02/03/2026
Quantas mentiras você pegou como verdade?
Essa pergunta eu ouvi durante minha formação em no encontro com minha tutora — e ela ficou ecoando.
Eu já acreditei que precisava ser perfeita para ser respeitada.
Já confundi exaustão com competência.
Já achei que dizer “não” me faria perder amizades.
Nenhuma dessas era uma verdade absoluta.
Eram crenças aprendidas. Repetidas. Naturalizadas.
Nosso cérebro aprende padrões para sobreviver emocionalmente.
Se agradar trouxe menos conflito, ele registra agradar como segurança.
Se se calar evitou rejeição, ele registra silêncio como proteção.
Mas proteção antiga não é verdade eterna.
Muitas vezes, o que chamamos de “jeito de ser” é adaptação.
Como diria Donald Winnicott, quando precisamos nos moldar excessivamente ao ambiente, podemos construir um falso self — uma versão funcional, mas desconectada das necessidades mais autênticas.
Questionar essas narrativas não é rebeldia.
É maturidade emocional.
Talvez crescimento seja isso:
revisar o que você tomou como verdade
e escolher conscientemente o que ainda faz sentido carregar.
Se essa reflexão te atravessou, salva para reler depois 😉!