28/11/2025
Há pessoas que precisam controlar tudo: os horários, os caminhos, as palavras, os silêncios. À primeira vista, parecem seguras, firmes, inabaláveis. Mas, na verdade, é medo.
Medo do imprevisível.
Medo de perder.
Medo de sentir.
Controlar é, muitas vezes, a única forma que encontraram de não desmoronar. Porque quando a vida escapa entre os dedos, a rigidez aparece como defesa. Como quem diz: “Se eu puder controlar tudo, talvez eu não precise lidar com aquilo que dói.”Mas relações não respiram sob rédea curta.
O amor não floresce onde o medo comanda.
O afeto não cresce em terreno de vigilância.
Controlar é tentar impedir o outro de ser. E, no processo, é a própria pessoa que deixa de existir também.
Na psicanálise, aprendemos que o controle excessivo não é força ,é ferida. É a tentativa desesperada de garantir, do lado de fora, aquilo que está caótico do lado de dentro. Quando o vínculo é seguro, o controle pode, enfim, descansar. E o que era medo vira encontro. A terapia é lugar de soltar sem cair