13/03/2026
Segundo pesquisa com os associados da ABRAHCT, o ano de 2025 foi desafiador para o setor de transição de cuidados. Com ocupação estável para decrescente e resistência de parte das operadoras em incorporar plenamente o modelo como estratégia no fluxo pós-agudo, o segmento enfrentou expansão limitada e maior competição entre players. A verticalização dos grandes grupos de saúde e a manutenção prolongada de pacientes em hospitais também impactaram o volume e a sustentabilidade das unidades especializadas.
Ao mesmo tempo, amadureceu a percepção de que o principal desafio não é apenas financeiro, mas estrutural. Falta clareza sobre o papel das unidades de transição dentro da saúde suplementar, assim como avanço na regulamentação, elemento considerado essencial para dar segurança jurídica, previsibilidade e maior reconhecimento institucional ao setor. Também emergem pautas como a necessidade de fortalecer o relacionamento com operadoras e hospitais, rever tabelas enrijecidas e ampliar a comunicação sobre valor terapêutico, não apenas econômico, da transição de cuidados.
Para 2026, a expectativa é de continuidade das dificuldades, mas também de avanço em agendas estratégicas: regulamentação, maior união entre empresas, fortalecimento institucional e aprendizado com modelos já consolidados internacionalmente. Em um cenário de envelhecimento populacional crescente, o setor entende que ocupar espaço relevante no ecossistema da saúde dependerá de articulação, profissionalização e atuação coletiva para garantir valores justos e sustentabilidade no longo prazo.