05/03/2026
Esta semana, uma paciente me trouxe um relato que ecoa em muitos atendimentos aqui no consultório.
Após perder quase 60kg, ela me disse: “Ale, eu ainda me vejo como eu era, pesando 124kg”.
O que mais impressiona nesse caso é a ironia da percepção: quando ela estava acima do peso, não se via tão grande quanto realmente estava. Agora, muito menor fisicamente, ela não consegue se enxergar ocupando esse novo espaço.
O problema não é o número na balança, mas o fato de que o olho ainda não atualizou o mapa do próprio corpo. É como se o cérebro estivesse viciado na busca pela perda de peso, e não na chegada ao objetivo.
Se não trabalharmos a mente para ocupar esse novo espaço, a busca pelo “menos” se torna infinita e muito perigosa.
No Recortes da Clínica de hoje, o convite é para que tu olhes além do reflexo. Onde é que a tua meta de emagrecimento para de ser saúde e vira uma fuga de ti mesma?
A gente se vê na próxima quinta.