22/12/2025
Final de ano é tempo de estar perto. E isso também faz parte do cuidado.
Nas Unidades de Transição de Cuidados, a presença da família não é apenas um gesto afetivo. Ela é reconhecida, inclusive pela evidência científ**a, como um fator que favorece a recuperação clínica e funcional do paciente.
Estudos internacionais publicados nos últimos anos mostram que pacientes acompanhados de perto por familiares apresentam menores níveis de ansiedade, redução do tempo de internação e menos readmissões após a alta, especialmente em contextos de recuperação prolongada, como pós-UTI, AVC e reabilitação neurológica. Pesquisas recentes no Canadá, que ouviram cuidadores familiares de sobreviventes de terapia intensiva, apontam que o suporte emocional, o cuidado diário e o acompanhamento ativo da família influenciam diretamente o ritmo da recuperação — desde que esses cuidadores sejam orientados e apoiados pelas equipes de saúde.
No Brasil, experiências conduzidas por hospitais de referência durante e após a pandemia, também reforçaram esse impacto. Estratégias de aproximação familiar, incluindo visitas estruturadas e planejamento de alta com a participação da família, mostraram redução do sofrimento emocional e melhor preparo para a continuidade do cuidado no domicílio.
Essas evidências dialogam diretamente com o modelo das UTCs, nas quais o cuidado é pensado para além do momento agudo e a família é integrada ativamente ao processo terapêutico.
Em um período como o final de ano, em que a presença ganha ainda mais signif**ado, f**a o lembrete: recuperar-se não é somente uma questão de técnica. É também vínculo, tempo e cuidado compartilhado.