Vera Dias - Psicanalista

Vera Dias - Psicanalista Página criada por Vera Dias (1978-2021)
Vera era psicanalista freudiana especializada em relacionamentos abusivos e violência doméstica.
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Vera nos deixou inúmeros textos, ensinamentos e traduziu de maneira impar as relações humanas.

por Anita JaraAmiga, hoje se completam 3 anos desde sua partida.Sempre vai fazer falta seu jeito de falar, rir, de se in...
14/05/2024

por Anita Jara

Amiga, hoje se completam 3 anos desde sua partida.

Sempre vai fazer falta seu jeito de falar, rir, de se indignar com todas as injustiças.

Sua família ainda sente muito sua falta, me aproximei muito do seu irmão e com ele conseguimos resolver, ainda que devagar, as pendências burocráticas que f**aram.

Você acredita que seu divã ainda faz sucesso? Você acredita que suas mensagens aqui nesta rede ainda fazem sucesso? Não tanto quanto antes, mas de uma forma ou de outra as pessoas ainda chegam por aqui.

Querida amiga, sua existência neste plano e dimensão deixou muitas coisas boas. Não tem uma pessoa que te conheceu que não se lembre em algum momento contigo.

Lá no grupo da outra página ainda estamos todas tentando de alguma forma dar continuidade as sementes que você plantou em nós.

É esquisito - ainda - pra mim perceber que você não está mais aqui, mas de alguma maneira consigo sentir sua presença em tudo que faço... vai ver que é porque você me abriu os olhos pra tantas coisas no passado que não tem como voltar atrás.

A vida e a morte devem ter algum sentido profundo que o ser humano não conseguiu entender integral e totalmente, mas conseguimos vivenciar a vida a cada respiro e ver a morte a cada partida de alguém querido. Não sei se Freud, mesmo tendo refletido muito sobre a pulsão de morte, falou tanto sobre a vivência que é a perda de pessoas próximas e o que sentimos quando elas acontecem, tal como o vazio, a falta, a culpa, o remorso e tantos outros sentimentos que nos invadem... queria que você estivesse aqui para que pudéssemos conversar sobre.

Os dias, meses e anos vão passando e nunca vou esquecer de tudo que vivenciamos juntas.

Vamos falar de morte? Talvez sim, mas hoje, após 3 anos de sua partida eu quero falar de gratidão por ter te conhecido.

Obrigada!

Vera Dias! Presente!Postado por Karim Roberta
17/10/2021

Vera Dias! Presente!
Postado por Karim Roberta

08/10/2021

Texto: Dra Júlia Rocha
Postado por Karim Roberta

Eu falo com frequência sobre métodos para matar e outros para deixar morrer utilizados com disfarce de política pública, de austeridade, de respeito ao teto de gastos.

Veja. Dar um tiro na cabeça de uma mulher miserável é crime. Negar a ela um absorvente que custa centavos impedindo que ela frequente a escola, que seja alfabetizada, que alcance condições de brigar por um emprego e uma vida melhor não é.

Perpetuados os ciclos de pobreza, temos uma mulher amarrada em casa, deprimida, analfabeta, sem condições de conseguir uma vaga de emprego que lhe traga melhores expectativas de vida.

Uma mulher nessas condições provavelmente terá muitos filhos já que estará subjugada em um relacionamento violento, sem acesso à métodos contraceptivos, morando no pior barraco da favela.

Há vários jeitos de matar e deixar morrer. Negar dignidade menstrual é só um detalhe de um todo maior, mas é impossível não notar o simbolismo do "deixar sangrar". Isso me enche de muito mais ódio. E esse ódio me move.

Texto : Vera Dias Postado por : Karim Roberta Filme: As vantagens de ser invisivel. A gente aceita o amor que acha que m...
27/09/2021

Texto : Vera Dias
Postado por : Karim Roberta

Filme: As vantagens de ser invisivel.

A gente aceita o amor que acha que merece, ou seja, somos levados a acreditar que afetos quebrados e rebaixados são o máximo que podemos ter e então nos conformamos, ou sedentos (as) de afeto, nos sentamos a mesa com qualquer cardápio que no mate minimamente a fome, as vezes, sentamos ao chão, esperando cair migalhas de banquetes, e como as migalhas não sustem, f**amos ali, sempre esperando cair outra vez, algo que sobre para o vazio afetivo f**ar menor.

Imagine esta situação, você ali, sentada a beira da mesa esperando cair restos de afeto. É uma imagem triste, mas muitas pessoas não conseguem se levantar por quê pensam "eu não vou conseguir nada melhor".

Este tipo de comportamento pode ter vários motivos que têm em comum a criação de uma concepção equivocada sobre o que é o amor, entre elas a infância tumultuada por uma família disfuncional e a reprodução da moral social que ensina a valorizar o amor romântico, comos e para ser feliz fosse necessário dois, sem nunca estimular o sentimento de completude sozinhos.

Sem esta completude, buscamos no outro o que falta em nós, e esta conta nunca fecha. A fome de afeto, faz a gente desejar alimentar -se de qualquer coisa que sane o mais rápido possível a dor da solidão.

Mas o que falta ai nesse buraco de afeto? Autoconfiança, falta de auto-estima e ausência de autoconhecimento.

Lembre-se de que: Quando alguém não sabe o que quer, tudo o que surgir pelo caminho acaba servindo. O autoconhecimento os faz compreender os abismos que já encaramos, por que chegamos até eles e como evitá-los para não f**ar a sua beira ou despencar para dentro dele.

Por Karim Roberta
20/09/2021

Por Karim Roberta

18/09/2021

Texto Vera Verinha Dias
Postado por: Karim Roberta

Do que se trata o Cancelamento?

Atualmente tudo aquilo que causa desconforto, não corresponde a características que agradam, convergem, que a pessoa sinta se identif**ada é tratada com indiferença, mas antes de ser tratada com indiferença, na cultura das redes sociais, desenvolveu se uma tática de comunicar o desprezo: O cancelamento.

O cancelamento pode ser solitário, por exemplo, quando aquela pessoa comunica em um post das páginas ou fóruns de debate que aquela ideia expressada a contrariou e por isso está dando um “dislike” ou “deixando de seguir”. A postura do cancelamento está posta no aviso que irá sair, aviso que pretende ganhar pessoas para segui-la ou defende-la e comunicar sua insatisfação ao interlocutor sem permitir o debate. Algumas pessoas colocam ali uma opinião rasa, outras apenas escrevem “deixando de seguir” e se vão para longe do confronto de ideias, para longe do conflito, para a desistência de aprender a conviver com a alteridade.

O cancelamento pode ser coletivo, neste caso ele é iniciado por alguém que leva a sua insatisfação adiante e busca convencer um grupo maior para que aniquile aquela situação de desconforto que o atingiu. Buscam aliados para “odiar juntos” e assim destruir o objeto de ódio. A ideia não é buscar dialogo, não é buscar retratação, autocritica, nada disso, a ideia é eliminar o motivo do desconforto e impedir que quem o propaga seja capaz de seguir causando esta sensação.

As pessoas, culturas, situações são colocada primeiro para destruição e depois sobre a anestesia, moral e psíquica da indiferença, onde qualquer coisa que esta pessoa fale dali por diante será tido como irrelevante “ah foi fulano que falou? ” Então se foi o fulano cancelado que falou, fez, promoveu é indiferente, tudo que a pessoa foi, criou de positivo, sua humanidade e sua voz, tudo é cancelado.

Os muros da indiferença cancelam a dor do outro, a vivencia do outro, as opiniões políticas do outro, os valores morais do outro.... Tudo que é diferente e mim por que EU SOU o referencial de moralidade e ética, a crença de que os próprios valores e identidade são superiores a tudo e deve se impor.


Cancelar é fazer o objeto de ódio deixar de existir.



O cancelador é na verdade uma pessoa que resolve suas questões aflitivas, problemas, obstáculos, pelo método da esquiva, negando a possibilidade de confrontar as nossas diferenças com o outro e para evitar o confronto constrói se bolhas com base na AGREGAÇÃO DE INDENTIDADE. Isso remete a lógica do condomínio:

O condomínio é um lugar cercado por muros, onde existe proteção e ordem, sem muros internos, crianças brincando. Parece o lugar perfeito para ser feliz. Os condomínios abrigam pessoas similares, especialmente na classe social, o preço que se paga por esta ilha dentro da cidade é para iguais, logo, acaba atraindo majoritariamente um mesmo grupo ideológico, uma bolha chamada zona de conforto onde o resto é ignorado, invisibilizado pelos muros que cercam a ilha. O condomínio tem o ingênuo desejo de cancelar o conflito social e desta forma agrega um tipo de população que converge, qualquer pessoa que destoe deverá ser enquadrada dentro da lei do condomínio ou expulsa e invisibilizada também. O EU é inflado e o mundo da pessoa vai se reduzindo. Este comportamento é o comodismo da bolha, da zona de conforto e como toda zona de conforto é um lugar sem evolução, se o conflito não entra não existe desafio e nem evolução, por isso vemos tantas pessoas zumbis, caminhando por aí sem nenhuma integração com a realidade.

O CANCELADOR constrói com seus aliados zonas de confortos, lugares previsíveis e sem conflitos onde não serão surpreendidos por situações ansiogênicas, não se angustia, porém não se permite aprender e experimentar situações novas e questionar a si e sua idéias, afundando-se num buraco cor de rosa de sossego, estagnação e alienação.

Este comportamento configura uma patologia social, onde cria se um lugar protegido para reinar o mesmo discurso que se fortalece material e simbolicamente para proteger a incapacidade do sujeito de lidar com o outro, para compensar a recusa de deixar o conflito entrar, de modif**ar-se, conviver com o diferente.

Os muros podem ser simbólicos, já vimos tantos muros de indiferença sendo levantados, os discursos de ódio contra minorias são muros que desejam segregar os diferentes. Na história vemos pessoas negras segregadas na África do Sul, EUA e Brasil, isso está nas entranhas da história; tivemos também duas Alemanha, temos duas Coreias, temos um muro que separa EUA do México... O racismo é um enorme muro simbólico, que promoveu ao longo da história leis discriminatórias e até hoje define como funciona o compartilhamento de espaços públicos e a divisão geográf**a, mesmo de bairros residenciais, pela cor e classe.

Esta região de extraterritorialidade protegida, um espaço abrigado onde se concentraria a realização de um prazer narcisista, é um lugar questionado pela psicanálise. Este desejo de aniquilar o outro para sentir-se feliz, para obter prazer está relacionado a manter a zona de conforto, não ser questionado sobre aquilo que eu vejo no outro e que incomoda em mim. Seguindo a lógica do condomínio, a pessoa se fecha numa ilha cercada de muros para não se proteger da criminalidade, proteger sua visão da pobreza, viver num fragmento de alto padrão e esquecer, muitas vezes esquecer que ele mesmo é peça da engrenagem que cria e faz manutenção da miséria. Então, se fechar dentro destes muros, f**a invisibilizado a miséria que ele mesmo cria e assim ele não precisa se questionar e viver o conflito.

Texto Vera DiasPostado por Karim Roberta
15/09/2021

Texto Vera Dias
Postado por Karim Roberta

11/09/2021

Campanha de conscientização: O ódio mata! Simples direta e assertiva.

Postado por Karim Roberta.

Texto: Vera Dias Postado por Karim Roberta
10/09/2021

Texto: Vera Dias
Postado por Karim Roberta

Endereço

São Paulo, SP
01310-100

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