Erika Lee - Psicóloga

Erika Lee - Psicóloga (WINNICOTT, 1963)

O positivo é a tendência herdada que cada indivíduo tem de chegar a uma unidade da psique e do soma, uma identidade experiencial do espírito, ou psique, e da totalidade do funcionamento físico.

Janeiro Branco: por que falar de saúde mental importa tanto?Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sob...
21/01/2026

Janeiro Branco: por que falar de saúde mental importa tanto?

Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental. Não é sobre positividade forçada, nem sobre “dar conta de tudo”. É sobre reconhecer que o sofrimento psíquico existe, atravessa todas as idades, classes e histórias e precisa ser cuidado.

O mês de janeiro foi escolhido simbolicamente: início de ano, tempo de balanços, promessas e expectativas. Para muitas pessoas, esse período também intensifica angústias, frustrações, sentimentos de inadequação, solidão e exaustão emocional. Nem sempre o “recomeço” é vivido como esperança; às vezes, ele escancara o cansaço de continuar.

Falar de saúde mental é falar de:

🫂vínculos afetivos
🧠modos de sofrimento
✋️limites emocionais
👣histórias que marcam o corpo e a mente
🦻necessidade de escuta qualificada

Cuidar da saúde mental não é luxo, fraqueza ou modismo. É condição de sobrevivência psíquica. Assim como cuidamos do corpo, é fundamental olhar para aquilo que sentimos, repetimos, calamos e carregamos.

Que o Janeiro Branco não seja apenas um mês de campanha, mas um convite contínuo à responsabilidade com a própria subjetividade e com o sofrimento do outro.

🧠🤍Saúde mental é coisa séria. E merece espaço, tempo e cuidado.

Erika Lee
Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/148502





Nem todo processo terapêutico traz alívio imediato. Há momentos em que o sofrimento parece até ganhar contorno, peso, pr...
13/01/2026

Nem todo processo terapêutico traz alívio imediato. Há momentos em que o sofrimento parece até ganhar contorno, peso, presença.

Isso não é falha.

É, muitas vezes, o início da simbolização: quando aquilo que antes doía de forma difusa começa a ser nomeado, pensado, sustentado na relação terapêutica.

O encontro com o que foi evitado, silenciado ou dissociado pode gerar angústia. Mas é justamente aí que algo começa a se reorganizar psiquicamente.

Atravessar esse tempo exige cuidado, vínculo e escuta, não pressa. Se você está nesse ponto do caminho, talvez não seja retrocesso, mas trabalho psíquico em curso.






Há momentos em que a palavra não dá conta.E quando o afeto transborda, quando o conflito não encontra simbolização, o co...
06/01/2026

Há momentos em que a palavra não dá conta.

E quando o afeto transborda, quando o conflito não encontra simbolização, o corpo entra em cena.

O sintoma não é um erro.

Não é inimigo.

É uma tentativa e muitas vezes a única possível de organizar aquilo que ainda não pôde ser dito.

Escutar o corpo é um gesto clínico.

Não para silenciá-lo rapidamente, mas para compreender o que nele pede tradução, limite e cuidado.

Quando a escuta acontece, o corpo pode, pouco a pouco, descansar da tarefa de falar sozinho.

Se algo em você se reconhece nesse movimento, talvez seja tempo de escuta.






SofrimentoPsíquico
MenteECorpo

Retornar aos trabalhos também é um gesto de posicionamento.Que venha 2026 como um ano de presença, direção e consistênci...
06/01/2026

Retornar aos trabalhos também é um gesto de posicionamento.

Que venha 2026 como um ano de presença, direção e consistência.

Um ano pra ser vivido de frente, com agenda cheia do que faz sentido: mentorias que atravessam, reuniões que constroem, supervisões que sustentam, tráfego pago com estratégia, hot seat com verdade, tutoria financeira com responsabilidade e a clínica pulsando, viva, em movimento.

Não é sobre excesso. É sobre alinhamento entre desejo, trabalho e realidade.

Que o ritmo seja intenso, sim, mas com autoria.

Que cada compromisso reafirme quem EU SOU e o lugar que EU ESCOLHI ocupar.

Estou seguindo à frente.





A vida é muito sobre isso, troca de energias!Não podemos oferecer um oceano a quem só nos dá um copo de água. Reciprocid...
30/12/2025

A vida é muito sobre isso, troca de energias!

Não podemos oferecer um oceano a quem só nos dá um copo de água.

Reciprocidade não é frieza, é saúde psíquica.
Quando oferecemos demais onde há pouco retorno, não estamos sendo generosos, estamos nos esvaziando. A vida pede troca, presença mútua, responsabilidade afetiva. Quem só sustenta vínculos à base de excesso unilateral costuma confundir amor com doação sem limite. Mas vínculos saudáveis reconhecem medida, contorno e valor. Ofereça sua profundidade a quem sabe nadar nela. Para o resto, um copo já é mais do que suficiente.




Sobre o término de um ciclo e o início de outro. “Os trabalhadores da última hora”"Chamam-se trabalhadores da última hor...
30/12/2025

Sobre o término de um ciclo e o início de outro.

“Os trabalhadores da última hora”

"Chamam-se trabalhadores da última hora aqueles que, tendo vivido longamente afastados do caminho do Senhor, decidem finalmente entrar na senda do bem." (Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XX)

E por que este trecho representa bem o fim do ano?

O encerramento do ano convida ao balanço da própria caminhada, sem culpa, mas com responsabilidade. Este capítulo fala de tempo interior, não do tempo cronológico: nunca é tarde para recomeçar. Ele acolhe quem errou, quem se atrasou, quem caiu e lembra que o que importa é a decisão de seguir adiante.

Traz uma mensagem de misericórdia, coerência, oportunidade e compromisso, muito própria do limiar entre um ciclo que se fecha e outro que se abre.

É um texto que não romantiza o fim, mas o transforma em chamado ético e espiritual
o último dia do ano, não é julgamento, é convocação.

O fim do ano não é leve para todos; ele também ativa lutos, perdas, frustrações e cansaços.
Um período que também atualiza o sofrimento sem negá-lo ou espiritualizá-lo de forma ingênua.

Oferece sentido ao que foi vivido, mesmo quando o ano não correspondeu às expectativas.
Consola sem prometer atalhos: aponta para a continuidade da vida, da aprendizagem e da reparação.

É uma escolha honesta para quem fecha o ano com dignidade, mesmo tendo atravessado dores.
Não fala de vitória, fala de resistência, amadurecimento e esperança real.

“Bem-aventurados os que sofrem, porque serão consolados.”

Com honra e gratidão, desejo um feliz encerramento de 2025.

E que 2026 chegue com novos dias, oportunidades de recomeços e bênçãos para todos.





26/12/2025
Na bipolaridade com ciclagem rápida, o tempo psíquico se fragmenta. O sujeito experimenta o movimento de intensidades em...
12/12/2025

Na bipolaridade com ciclagem rápida, o tempo psíquico se fragmenta. O sujeito experimenta o movimento de intensidades emocionais que não se sedimentam, ora a euforia se impõe como promessa de melhora, ora a queda depressiva vem como ruína.
Nesse cenário, o “eu” se perde em múltiplas versões de si mesmo. A esperança, portanto, não nasce da estabilidade, mas da possibilidade de continuar existindo mesmo quando tudo muda de lugar. Otimismo e esperança na bipolaridade neste cenário é profundamente clínico e humano, porque trata justamente da coexistência entre o caos e a possibilidade de reconstrução.

Reconhecimento em si é um processo psíquico profundo em que o sujeito consegue se ver, se perceber e se validar a partir...
10/12/2025

Reconhecimento em si é um processo psíquico profundo em que o sujeito consegue se ver, se perceber e se validar a partir de dentro — antes de buscar confirmação no outro.

Não é autoestima.
Não é autoelogio.
Não é autocuidado.

É mais fundante:
é o movimento pelo qual o Eu se torna autor de si mesmo.

A seguir, as três camadas psicanalíticas que estruturam o reconhecimento:

1. Reconhecimento como constituição do Eu (Winnicott, Lacan, vínculos)

Nenhum sujeito nasce sabendo quem é.
O reconhecimento começa no olhar do outro, que funciona como espelho:

Quando o bebê chora e é acolhido → surge a sensação: “eu existo.”

Quando o gesto é nomeado → “é de mim que estão falando.”

Quando o afeto retorna organizado → “há um lugar para mim no mundo.”

Sem isso, a pessoa cresce com falhas de reconhecimento: sensação de inexistência, dúvidas constantes sobre valor, medo de incomodar, busca incansável de aprovação.

Com isso, o reconhecimento em si é o processo em que o Eu internaliza esse espelho e passa a se ver sem depender do exterior.

2. Reconhecimento como separação: o Eu que se autoriza

Na vida adulta, reconhecer-se é:

saber o que se sente,

sustentar o próprio desejo,

autorizar-se a existir sem pedir permissão,

não se abandonar para caber.

É o oposto da adaptação excessiva.

Reconhecer-se significa:
“Eu existo para mim. E isso é suficiente para me orientar.”

É o ponto em que o sujeito deixa de viver sob a lógica do Outro (o olhar, a aprovação, a crítica) e começa a agir pela própria referência interna.

3. Reconhecimento como encontro com a própria verdade

Aqui é mais profundo:
é quando você consegue nomear a sua verdade interna, incluindo partes que você preferia não ver.

seus limites,

sua agressividade saudável,

seus medos,

seus talentos,

seus desejos,

suas contradições.

Reconhecer-se é ter coragem de sustentar isso sem deformar para agradar.

É quando cai a ilusão de que você precisa ser perfeita para ser amada.

O reconhecimento em si é justamente o ponto em que se descobre:
“Eu não preciso ser outra para merecer existir.”

4. Em termos psicanalíticos:

Winnicott: é o nascimento do self verdadeiro.

Lacan: é a travessia do fantasma e a queda da alienação no Outro.

Klein e vínculo: é integrar partes boas e más sem se destruir por isso.

Intersubjetividade: é perceber-se como sujeito e não como objeto da necessidade dos outros.

Em resumo:
Reconhecimento em si = a capacidade de se ver, se ouvir e se sustentar, mesmo quando o mundo não devolve nada disso.

É a passagem do “preciso que me vejam” para “eu me vejo”.




18/11/2025

Qual é a tempestade que você está vivendo hoje?
Ela vai passar…

Toda tempestade carrega uma promessa de calmaria.
O sol sempre retorna após os dias cinzentos.

Confie na renovação que Deus promete.

Na tempestade somos preparados para viver o sobrenatural que vem depois.




Logo mais... te encontro do outro lado.Ah essa música 🎶
13/11/2025

Logo mais... te encontro do outro lado.

Ah essa música 🎶

Responsabilidade afetiva e a premissa “o que é seu é seu, o que é do outro é do outro”A responsabilidade afetiva não é a...
24/09/2025

Responsabilidade afetiva e a premissa “o que é seu é seu, o que é do outro é do outro”

A responsabilidade afetiva não é apenas sobre agir com gentileza ao que é o outro. Ela está profundamente ligada à honestidade emocional, ao respeito e à consciência de limites – os nossos e os do outro.

A premissa “o que é seu é seu, o que é do outro é do outro” nos ajuda a compreender o núcleo da responsabilidade afetiva:

1. Reconhecer e se responsabilizar pelo próprio mundo interno

Nossas emoções, desejos, expectativas e escolhas nos pertencem.

Assumir a responsabilidade por elas evita que projetemos no outro nossa frustração ou necessidade de aprovação.

2. Respeitar a subjetividade do outro

O que o outro sente, pensa ou decide é dele.

Não podemos tentar controlar, mudar ou nos responsabilizar pelas emoções alheias.

3. Evitar ferir

Com essa consciência, a responsabilidade afetiva se manifesta em ações concretas: falar a verdade, ser transparente, agir com cuidado e consideração pelo impacto de nossos atos no outro.

4. Promover vínculos saudáveis

Relações funcionam quando há clareza de fronteiras e respeito mútuo.

A combinação de responsabilidade própria + reconhecimento do outro cria confiança e intimidade sem confusão de papéis ou fusão emocional.

✨ Em resumo:
Ser responsável afetivamente é ser verdadeiro consigo e com o outro, sabendo diferenciar onde começa e termina a nossa responsabilidade emocional.



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