21/09/2023
Ao considerar que adultos com transtorno do espectro do autismo (TEA) têm falado abertamente sobre o trauma sofrido pelo excesso de terapias vivenciadas em sua infância, um grupo de pesquisadores da Universidade de Nottingham do Reino Unido e da Universidade do Estado da Califórnia dos Estados Unidos da América publicaram estudos que indicam risco aumentado de suicídio em adultos e adolescentes com TEA.
As práticas das terapias do comportamento aplicada dependem fortemente do condicionamento operante para que o paciente possa modificar seu comportamento para ganhar uma recompensa. Os terapeutas condicionam o ambiente para que os pacientes modifiquem o seu comportamento para não perder a recompensa.
Qualquer pessoa autista que seja sistematicamente silenciada quando os apoios de comunicação são negados, e depois forçada a um programa de modificação de comportamento, poderá sofrer um trauma na sua identidade como ser humano.
Uma das pesquisas mostrou que os marcadores de risco únicos de suicídio em TEA incluíram camuflar os comportamentos atípicos para se adaptar a situações sociais e ao número de necessidades de apoio não atendidas. A camuflagem previu significativamente a tendência suicida no pacientes com TEA, após controlar idade, s**o, presença de pelo menos uma condição de desenvolvimento, depressão, ansiedade, emprego e satisfação com as condições de vida.
Referências:
1.Cassidy, S., Bradley, L., Shaw, R. et al. Risk markers for suicidality in autistic adults. Molecular Autism 9, 42 (2018). https://doi.org/10.1186/s13229-018-0226-4
2.Kupferstein, H. (2018), "Evidence of increased PTSD symptoms in autistics exposed to applied behavior analysis", Advances in Autism, Vol. 4 No. 1, pp. 19-29. https://doi.org/10.1108/AIA-08-2017-0016
Neurologia, transtorno do espectro autista - TEA e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade - TDAH.