Cartório da nobreza e fidalguia do Império do Brasil, Portugal e Santa Sé

Cartório da nobreza e fidalguia do Império do Brasil, Portugal e Santa Sé Página dedicada à nobiliarquia no Brasil, considerando as titulações nacionais, portuguesas e da Santa Sé.

BAHIA - Marquês de Santo AmaroJosé Egídio Álvares de Almeida, primeiro Barão, Visconde com grandeza e Marquês de Santo A...
05/04/2026

BAHIA - Marquês de Santo Amaro

José Egídio Álvares de Almeida, primeiro Barão, Visconde com grandeza e Marquês de Santo Amaro (Santo Amaro da Purificação, 1 de setembro de 1767 — Rio de Janeiro, 12 de agosto de 1832). Foi um advogado, diplomata e político brasileiro.

Filho de José Álvares Pinto de Almeida e Antonia de Freitas, casou-se em primeiras núpcias com Maria do Carmo de Passos, e em segunda núpcias com Maria Benedita Papança, com quem teve:

João Carlos Pereira de Almeida, 2.º Visconde de Santo Amaro, casado com Ana Constança Caldeira Brant, filha de Felisberto Caldeira Brant e Horta, Marquês de Barbacena.
Maria Joana Benedita de Almeida, casada com Tomás Joaquim Pereira Valente, 1º conde de Rio Pardo, com descendência.

Formou-se em Direito, na Universidade de Coimbra. Iniciou uma carreira na administração portuguesa, tendo sido oficial da Fazenda, funcionário do Conselho Ultramarino e secretário do gabinete de D. João VI.

Foi deputado geral, presidindo a Assembleia Constituinte depois dissolvida por D. Pedro I. Foi também ministro das Relações Exteriores, embaixador em Paris e Londres, conselheiro de estado e senador do Império do Brasil de 1826 a 1832.

Foi o mestre de cerimônias da coroação do imperador D. Pedro I e presidente da sessão que inaugurou o Senado do Império do Brasil, em 24 de abril de 1826. O título de barão foi concedido por D. João VI, sendo, portanto, de origem portuguesa.

Proclamada a independência, presidiu a Assembleia Geral Constituinte como deputado pelo Rio de Janeiro, dissolvida por D. Pedro I em 12 de novembro de 1823.

Fez parte do Conselho de Estado formado por D. Pedro (1823), encarregado da elaboração da Constituição, outorgada pelo imperador em 1824. Foi ministro e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (1825-1826) e um dos negociadores, junto de Francisco Vilela Barbosa e Luís José de Carvalho e Melo, do tratado de reconhecimento da independência brasileira por Portugal (1826). Senador pelo Rio de Janeiro (1826-1832), foi o primeiro presidente do Senado Imperial (1826-1827).

Recebeu o título de Visconde em 1825 e Marquês no ano seguinte. Dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro (1824) e cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem de Malta.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de agosto de 1832.

25/02/2024
PERNAMBUCO - Barão de PajeúAndrelino Pereira da Silva. Abastado agricultor na comarca de Pajeú das Flores, proprietário ...
28/08/2022

PERNAMBUCO - Barão de Pajeú

Andrelino Pereira da Silva. Abastado agricultor na comarca de Pajeú das Flores, proprietário da fazenda Pitombeira. Coronel comandante superior da Guarda Nacional na comarca de Pajeú das Flores, suplente de juiz municipal de órfãos, delegado de polícia e chefe do Partido Conservador em Pajeú das Flores. Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo. Filho de Manoel Pereira da Silva e de Francisca Nunes da Silva. Neto paterno de José Pereira da Silva (capitão) e de Jacinta Osséria de Santo Antônio (f. 26-03-1851). Neto materno de Aniceto Nunes da Silva (capitão) e de Antônia Lourenço de Jesus.

Coronel Andrelino Pereira da Silva, o Barão do Pajeú. Nasceu em 1823, proprietário fundador da fazenda Pitombeira, em Serra Talhada, filho do Comandante Superior Manuel Pereira, a fazenda Pitombeira foi destaque na história do Pajeú, recebendo o baronato em dezembro de 1888. Substituiu o pai no comando político local, e foi primeiro Prefeito de Vila Bela, entre os anos de 1892 a 1895, faleceu no ano 1901.

A Fazenda Pitombeira era um grande latifúndio de 12 mil hectares, que compreendia as Fazendas Caiçara, Ipueira, Cedro e Belém, esta última herança que o Barão do Pajeú recebeu do seu pai, o comandante-superior Manoel Pereira da Silva, o mesmo, responsável pelo ataque aos membros seita da Pedra do Reino, em maio de 1838.

22/07/2022

Dom João VI (1767 - 1826), Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Pintura de José Leandro de Carvalho, 1818. Museu Histórico Nacional

Nunca antes um monarca tinha atravessado o Atlântico, nunca antes um império europeu tivera uma capital fora da Europa, nunca antes um rei fora coroado nas Américas. Tantos "nunca antes" devem-se sobretudo a D. João VI. Entre 1808 e 1821 viveu no Rio de Janeiro e nada ficou igual.

D. João VI, chegou ao Brasil como Príncipe-Regente, em 1808; e foi aclamado Rei, em 1818; e assentou as bases de um grande Império luso-brasileiro; e que aqui teria permanecido até o fim de seus dias, se as circunstâncias lho tivessem permitido.

Entre outros, fizeram justiça a D. João VI historiadores sérios e conceituados como Oliveira Lima, Pandiá Calógeras e Hélio Vianna.
Na realidade, D. João, Príncipe-Regente e depois Rei, soube transformar em apenas 13 anos um Brasil vice-Reino, que encontrou provinciano e acanhado em 1808, num Reino-Unido a Portugal

Quando Dom João VI elevou o Brasil a categoria de Reino em 1815. vemos a visão desde o Tempo de Dom Sebastião que na sua aventura na África, tinha a ambição de se declarar Imperador do Atlântico. Em 1738, Dom João V seria Imperador do Ocidente, mas na verdade foi Dom João VI que se tornou Imperador do Brasil, pois no Tratado de 1825 em que Portugal reconhecia a independencia do Brasil, Dom João VI foi reconhecido com o título Honorífico de Imperador Dom João I do Brasil"

Durante sua estadia no Brasil (1808-1821), D. João VI ergueu as seguintes instituições:

- Banco do Brasil

- Erário Régio

- Academia Militar

- Arsenal de Marinha

- Real Fábrica de Pólvora

- Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios

- Real Fábrica de Ferro de São João do Ipanema

- Companhia de Seguros Boa Fé

- Fábrica de Ferro do Morro do Gaspar Soares

- Administração Geral dos Correios

- Museu Nacional

- Biblioteca Nacional

- Provedoria de Saúde

- Junta Vacínica da Corte

- Escola de Cirurgia da Bahia

- Escola de Anatomia, Cirurgia e Medicina do Rio de Janeiro

"O pensamento da fundação dum Império no vasto território brasileiro é muito anterior à nossa independência política. Parece que logo depois da restauração da Monarquia portuguesa, quando Dom João IV se via assoberbado de dificuldades, surgiu a idéia de Transferência da Corte para o Brasil. O certo é que o Rei fez de seu primogênito Dom Teodósio, Príncipe do Brasil, dando como apanagio do herdeiro da Dinastia o nome da grande colônia Lusa.

Também depois do terremoto que quase destruiu Lisboa em 1755, se pensou nessa translação. Mas antes dessa última data, em 1738, D. Luís Cunha, que foi um dos grandes estadistas de Portugal, na sua "Carta a Marco Antônio" dava a D. João V esses conselhos sem rebuços: "No caso da transferência da corte para o Brasil, torna-se-ia necessária uma completa demarcação da América, o Oiapoque ao Prata deveriam ser os limites do Império, e pelo sertão ao Paraguai até a lagoa dos Saraies e dali lançando uma linha divisória até o Rio Madeira." Para essa missão Luís da Cunha queria a ajuda dos Jesuítas Portugueses, que expandiriam as missões até os limites do Vice Reino do Peru e ao Chile.

O Sonho Imperial de Luís da Cunha era na verdade um tanto desmesurado, pois fixando o domínio português nessas dimensões iria abalar a soberania da Espanha no Peru. O homem de Estado Luso não hesitava em desmembrar a metrópole em troca de novos territórios, sugerindo vender o Algarves em troca do Estreito de Magalhães. Concluía propondo a mudança da corte nos seguintes termos: "Melhor é pois, residir onde está a força e a abundância do que onde está a necessidade e a falta de Segurança"

Foi Luís da Cunha, profeta, veio o tempo de insegurança com a Invasão de Junot a Portugal, e o Principe Regente Dom João transferiu o estado Português para o Brasil em 1808. Segundo propunha o estadista Luso do Século XVIII, assim que muda-se para o vasto território brasileiro, o Rei de Portugal deveria tomar o título de Imperador do Ocidente.

Esse pensamento imperial norteou a visão do Príncipe Regente Dom João no Rio de Janeiro. Diz Maria Graham que falando com o Conde da Barca, declarou que Dom João desejava fundar um Novo Império na América Portuguesa. Fez o Próprio Príncipe Regente confissão com que do Brasil, declarou guerra a França de Napoleão: "A Corte Levantará sua voz no seio do Novo Império que ela veio Criar"

Assim quando Dom João VI elevou o Brasil a categoria de Reino em 1816, vemos a visão Imperial de Luís da Cunha. Desde de o Tempo de Dom Sebastião que na sua louca aventura na África, tinha a ambição de se declarar Imperador do Atlântico. Em 1738, Dom João V seria Imperador do Ocidente, mas na verdade foi Dom João VI que se tornou Imperador do Brasil, pois no Tratado de 1825 em que Portugal reconhecia a independencia do Brasil, Dom João VI foi reconhecido com o título Honorífico de Imperador Dom João I do Brasil"
Fonte: Segredos e Revelações da História do Brasil. Por Gustavo Barroso e Pedro Calmon

MINAS GERAIS - Barão das Dores de GuaxupéManuel Joaquim Ribeiro do Vale, primeiro e único barão de Dores de Guaxupé (São...
07/06/2022

MINAS GERAIS - Barão das Dores de Guaxupé

Manuel Joaquim Ribeiro do Vale, primeiro e único barão de Dores de Guaxupé (São João del-Rei, 22 de abril de 1821 - Muzambinho, 15 de julho de 1893) foi um cafeicultor brasileiro.

Era tenente-coronel da Guarda Nacional, agraciado barão em 3 de agosto de 1889. Um dos seus filhos é o Conde Ribeiro do Vale, pela Santa Sé.

Nascido a 22/4/1821, na Freguesia de Madre de Deus de São João d’El Rei, MG, faleceu a 15/7/1893 em Muzambinho, MG, onde era fazendeiro. Membro da importante família Ribeiro do Valle de abastados proprietários rurais, da chamada aristocracia rural cafeeira, estabelecida em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Imagem: antigo formato da Catedral de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, Minas Gerais.

BAHIA - Visconde de Guaí Joaquim Elísio Pereira Marinho, primeiro e único barão e depois visconde de Guaí (Salvador, 21 ...
06/06/2022

BAHIA - Visconde de Guaí

Joaquim Elísio Pereira Marinho, primeiro e único barão e depois visconde de Guaí (Salvador, 21 de janeiro de 1841 — Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1914) foi um político brasileiro.

Filho de Joaquim Pereira Marinho, conde de Pereira Marinho em Portugal, e Francisca da Piedade Oliveira; irmão de Antônio Pereira Marinho, visconde de Marinho em Portugal. Casou-se com Helena Leal.

Foi deputado geral pela Bahia nas legislaturas de 1881 a 1889. Foi Ministro da Marinha de 8 de fevereiro a 7 de junho de 1889. Foi diretor do Banco do Brasil e do Banco Nacional, além de presidente da Associação Comercial da Bahia, de 1870 a 1890.

Agraciado barão, em 26 de abril de 1879, e visconde, em 31 de outubro de 1889.

Na imagem: brasão do barão de Guaí.

20/04/2022
20/04/2022

Um levantamento para uso pessoal iniciado há oito anos pelos historiadores João Paulo Pimenta e César Augusto Atti vai se transformar na Bibliografia da Independência. Trata-se de um banco de dados de livre acesso com cerca de 15 mil referências não apenas sobre a Independência do Brasil, oco...

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