessou:
nos desenhos que a Manu faz de mim, em muitos deles estou com o notebook junto. E, de alguma forma, isso diz muito sobre a fase que estou vivendo.
Tenho mais de uma década como psicóloga.
Cerca de 4 anos como supervisora.
E menos de 1 ano à frente do In Lumina.
E é interessante perceber como podemos estar em estágios tão diferentes… dentro da mesma trajetória.
Em alguns lugares, eu ensino com segurança.
Em outros, eu ainda estou aprendendo a caminhar.
E talvez o maior desafio — e também a maior beleza — esteja exatamente aí:
sustentar, ao mesmo tempo, uma postura de quem orienta e de quem aprende.
Porque construir algo novo exige isso:
paciência pra respeitar o tempo das coisas
persistência pra continuar, mesmo sem garantias,
determinação pra sustentar escolhas,
compaixão com os próprios limites
e generosidade — consigo e com os outros — no processo de aprender e ensinar
Nem sempre é leve.
Mas é profundamente vivo.
E, hoje, esse bastidor silencioso também faz parte de quem eu estou me tornando.