Núcleo Trajetos

Núcleo Trajetos O Núcleo Trajetos é formado por psicólogas e doulas atuantes nos temas da maternidade, paternidad

Núcleo Trajetos em parceria com o  Programação para o mês de setembro. Falando sobre saúde mental e perinatalidade 💛
02/09/2021

Núcleo Trajetos em parceria com o
Programação para o mês de setembro. Falando sobre saúde mental e perinatalidade 💛

Em momentos de quarentena, o tempo parece cada dia mais breve, escasso, cheio, transbordante. Atividades de “lazer” apar...
17/07/2020

Em momentos de quarentena, o tempo parece cada dia mais breve, escasso, cheio, transbordante. Atividades de “lazer” aparecem atreladas aos afazeres da casa, da rotina com a pequena, da relação a dois. Mas, a quarentena também nos convida a repensar, ressignificar, reinventar(nos). Aqui em casa um desses convites veio durante rotina de banho quando, quase sem querer, me vi cantando uma música para a Alice da minha época de cantoria de escola. Vi minha pequena se ajeitar na bacia, acolhida pela água quentinha do chuveiro, e ali ficou por alguns minutos: “canta outra, mamãe”. Ela não queria músicas das quais estava acostumada a ouvir. Com sua sensibilidade, percebeu minha alegria em reviver na cantoria lembranças saudosas de juventude e ali também se confortou. Criamos um novo hábito de aconchego nessa quarentena: as músicas da mamãe agora fazem parte da rotina de banho da Alice.

Relato da Mariana, mãe da Alice, 3a

"Tenho percebido que, sempre que alguém me pergunta como estamos aqui, nesses dias, respondo de forma semelhante ao que ...
09/07/2020

"Tenho percebido que, sempre que alguém me pergunta como estamos aqui, nesses dias, respondo de forma semelhante ao que digo sobre a maternidade e suas contradições. Minha filha já tem 4 anos, muito diferente de quando era bebê... Mas a sensação de que essa relação inspira os maiores encantamentos e, ao mesmo tempo, os maiores desafios, permanece. Mudam os encantamentos, mudam os desafios. Sobre o isolamento, de forma menos enfática, digo que tem seus altos e baixos, momentos legais e momentos difíceis. E, nesses mais de dois meses, as coisas também mudaram.

Ela cresceu. Fisicamente, um salto! Mas não só. As conversas, os argumentos, as ideias... nossa! Mas, nas primeiras semanas, teve uma regressão emocional. Voltou a acordar de madrugada, passou a ter medos de cantos da casa e de ficar sozinha, teve sonhos agitados e assustadores, passou a falar muito sobre não querer ficar sem a gente... Além de manifestar uma necessidade grande de contato físico comigo, de tocar meu corpo, dormir com a mão na minha barriga... Pensei então que, assim como para mim, a quarentena também parecia remeter para ela à experiência do puerpério. De fato, o pós-parto foi a última vez que ficamos juntas em tempo integral, em casa, por tanto tempo! Não é igual, claro, mas traz sensações semelhantes. A imersão e a falta de respiro, de tempo só... A esperança de que vai passar.

Hoje, o sono voltou, os medos sumiram, ela até se orgulha em dizer que não tem mais! Acorda e já vai pegar algo pra comer, entendeu que os adultos precisam de um tempinho a mais para sair da cama. Mas tem saudade demais das pessoas, da creche, dos amigos. Sente tédio, acho até que cansa da gente às vezes, do nosso jeito de br**car, já distante da espontaneidade criativa e da energia imbatível das crianças, além do nosso não poder br**car o tempo todo... Às vezes, frustrada por alguma coisa, se rebela e diz que podemos doar todos os seus brinquedos e a sua cama! Outras, elabora melhor: "estou de mau humor".

E assim, mesclado aos momentos de partilha gostosa, lidando, ainda, com as nossas saudades, tarefas e preocupações, seguimos."

Relato de Julia Baggio, mãe da Cecília, 4 anos

Não queremos que sofra, mas não ensinamos a conviver com a dor. Não queremos que se frustre, mas não permitimos o choro....
02/07/2020

Não queremos que sofra, mas não ensinamos a conviver com a dor. Não queremos que se frustre, mas não permitimos o choro. Porque desde pequenos aprendemos que frustrar faz mal, que chorar incomoda. Aprendermos a pensar, a racionalizar e a não sentir. A trocar o “como você se sente?” pelo “como você está?” ou pior, pelo “tudo bem?” que pela própria pergunta já exige uma resposta positiva. Enquanto faz parte e está também tudo bem chorar, sofrer, errar, enfim, viver. Achamos que vamos perder o controle. Mas que controle? Que necessidade é essa que temos de nos confortar e reafirmar quando nos sentimos no comando? Tá aí uma pandemia para mostrar que ele não passa de uma quimera. Que precisamos viver pensando mais na essência e no presente. Naqueles que mais amamos e que estão, todo dia, ao nosso lado, no mesmo teto. No meio de um turbilhão de mudanças, com sua mãe trabalhando o dia todo depois de anos em casa, mudança de cidade e escola em pleno confinamento repentino, as crises da minha filha de 6 começaram. E duravam de 10 minutos à um dia inteiro. Quando tudo o que víamos era caos, ela esbravejou desespero. Quando a razão não tinha mais razão, suas lágrimas foram sua expressão. ‘Como não enlouquecer se estamos proibidos de sair, com tanta gente morrendo nos hospitais e minha mãe indo trabalhar justamente em um hospital e ao chegar nem me abraçar e beijar pode?’ Nós, os adultos, preocupados em resolver, em racionalizar, em controlar, sem dúvida atrapalhamos seu processo de sentir. “Não faz sentido!”, dizíamos. Mas há alguma coisa fazendo sentido? “Pode chorar, mas não precisa gritar.” Não queremos nós também gritar e que alguém nos escute para tudo isso acabar? Visual como é, apaziguou-se ao ir ao hospital e ver que a mãe estava fisicamente longe dos contaminados e à despeito de nosso controle, as crises foram assim como vieram. Pensei que elas haviam sido superadas. Mas entendi que entre nós, a Nina foi quem visceralmente viveu, de fato, a quarentena. “Papai, sabe o que eu gosto menos do confinamento? O confinamento.” Nesses 100 dias juntos, muito mais aprendi do que ensinei e muito, mas muito mais amei. E estou tentando simplesmente “estar” e finalmente sentir.

O novo normal trouxe momentos desafiadores e outros bonitos em nossa família...Saímos pai, mãe e filha de 4a e 10m para ...
25/06/2020

O novo normal trouxe momentos desafiadores e outros bonitos em nossa família...

Saímos pai, mãe e filha de 4a e 10m para br**car no parquinho.

Antes todos iríamos ao mercado, mas agora com o covid-19 enquanto um de nós faz as compras o outro br**ca no parquinho com ela.

Daí quando estávamos todos juntos, ouvimos da nossa filha:

“Obrigada Corona porque agora tenho meus dois pais comigo aqui”

Uma alegria e espanto ao reconhecer como na vida normal os três juntos era um momento mais raro e agora temos a oportunidade de fazer as refeições juntos, br**carmos mais vezes os três, vivermos juntos os desafios e alegrias diários!

São muitas as tristezas acompanhando os números de casos e mortes no Brasil e no mundo... mas também ganhamos a oportunidade de olhar como era nossa vida antes e como podemos fazer diferente esse novo normal...

Moramos há quase 3 anos nos Países Baixos, mas seguimos aqui e aí... com nossas famílias!

(Relato anônimo recebido pelo Núcleo Trajetos)

Miguel Otavio Santana da Silva tinha 5 anos, apenas 5 anos. Acompanhava sua mãe, Mirtes, ao trabalho, a escola ainda não...
06/06/2020

Miguel Otavio Santana da Silva tinha 5 anos, apenas 5 anos. Acompanhava sua mãe, Mirtes, ao trabalho, a escola ainda não retomara as aulas, mas à patroa isso não interessou. Não bastasse estar com o filho no trabalho, dar conta de uma casa que não era sua, à Mirtes também foi terceirizado o cuidado com o cão. A terceirização do cuidado em todos os sentidos. Nesse tempo pouco, incalculável agora, Miguel se foi, partiu, morreu.
A dor da perda de um filho, inimaginável. Mas Mirtes ainda tem de enfrentar a dor da indiferença, da injustiça. Ela sabe o que envolve a morte de seu filho. Ela conhece os privilégios dos quais não pode usufruir. Como mãe negra, ela conhece a dor de não usufruir do direito à vida de seu filho negro. Já experimentou da injustiça racial e social, não uma ou duas vezes, mas no cotidiano, na vida. Ela é uma mulher negra.
Antes de Miguel, foram tantos outros, tantas vidas. A morte de crianças negras não cessa, mas urge por cessar.
E não, as crianças brancas não sofrem os mesmos riscos, é tempo de reconhecer para que lutemos pelos mesmos direitos a todas as crianças.
Mirtes diz:
“Eu não vou dizer que eu to com raiva, com ódio nada, porque a dor pela morte do meu filho tá prevalecendo. Mas eu espero que a justiça seja feita. Porque se fosse o contrário, eu acredito que não teria direito nem à fiança. Meu nome estaria estampado e meu rosto estaria em todas as mídias.
Ele entrou no elevador. Não tiveram paciência pra tirar ele do elevador, pegar ele pelo braço e tirar ele do elevador. Porque se fosse os filhos da minha ex-patroa eu tiraria. Ela confiava os filhos dela à mim e à minha mãe. E no momento que eu confiei meu filho à ela, infelizmente ela não teve paciência pra cuidar, pra tirar [do elevador]. Era uma criança”. (em entrevista à TV Globo na quinta-feira)
Se Miguel tivesse podido crescer, Mirtes continuaria a lutar pela vida do filho cotidianamente. Talvez ensinasse a seu filho a nunca andar sem seu documento, porque se a polícia o parasse, seria perigoso. Talvez ela ensinasse a seu filho que um emprego de carteira assinada poderia ser um bom escudo contra suspeitas iminentes, incansáveis. Mirtes poderia ensinar a Miguel que ele nunca andasse de mãos nos bolsos para que não levantasse ameaças, e capuz: nunca. Ela poderia ensiná-lo a não se meter em briga, menos ainda entre brancos, pois ele nunca seria isento de culpa, não importaria o motivo. Mirtes ensinaria talvez sobre a importância de guardar uma nota fiscal de compra, pois talvez Miguel precisasse dela ao sair da loja. Ou quem sabe poderia ter ensinado a ele que nunca mexesse em seu bolso dentro de estabelecimentos pois alguém poderia se assustar ao pensar, quase que naturalmente, que ele sacaria uma arma.
Talvez Mirtes pudesse ter tido a chance de tentar protegê-lo, e infelizmente, talvez nada disso poderia tê-lo salvado.
O racismo não dá tréguas.
É tempo da branquitude reconhecer para mobilizar mudanças. É tempo de deixar de relativizar. Não há tempo, cada vida importa, cada amor conta. Deveríamos estar sonhando nossas crianças, não enterrando-as.
É tempo de maternidade para todas as mães. É tempo de direito à vida para toda e qualquer criança.

O momento mais dolorido nesse contexto todo, pra mim foi uma conversa. Com a minha mãe. Quando entramos na quarentena, e...
31/05/2020

O momento mais dolorido nesse contexto todo, pra mim foi uma conversa. Com a minha mãe. Quando entramos na quarentena, eu e o Fábio, meu marido, começamos a pensar como nos organizaríamos pra irmos pra maternidade e veio a dúvida: quem poderia ficar com o Erasmo em meio a isso tudo? Pensamos em vários cenários. O que nos pareceu mais viável foi pedir que minha mãe viesse do interior numa data próxima ao que pensávamos que seria o parto. Ela ficaria conosco até 15 dias depois do nascimento do Antonio, para que, ao voltar, não corresse o risco de contaminar minhas tia e avó, que moram com ela. Assim pensamos e ela chegou antes que o Antonio viesse. Tivemos uma semana incrível, pois nos testamos antes de ela vir e pudemos ter contato. Para o Erasmo, foi muito especial, eles não se viam desde o Carnaval.
Entrei em trabalho de parto e ela ficou com Erasmo. Ele amou os mimos. Enquanto isso, na maternidade, caiu nossa ficha durante a conversa com o pediatra: Antonio, após a alta, teria retornos com ele nas próximas duas semanas. Tínhamos pensado em manter um isolamento entre nós e minha mãe, dentro de casa, de 5 dias após a alta hospitalar, nos testarmos e depois abrirmos isso. Mas com os retornos, isso seria estendido cada vez mais, seria impossível explicar pro Erasmo que ele não poderia abraçar a vovó por quase 20 dias. Decidimos então que, após a alta hospitalar, ela iria embora no fim de semana seguinte, sem nem tocar no neto. Foi uma das mais difíceis decisões da minha vida, apesar de, é claro, ser obviamente necessária. Falar isso em voz alta pra minha mãe, ao telefone, foi de uma dor imensa. Choramos. Repensamos. Voltamos ao mesmo ponto. Até que minha mãe falou: "Marina, o melhor é eu ir embora amanhã. Não quero que vocês tenham que se preocupar comigo num momento em que vocês precisam cuidar de duas crianças". Chorei.

(continua nos comentários)

Ela tem um ano e nove meses. Vou repetir: um ano e nove meses. Desde que começou o isolamento, temos um momentinho singu...
28/05/2020

Ela tem um ano e nove meses. Vou repetir: um ano e nove meses. Desde que começou o isolamento, temos um momentinho singular. Todos os dias ela vem, me pede colo, me abraça forte e diz: põe tristeza? E dançamos abraçadas. Ela, que tem um ano e nove meses...

"Tristeza
Por favor, vá embora
Minha alma que chora
Está vendo o meu fim

Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar"

Naty Noguchi, mãe da Nina, 1a9m

A voz é essencial para tudo e todos. A linguagem verbal perdeu para a escrita na corrida da Pandemia do Novo Corona víru...
24/05/2020

A voz é essencial para tudo e todos. A linguagem verbal perdeu para a escrita na corrida da Pandemia do Novo Corona vírus. Mensagens de texto, e-mails, imagens com frases, as clássicas correntes propagadas de grupo em grupo, de privado em privado estão ficando pra trás. Os olhos, cansados de ler e os ouvidos, carentes de audição. As mensagens de áudio economizam tempo, incluem corpo, entonação, entusiasmo, medo, satisfação, indignação, espanto, alegria, surpresa...É através da voz que as emoções são comunicadas, que choros e risadas tomam conta de alguns segundos das mensagens de áudio. “Aprendi a gostar mais das palavras porque elas entoam, do que porque elas informam”, Manoel Bandeira.

Nossa linguagem inicial com os bebês é uma espécie de canto. Os pais/adultos/cuidadores embalam e deixam sair de si uma voz, que canta seus sentimentos instantaneamente e que captura a atenção do bebê. O bebê não é passivo, é um indivíduo em constituição, promovendo também uma relação. Os fonemas selecionados na língua materna, encontram ressonância no bebê, no seu trato vocal, repete suas aquisições, com seus balbucios, choramingos, gritos, tornando-se em melodias próprias. Os balbuciar é contagiante, encanta o outro, e faz o outro falar dele, por ele e com ele. Entoa um ritmo de suas expressões reconfiguradas pelo outro. Alguns bebês cantam para se embalar, como uma descarga de excitação e ao mesmo tempo como se estas formas de linguagem servissem a ele como um invólucro, um manto, um abraço que carinhosamente os embala e faz ninar e adentrar ao mundo dos sonhos.

  Vocês já viram esse Instagram? Muito lindo e cheio de palavras doces e fundamentais para quem está gestando nos dias a...
24/05/2020


Vocês já viram esse Instagram? Muito lindo e cheio de palavras doces e fundamentais para quem está gestando nos dias atuais.
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Querida gestante,
O mundo é movido a desafios. Um dos grandes se apresenta para você agora; gerar nessas circunstâncias globais em que nos encontramos. Porém, coloquemos o foco no que realmente importa: você e seu bebê. Juntos, unidos, vocês emanam luz.
Ser mulher pode ser infinitas coisas. Assim, poder fazer o que você está fazendo e lidar com essa concepção tão divina são atos plenos de pulsão do presente e um aceno forte de força ao futuro. Você, hoje, é o futuro por vir. Você, hoje, ancora no presente uma atitude maior e mais importante do que qualquer outra coisa. Um gesto profundo, um abraço planetário. A vida vai se fazendo, vai se compondo. Pense bem: você é o lugar do seu filho no mundo agora. E esse é o melhor lugar que ele pode ter, acredite.
E o que somos nós, afinal? Um corpo no mundo, como poderia nos dizer Luedji Luna, também grávida. Somos corpo e pensamento sempre. Mas você, nesse instante, potencializa corpos e pensamentos. Você faz fluir, produz e vibra. No mais, como nos diz Gilberto Gil: "a vida vai encomendando".
Com os maiores desejos de amor, gratidão e acolhimento, receba essas palavras, que eu, espero, possam mais feixes de luz a essa luz maior que é você agora.
Lilian Silva, São Paulo.

A dica de hoje é de uma br**cadeira pra fazer junto!O professor Pedro Penuela posta no YouTube uma série de aulas para c...
22/05/2020

A dica de hoje é de uma br**cadeira pra fazer junto!

O professor Pedro Penuela posta no YouTube uma série de aulas para crianças. Separamos a primeira aula aqui, que acontece por meio de uma história fantástica, envolvendo uma bruxa que transforma todos em animais da floresta! Assim, os pequenos imitam sapos, flamingos, borboletas e vão conhecendo movimentos do corpo também através da dança, além de nomear isso tudo.

Para os adultos, é uma pausa e um jeito de se movimentar, de relembrar e prestar atenção na respiração, poder se alongar... O corpo também precisa de um cuidado leve e divertido como esse, cheio de afeto, nesse momento que traz rotinas pesadas e sem espaço.

Pode ser gostoso br**car junto, se inspirar e contar outras histórias, e dar boas risadas!

O link do vídeo vai ficar na nossa bio, aqui no Instagram!

Endereço

Rua Antonio Bicudo, 327
São Paulo, SP
05412010

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