18/12/2025
Na formação médica, é claro que o conhecimento técnico é indispensável. Mas, cada vez mais, percebo que aquilo que marca a trajetória de um residente não é apenas a quantidade de artigos lidos ou a nota em uma prova — é a forma como ele aprende a lidar com pessoas, com incertezas e com responsabilidades que vão muito além do livro-texto.
No centro cirúrgico e no consultório, não existe gabarito pronto. Há decisões difíceis, diálogos sensíveis e momentos em que a escuta é tão ou mais importante do que a técnica. É nessa hora que a formação humana faz diferença. Ensinar a ser médico também é ensinar a ser empático, resiliente, ético e capaz de tomar decisões que mudam vidas.
Talvez a pergunta não seja “prova ou vida”, mas sim: como podemos integrar os dois, para formar profissionais preparados para o desafio real de cuidar de pessoas?
Dr. Rafael De Cicco