19/12/2025
"A respiração é a porta-voz do coração.” (Nuno Cobra)
Na psicanálise, o corpo nunca está em silêncio.
Aquilo que não encontra palavras, encontra vias: o ritmo da respiração, as pausas, os suspiros, o fôlego curto ou contido.
Respirar não é apenas um ato biológico, é também um gesto psíquico.
Quando o afeto aperta, o ar falta.
Quando algo encontra lugar, o peito se expande.
A respiração denuncia o que o sujeito tenta controlar, esconder ou suportar.
Ela fala do medo, da ansiedade, do desejo e também do alívio.
Por isso, escutar a própria respiração pode ser um primeiro contato com aquilo que o coração insiste em dizer, mesmo quando o discurso falha.
Na clínica, o corpo fala.
E a respiração, muitas vezes, é sua forma mais honesta de comunicação.