29/12/2025
A gente aprendeu a seguir em frente.
A produzir, responder, resolver.
E, quando o silêncio chega, vem junto aquela inquietação que não dá pra nomear.
Porque o vazio assusta. O corpo desacelerado estranha e a pausa começa a parecer perigosa demais.
Mas e se essa inquietação não for fraqueza? E se for só a emoção que ficou soterrada debaixo das urgências? O que você chama de pressa, talvez seja só uma tentativa de não sentir. De não olhar para aquilo que ainda pulsa quando o barulho lá fora cessa.
Você pode continuar planejando, fazendo, insistindo.
Ou pode, finalmente, talvez pela primeira vez neste ano, pausar.
Esse é meu convite a você. Se escute e sinta.