Erika Lee - Psicóloga

Erika Lee - Psicóloga (WINNICOTT, 1963)

O positivo é a tendência herdada que cada indivíduo tem de chegar a uma unidade da psique e do soma, uma identidade experiencial do espírito, ou psique, e da totalidade do funcionamento físico.

Narrativa de um sofrimento:"Na prisão de Jaraguá, muita gente me viu atrás das grades e fingiu que não me viu. Eu dava e...
04/03/2026

Narrativa de um sofrimento:

"Na prisão de Jaraguá, muita gente me viu atrás das grades e fingiu que não me viu. Eu dava escudo, eu endurecia. Não era tão bom assim. Era áspero, improvavelmente feliz por continuar na prisão, até porque, às vezes a gente se acostuma até com aquilo que nos aprisiona. Mas ela era diferente. Ela me viu. Me viu atrás das grades. Não desviou o olhar. Enfiou a mão no bolso e tirou a chave que Deus deu para ela de aniversário. Ela foi a única pessoa que me amou o bastante para não desistir."

É incrível o poder do amor !

"O pássaro constrói o ninho.
A ar**ha constrói a teia.
O homem constrói a amizade."

O ninho é abrigo, a teia é sustento e a amizade é salvação. Essa proteção e sustentação da vida traduz um lugar real para o ser humano. Ele não vive só de "casa" e sim de "vínculo".

Continuando a narrativa anterior: "Eu passei muito tempo achando que era diferente das outras pessoas. Diferente demais. Separado. Como se eu fosse de outra espécie. E depois que conheci a senhora Adéle e o senhor Nébis, achei que também era diferente deles. Que não haveria futuro possível entre nós. Mas descobri algo simples e profundo: todo mundo é diferente… e ao mesmo tempo somos todos iguais."

Não importa se você é rico, pobre ou está no meio do caminho. Todos somos um centro neste mundo. Cada um de nós está apenas cantando e tentando voltar para casa.

Há muita gente por aí confusa, perdida, fora do caminho. Promessas vazias machucam. Sonhos quebrados destroem vidas. Quando um sonho se quebra, às vezes a pessoa se quebra junto.
Por isso não podemos julgar um livro pela capa.
Nunca sabemos através de quais olhos Deus nos observa. E quase nunca é através daqueles que imaginamos.

A única coisa que guardamos para sempre é aquilo que doamos. Quanto mais você doa, mais você recebe. Não porque seja troca. Mas porque é assim que a vida circula.

Final da narrativa: "Eu estou aqui. O homem de fé. E se há libertação, ela começa quando alguém nos vê de verdade... e quando aprendemos a ver o outro também."

Recorte acima e reflexão a partir do filme: "Somos todos iguais."





A utilidade do problema é um conceito clínico importante, sobretudo na psicanálise e nas abordagens psicodinâmicas.E por...
03/02/2026

A utilidade do problema é um conceito clínico importante, sobretudo na psicanálise e nas abordagens psicodinâmicas.

E porque o problema surge?
👉 o problema não está ali “à toa”. Ele cumpre uma função psíquica para a pessoa.

Em termos clínicos, a utilidade do problema se refere ao ganho psíquico, relacional ou defensivo que um sintoma, comportamento ou sofrimento oferece ao sujeito, ainda que isso ocorra de forma inconsciente.

Freud, Lacan, Winnicott, Melanie Klein, Bion e André Green mostram, cada um à sua maneira, que o problema ou sintoma não é um erro do psiquismo, mas uma tentativa de solução: ele reduz a angústia, protege o sujeito de sofrimentos maiores, dá forma ao que ainda não pôde ser simbolizado e sustenta a organização psíquica quando outras saídas não estão disponíveis.

Em outras palavras... O problema: protege o sujeito de um sofrimento maior organiza o psiquismo quando algo não pôde ser simbolizado, mantém vínculos importantes evita conflitos internos ou externos, dá sentido, identidade ou lugar ao sujeito.

Por isso, muitas vezes, retirar o sintoma sem compreender sua utilidade pode desorganizar ainda mais o indivíduo.

Veja a seguir um simples exemplo.

Uma criança com crises de birra intensas pode estar garantindo presença e atenção dos pais expressando algo que ainda não consegue colocar em palavras evitando uma separação emocional difícil. O comportamento é problemático, mas tem uma função.

Na clínica ao investigar a utilidade do problema significa perguntar:

O que esse sintoma sustenta?
O que ele evita?
O que aconteceria se ele desaparecesse agora?

Só quando essa função é reconhecida e elaborada, o sujeito pode abrir mão do sintoma.

A terapia é o lugar que você pode se permitir a compreender porque você passa por alguma situação problemática que vai e volta.

Erika Lee | CRP 06/148502
Psicóloga e Psicanalista
Especialista em Saúde Mental
Transtornos do Neurodesenvolvimento
Psicossomática


Mente & Corpo | Conectar Saúde Mental





Janeiro Branco: por que falar de saúde mental importa tanto?Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sob...
21/01/2026

Janeiro Branco: por que falar de saúde mental importa tanto?

Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental. Não é sobre positividade forçada, nem sobre “dar conta de tudo”. É sobre reconhecer que o sofrimento psíquico existe, atravessa todas as idades, classes e histórias e precisa ser cuidado.

O mês de janeiro foi escolhido simbolicamente: início de ano, tempo de balanços, promessas e expectativas. Para muitas pessoas, esse período também intensifica angústias, frustrações, sentimentos de inadequação, solidão e exaustão emocional. Nem sempre o “recomeço” é vivido como esperança; às vezes, ele escancara o cansaço de continuar.

Falar de saúde mental é falar de:

🫂vínculos afetivos
🧠modos de sofrimento
✋️limites emocionais
👣histórias que marcam o corpo e a mente
🦻necessidade de escuta qualificada

Cuidar da saúde mental não é luxo, fraqueza ou modismo. É condição de sobrevivência psíquica. Assim como cuidamos do corpo, é fundamental olhar para aquilo que sentimos, repetimos, calamos e carregamos.

Que o Janeiro Branco não seja apenas um mês de campanha, mas um convite contínuo à responsabilidade com a própria subjetividade e com o sofrimento do outro.

🧠🤍Saúde mental é coisa séria. E merece espaço, tempo e cuidado.

Erika Lee
Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/148502





Nem todo processo terapêutico traz alívio imediato. Há momentos em que o sofrimento parece até ganhar contorno, peso, pr...
13/01/2026

Nem todo processo terapêutico traz alívio imediato. Há momentos em que o sofrimento parece até ganhar contorno, peso, presença.

Isso não é falha.

É, muitas vezes, o início da simbolização: quando aquilo que antes doía de forma difusa começa a ser nomeado, pensado, sustentado na relação terapêutica.

O encontro com o que foi evitado, silenciado ou dissociado pode gerar angústia. Mas é justamente aí que algo começa a se reorganizar psiquicamente.

Atravessar esse tempo exige cuidado, vínculo e escuta, não pressa. Se você está nesse ponto do caminho, talvez não seja retrocesso, mas trabalho psíquico em curso.






Há momentos em que a palavra não dá conta.E quando o afeto transborda, quando o conflito não encontra simbolização, o co...
06/01/2026

Há momentos em que a palavra não dá conta.

E quando o afeto transborda, quando o conflito não encontra simbolização, o corpo entra em cena.

O sintoma não é um erro.

Não é inimigo.

É uma tentativa e muitas vezes a única possível de organizar aquilo que ainda não pôde ser dito.

Escutar o corpo é um gesto clínico.

Não para silenciá-lo rapidamente, mas para compreender o que nele pede tradução, limite e cuidado.

Quando a escuta acontece, o corpo pode, pouco a pouco, descansar da tarefa de falar sozinho.

Se algo em você se reconhece nesse movimento, talvez seja tempo de escuta.






SofrimentoPsíquico
MenteECorpo

Retornar aos trabalhos também é um gesto de posicionamento.Que venha 2026 como um ano de presença, direção e consistênci...
06/01/2026

Retornar aos trabalhos também é um gesto de posicionamento.

Que venha 2026 como um ano de presença, direção e consistência.

Um ano pra ser vivido de frente, com agenda cheia do que faz sentido: mentorias que atravessam, reuniões que constroem, supervisões que sustentam, tráfego pago com estratégia, hot seat com verdade, tutoria financeira com responsabilidade e a clínica pulsando, viva, em movimento.

Não é sobre excesso. É sobre alinhamento entre desejo, trabalho e realidade.

Que o ritmo seja intenso, sim, mas com autoria.

Que cada compromisso reafirme quem EU SOU e o lugar que EU ESCOLHI ocupar.

Estou seguindo à frente.





A vida é muito sobre isso, troca de energias!Não podemos oferecer um oceano a quem só nos dá um copo de água. Reciprocid...
30/12/2025

A vida é muito sobre isso, troca de energias!

Não podemos oferecer um oceano a quem só nos dá um copo de água.

Reciprocidade não é frieza, é saúde psíquica.
Quando oferecemos demais onde há pouco retorno, não estamos sendo generosos, estamos nos esvaziando. A vida pede troca, presença mútua, responsabilidade afetiva. Quem só sustenta vínculos à base de excesso unilateral costuma confundir amor com doação sem limite. Mas vínculos saudáveis reconhecem medida, contorno e valor. Ofereça sua profundidade a quem sabe nadar nela. Para o resto, um copo já é mais do que suficiente.




Sobre o término de um ciclo e o início de outro. “Os trabalhadores da última hora”"Chamam-se trabalhadores da última hor...
30/12/2025

Sobre o término de um ciclo e o início de outro.

“Os trabalhadores da última hora”

"Chamam-se trabalhadores da última hora aqueles que, tendo vivido longamente afastados do caminho do Senhor, decidem finalmente entrar na senda do bem." (Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XX)

E por que este trecho representa bem o fim do ano?

O encerramento do ano convida ao balanço da própria caminhada, sem culpa, mas com responsabilidade. Este capítulo fala de tempo interior, não do tempo cronológico: nunca é tarde para recomeçar. Ele acolhe quem errou, quem se atrasou, quem caiu e lembra que o que importa é a decisão de seguir adiante.

Traz uma mensagem de misericórdia, coerência, oportunidade e compromisso, muito própria do limiar entre um ciclo que se fecha e outro que se abre.

É um texto que não romantiza o fim, mas o transforma em chamado ético e espiritual
o último dia do ano, não é julgamento, é convocação.

O fim do ano não é leve para todos; ele também ativa lutos, perdas, frustrações e cansaços.
Um período que também atualiza o sofrimento sem negá-lo ou espiritualizá-lo de forma ingênua.

Oferece sentido ao que foi vivido, mesmo quando o ano não correspondeu às expectativas.
Consola sem prometer atalhos: aponta para a continuidade da vida, da aprendizagem e da reparação.

É uma escolha honesta para quem fecha o ano com dignidade, mesmo tendo atravessado dores.
Não fala de vitória, fala de resistência, amadurecimento e esperança real.

“Bem-aventurados os que sofrem, porque serão consolados.”

Com honra e gratidão, desejo um feliz encerramento de 2025.

E que 2026 chegue com novos dias, oportunidades de recomeços e bênçãos para todos.





26/12/2025
Na bipolaridade com ciclagem rápida, o tempo psíquico se fragmenta. O sujeito experimenta o movimento de intensidades em...
12/12/2025

Na bipolaridade com ciclagem rápida, o tempo psíquico se fragmenta. O sujeito experimenta o movimento de intensidades emocionais que não se sedimentam, ora a euforia se impõe como promessa de melhora, ora a queda depressiva vem como ruína.
Nesse cenário, o “eu” se perde em múltiplas versões de si mesmo. A esperança, portanto, não nasce da estabilidade, mas da possibilidade de continuar existindo mesmo quando tudo muda de lugar. Otimismo e esperança na bipolaridade neste cenário é profundamente clínico e humano, porque trata justamente da coexistência entre o caos e a possibilidade de reconstrução.

Reconhecimento em si é um processo psíquico profundo em que o sujeito consegue se ver, se perceber e se validar a partir...
10/12/2025

Reconhecimento em si é um processo psíquico profundo em que o sujeito consegue se ver, se perceber e se validar a partir de dentro — antes de buscar confirmação no outro.

Não é autoestima.
Não é autoelogio.
Não é autocuidado.

É mais fundante:
é o movimento pelo qual o Eu se torna autor de si mesmo.

A seguir, as três camadas psicanalíticas que estruturam o reconhecimento:

1. Reconhecimento como constituição do Eu (Winnicott, Lacan, vínculos)

Nenhum sujeito nasce sabendo quem é.
O reconhecimento começa no olhar do outro, que funciona como espelho:

Quando o bebê chora e é acolhido → surge a sensação: “eu existo.”

Quando o gesto é nomeado → “é de mim que estão falando.”

Quando o afeto retorna organizado → “há um lugar para mim no mundo.”

Sem isso, a pessoa cresce com falhas de reconhecimento: sensação de inexistência, dúvidas constantes sobre valor, medo de incomodar, busca incansável de aprovação.

Com isso, o reconhecimento em si é o processo em que o Eu internaliza esse espelho e passa a se ver sem depender do exterior.

2. Reconhecimento como separação: o Eu que se autoriza

Na vida adulta, reconhecer-se é:

saber o que se sente,

sustentar o próprio desejo,

autorizar-se a existir sem pedir permissão,

não se abandonar para caber.

É o oposto da adaptação excessiva.

Reconhecer-se significa:
“Eu existo para mim. E isso é suficiente para me orientar.”

É o ponto em que o sujeito deixa de viver sob a lógica do Outro (o olhar, a aprovação, a crítica) e começa a agir pela própria referência interna.

3. Reconhecimento como encontro com a própria verdade

Aqui é mais profundo:
é quando você consegue nomear a sua verdade interna, incluindo partes que você preferia não ver.

seus limites,

sua agressividade saudável,

seus medos,

seus talentos,

seus desejos,

suas contradições.

Reconhecer-se é ter coragem de sustentar isso sem deformar para agradar.

É quando cai a ilusão de que você precisa ser perfeita para ser amada.

O reconhecimento em si é justamente o ponto em que se descobre:
“Eu não preciso ser outra para merecer existir.”

4. Em termos psicanalíticos:

Winnicott: é o nascimento do self verdadeiro.

Lacan: é a travessia do fantasma e a queda da alienação no Outro.

Klein e vínculo: é integrar partes boas e más sem se destruir por isso.

Intersubjetividade: é perceber-se como sujeito e não como objeto da necessidade dos outros.

Em resumo:
Reconhecimento em si = a capacidade de se ver, se ouvir e se sustentar, mesmo quando o mundo não devolve nada disso.

É a passagem do “preciso que me vejam” para “eu me vejo”.




18/11/2025

Qual é a tempestade que você está vivendo hoje?
Ela vai passar…

Toda tempestade carrega uma promessa de calmaria.
O sol sempre retorna após os dias cinzentos.

Confie na renovação que Deus promete.

Na tempestade somos preparados para viver o sobrenatural que vem depois.




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