31/12/2025
Será que ainda conseguimos escrever algo, ou somos apenas alguém que se acha bonito atrás da inteligência artificial, supondo "ser inteligente", escrever bem?
Que neste ano, que deve entrar logo, possamos ser, mais nós do que nunca. E isso é o mais óbvio e simples que parece, é algo como ficar presente.
Parece que estes ventos novos nos empurram para moldes prontos, onde os algoritmos impõe o que querem e os filtros maquiam até a alma, ser autêntico virou um ato de resistência ao verdadeiro e de coragem. E cada vez que tentamos nos encaixar, copiando gestos, estilos, opiniões ou até emoções alheias, vamos nos afastando do que realmente somos. E o que parece ser uma adaptação, muitas vezes é um abandono silencioso de nós mesmos.
Imitar pode parecer seguro. Ser parecido com alguém que admiramos ou invejamos, pode dar a ilusão de pertencimento. Mas a verdade é que nos excluimos, em uma insignificância que em vez de admiracao causa estranheza e pena. E quanto mais nos distanciamos da essência, mais frágil se torna nossa identidade. Assim, perdemos tempo de vida real, perdemos brilho, voz, e nos "achamos". E com base nesse achismo tornamo-nos versões caricatas de outros, esquecendo que o que nos torna genuinos é aquilo que ninguém mais pode ser: nós mesmos.
Neste novo ano que há de se iniciar pra quem segue a vida de forma solta e sincera, que tal um compromisso, não de ficarmos diferente do que supomos um dia termos sido? Que tal um ano mais "nosso", mais completo, mais verdadeiro, mais imperfeito, mais inteiro, talvez, mais feliz? Um ano em que possamos nos permiti ser o que somente nós podemos ser, sem precisar de modelos, sem precisar de aprovação ou de auto-afirmação. Um ano menos virtual, mais real, com menos "curtidas" e mais conexões. Menos performance e mais presença!!
Que 2026 seja o ano em possamos nos reconhecer no espelho e sorrir, não porque estamos igual ou melhor que alguém, mas porque estamos , finalmente, sendo.
Feliz ano novo.
Christyano