Apoie-se: Sindrome de Meniere

Apoie-se: Sindrome de Meniere Oferecendo apoio e informação para quem enfrenta a Síndrome e a Doença de Ménière e problemas associados para que ninguém se sinta sozinho(a)

🧘‍♀️ ***Sete Maneiras Pelas Quais a Meditação oferece ajuda a quem vive com perda auditiva***​A meditação é uma ferramen...
01/11/2025

🧘‍♀️ ***Sete Maneiras Pelas Quais a Meditação oferece ajuda a quem vive com perda auditiva***

​A meditação é uma ferramenta poderosa que, ao cultivar foco e resiliência emocional, transforma a forma como o indivíduo lida com o estresse, a fadiga e o isolamento causados pela perda auditiva.

​A experiência de viver com uma audição reduzida (seja ela leve, moderada ou severa) não se limita apenas à diminuição dos sons captados, ela também exerce um impacto significativo sobre a nossa vitalidade, o nosso estado emocional e os nossos relacionamentos. Eu, que lido com uma perda auditiva de grau leve a moderado descobri que a meditação é uma das ferramentas mais eficazes para me auxiliar a navegar no dia a dia há mais de 20 anos.

​Compartilho aqui sete formas pelas quais essa prática fez uma diferença real na gestão do meu problema auditivo:

​1. Maior foco em diálogos:
​Antigamente, em eventos com amigos ou familiares, eu costumava fingir que entendia as conversas que perdia. Embora a meditação não tenha alterado o meu audiograma, ela contribuiu para aprimorar a minha concentração. Com a prática regular, consigo agora ligar os pontos — movimentos labiais, tom de voz, gestos — de forma mais rápida e com muito menos esforço mental.

​2. Fortalecimento da resiliência emocional: Momentos de frustração, auto questionamento, ou a sensação de estar só e mal compreendida, são familiares a muitos de nós que temos dificuldade em ouvir. O mindfulness (atenção plena) e a meditação me ajudam a dar espaço a esses sentimentos: em vez de reagir imediatamente com crítica ou desespero, consigo fazer uma pausa, respirar e ser compassiva comigo mesma. Com o tempo, tornou-se mais simples manter a calma mesmo em situações que antes me desestabilizavam.

3. Mais Confiança para Intervir: ​a meditação confere-me uma presença mais serena durante as conversas. Quando preciso pedir para que repitam algo, consigo fazer uma pausa para respirar e defender a minha necessidade com firmeza, em vez de me apressar a sair da situação por embaraço. Geralmente, as pessoas respondem a essa energia abrandando o ritmo, olhando para mim e cooperando.

​4. Vínculos interpessoais mais sólidos: a prática meditativa ajuda-me a manter-me centrada e, quando estou centrada, os desafios de comunicação não se transformam em tensões com as pessoas de quem gosto. Por exemplo, consigo ser mais paciente ao lembrar a alguém (pela enésima vez!) de olhar para mim enquanto fala. Uma pequena pausa, um pedido gentil ou até mesmo uma gargalhada conseguem manter a comunicação mais leve e conectada.

​5. Recuperação da exaustão auditiva: ouvir ativamente com perda auditiva é um trabalho árduo, e isso pode deixar-me completamente esgotada. Apenas cinco minutos de quietude agem como um "carregador silencioso" para o meu cérebro, repondo a energia de que preciso para me manter envolvida e atenta.

​6. Apoio à saúde auditiva a longo prazo: Pesquisas indicam uma ligação entre o stress e problemas circulatórios no ouvido interno. A meditação auxilia na redução dos níveis de stress e apoia o bem-estar geral, o que me dá a garantia de que estou cuidando da minha saúde auditiva no futuro.

​7. Alívio do desconforto causado pelo zumbido: Assim como muitos eu também tenho zumbido crônico e a maioria sofre com isso. O mindfulness pode atenuar o impacto do zumbido ao desviar a atenção do som e direcioná-la para o corpo ou a respiração. Com a repetição, esta prática pode reduzir a perturbação que o zumbido causa.

Como uma reflexão final digo que a meditação não me devolveu a capacidade de ouvir tudo o que perdi, mas transformou a forma como vivo com a perda auditiva: com mais lucidez, mais resiliência, mais paz, mais energia para ouvir e mais conexão com os outros.

​Mesmo alguns minutos de atenção plena podem ser muito benéficos. Com o tempo, esses pequenos momentos transformam-se num recurso estável do qual podemos recorrer: uma respiração de cada vez.

(Escrito por Andrea Escorcio, criadora da página Apoie-se: Sindrome de Meniere , praticante de meditação e em uma jornada de resiliência com Ménière, Migrânea Vestibular e Paroxismia Vestibular)

Você pratica meditação? Compartilhe sua experiência nos comentários e ajude outras pessoas 🧡🤍🌿


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Minha Meditação: A Coragem de Ser Andrea (Andreia)​"Eu sou Andrea, e a virtude da Coragem (Andreia) é meu alicerce."E ho...
30/10/2025

Minha Meditação: A Coragem de Ser Andrea (Andreia)
​"Eu sou Andrea, e a virtude da Coragem (Andreia) é meu alicerce."

E hoje, como em todos os dias, eu sou a chama da Coragem (Andreia) que reside em mim. Esta não é uma coragem que ignora o perigo; é aquela que o encara diretamente, munida da única arma que realmente possuo: minha Razão inabalável.

Minha vida me deu um campo de treinamento que não escolhi: a Doença de Ménière. Há dias em que o clima me trai, o mal estar surge sem aviso, e o mundo se torna um caos barulhento e giratório. Meu corpo, essa parte de mim que está fora do meu controle, falha.

​Mas eu me lembro da Dicotomia do Controle. A crise é um evento externo, um Indiferente. O líquido do meu labirinto pode estar em excesso, mas minha Razão e meu Espírito não estão. O que realmente importa, meu julgamento, minhas escolhas, minha intenção de ser uma pessoa boa, continua intacto.

​Quando o medo sussurra, me incitando a me encolher, a evitar a vida, a procrastinar meus deveres, é a minha Andreia que responde:

​Coragem para Aceitar o Agora (Amor Fati): Eu aceito este momento. Eu não luto contra a sensação, pois lutar só adiciona sofrimento. A crise é. E eu não sou definida por ela. Eu amo este destino, pois ele me força a exercitar minha força interior como nenhuma bonança o faria.

​Coragem para Agir (Kathêkon): Meu dever de agir com Justiça e Sabedoria não se suspende por causa de um zumbido ou de um desequilíbrio. Eu sigo em frente, fazendo o que deve ser feito. Se eu cair, a Andreia me fará levantar.

​Coragem para Julgar Corretamente (Prosoché): Eu não darei meu assentimento à impressão de que "Minha vida acabou" ou "Isso é insuportável". Eu digo: "É um corpo em desordem. E eu sou a Razão que observa e permanece serena."

​Eu não posso controlar o fluxo da endolinfa, mas eu sou a única que controla o fluxo dos meus pensamentos e a firmeza da minha vontade. Minha vida é breve, e cada momento é precioso demais para ser desperdiçado na ansiedade ou na autopiedade.

​Eu sou Andrea. Eu sou Coragem. Eu sou Racional. E isso, ninguém pode me tirar."

(Na filosofia estoica, a palavra grega para Coragem é Andreia
​É uma das quatro Virtudes Cardeais, e significa a firmeza da alma e a força moral para enfrentar o medo, a dor e a adversidade, agindo corretamente apesar de tudo)

(Escrito por Andrea Escorcio, criadora da página Apoie-se: Sindrome de Meniere , em uma jornada de mindfulness com Ménière, Migrânea Vestibular e Paroxismia Vestibular)



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O luto, geralmente associado ao ponto final de uma vida, assume uma forma mais insidiosa e persistente quando a doença c...
27/10/2025

O luto, geralmente associado ao ponto final de uma vida, assume uma forma mais insidiosa e persistente quando a doença crônica se instala. Não é uma morte a ser velada e concluída, mas sim a morte da vida que era, um evento que se repete dolorosamente a cada despertar. Essa é a essência do luto contínuo, também chamado de ambíguo, pois a pessoa que se perdeu — o "eu" saudável e desimpedido — não está ausente, está apenas irremediavelmente alterada. É a perda da identidade pré-doença, do futuro desenhado sem obstáculos, daquela sensação de invulnerabilidade que o corpo sadio nos garante.

​A ausência se torna, paradoxalmente, uma presença constante: a dor da limitação, a fatiga que não cede, os compromissos médicos que sequestram o calendário. O indivíduo e, por extensão, sua rede de apoio, são lançados em uma roda do luto exaustiva. Em um momento, eles estão no "modo de luta", focados na gestão da doença, na pesquisa de tratamentos, na administração de medicamentos, mantendo uma fachada de pragmatismo. No momento seguinte, caem no "modo de luto", onde o peso da perda e a injustiça da situação se manifestam em lágrimas silenciosas e desespero. Não há tempo para "superar", pois a ameaça e a perda se renovam a cada sintoma e a cada recaída.

​E este rio de perda infindável não corre apenas para o paciente. O cuidador, frequentemente um familiar, vive seu próprio luto contínuo. Eles choram a perda do ente querido saudável e a perda de sua própria vida livre de encargos pesados; do sono ininterrupto, da carreira sem interrupções, dos planos a dois que foram substituídos por rotinas de cuidado. Eles testemunham a desconstrução gradual de quem amam, e precisam suportar a dor sem o direito de desmoronar, pois precisam ser a âncora.

​A resiliência, neste contexto, não é um ato heroico e grandioso de superação, mas sim a sutil e teimosa arte de seguir em frente. É o esforço diário para construir um novo normal, uma nova identidade que não nega o luto, mas o integra. É aprender a valorizar as pequenas vitórias, o dia sem dor intensa, a energia para um breve passeio, a risada inesperada. O luto contínuo se transforma, então, de um fardo em um companheiro sombrio, mas que paradoxalmente ensina a viver com uma profundidade brutal. A vida não volta a ser o que era, mas pode florescer de uma nova maneira, mais consciente, mais compassiva e infinitamente mais forte por ter sobrevivido àquilo que nunca pôde ter um fim.

Se o luto contínuo da doença crônica é um rio que corre sem fim, o Ménière o transforma em um mar em constante tempestade. Este distúrbio do ouvido interno, caracterizado pela tríade de vertigem incapacitante, zumbido constante (acufeno) e perda auditiva flutuante, é a própria negação da estabilidade. O luto aqui se manifesta na perda literal e metafórica do equilíbrio, tornando o chão sob os pés um território permanentemente traiçoeiro.

​A vertigem súbita e violenta rouba mais do que a capacidade de andar em linha reta; ela aniquila a confiança no próprio corpo e no ambiente. Estamos à espera do próximo episódio, e é nessa espera que reside uma das formas mais cruéis do luto ambíguo. Não se chora apenas a crise que passou, mas a vida que não pode ser vivida em plenitude: o medo de dirigir, de estar em público, de assumir compromissos inadiáveis. Perde-se a liberdade de ação, a previsibilidade e, crucialmente, a identidade funcional. O luto é pela perda do "eu" que podia simplesmente confiar no seu corpo.

​A perda auditiva e o zumbido (acufeno) introduzem outras camadas de isolamento. O zumbido é a trilha sonora incessante da doença, um lembrete audível e inescapável da condição. O mundo exterior, por sua vez, torna-se uma névoa de sons distorcidos ou inaudíveis. O luto se aprofunda na dimensão social: na dificuldade de participar de conversas, na necessidade de sempre pedir para repetir, na exaustão de tentar decifrar um mundo que se comunica mal. É a perda da conexão espontânea com o mundo.

​Neste luto labiríntico, a única certeza é a incerteza. A adaptação, neste caso, não é apenas sobre aceitar uma nova realidade, mas sobre negociar a paz com um órgão interno em constante motim. A resiliência é um ato de vigilância diária, evitando gatilhos como sal e estresse, aprendendo a ler os sinais de "aura" que precedem uma crise.

Viver com Ménière é um exercício contínuo de luto e reconstrução, onde a força é encontrada não na cura que não existe, mas na capacidade de se reerguer, tonto e barulhento, a cada nova calmaria após a tempestade.

(escrito por Andrea Escorcio, criadora da página Apoie-se: Sindrome de Meniere , em uma jornada de resiliência com Ménière, Migrânea Vestibular e Paroxismia Vestibular)


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21/10/2025

***Palavras reais de pessoas reais:

"Desculpe-me pela mensagem anônima em seu site e pela oportunidade. Simplesmente não consigo encarar as coisas no momento.

Ao longo dos anos, tenho lidado com um contratempo atrás do outro. Seja no trabalho, na minha saúde, na saúde de um ente querido ou de um animal de estimação querido.

Eu me esforço para ser positiva diariamente. Vou trabalhar todos os dias, apoio a família e me esforço cada vez mais.

Então, algo mais acontece para aumentar o fardo, ou um novo sintoma do Ménière ou um novo trauma, e eu simplesmente sinto que a vida não pode piorar, mas piora.

Eu sei que ainda estou viva e que há tantas pessoas que gostariam de ter o que eu tenho, mas isso não me ajuda muito com a escala de todas as coisas que a vida continua me jogando.

Como as pessoas lidam com o que a vida lhes joga?"

Primeiramente, quero que saiba que não há necessidade de pedir desculpas pela mensagem anônima ou pela forma como você está se sentindo. A sua dor e o seu desabafo são absolutamente válidos e corajosos. É um ato de força enorme expressar esse esgotamento.

A sua mensagem é um retrato brutal e honesto do que é viver sob estresse crônico e trauma acumulado, uma experiência que é intensificada para quem convive com Ménière. Você está descrevendo o que a psicologia chama de "fardo cumulativo" ou "fadiga da compaixão", onde um contratempo atrás do outro—seja a saúde, o trabalho, a doença de um ente querido, ou um novo e aterrorizante sintoma de Ménière simplesmente esgota toda a sua reserva emocional. Você se esforça, você trabalha, você apoia, mas a vida continua jogando mais peso no fardo, e chega um ponto em que a resiliência humana atinge o seu limite.

​Seu sentimento de que "a vida não pode piorar, mas piora" é uma reação natural de autoproteção e desespero. E o fato de você reconhecer que tem "coisas boas" e ainda assim sentir essa angústia mostra que sua dor é legítima e não se anula pela gratidão; ela é uma resposta à escala do desafio.

Você perguntou: "Como as pessoas lidam com o que a vida lhes joga?"
A chave não está em "ser positiva" o tempo todo, mas em se permitir desmoronar e, em seguida, levantar com o apoio certo. As pessoas que lidam com fardos pesados o fazem através de:
Validação da dor: elas reconhecem que a situação é horrível e que é justo se sentir devastado. Você não precisa ser forte 24 horas por dia. Permita-se chorar, sentir raiva e admitir que você está esgotada.

Redução do campo de batalha: em vez de tentar resolver tudo, as pessoas focam em uma única batalha por dia, ou até mesmo por hora. Hoje, você só precisa sobreviver a esta tarde. Amanhã, você lida com a próxima coisa.

Foco em micro prazeres: procure ativamente pequenos momentos que lhe deem um alívio imediato, sem custo emocional: uma xícara de chá quente, cinco minutos ao sol, uma música reconfortante.

Apoio psicológico profissional: Este é o ponto crucial. O desgaste que você descreve é intenso demais para ser carregado sozinha. Um psicólogo pode ajudar você a processar os traumas, a desenvolver estratégias de enfrentamento para a incerteza da Ménière e a proteger suas reservas de energia.

Você está viva e é incrivelmente forte por ter chegado até aqui. Agora, no entanto, é a hora de mudar a estratégia: em vez de se esforçar mais, permita-se ser cuidada. Você merece essa pausa e esse apoio.

Espero que essas poucas palavras te ajudem por hoje 💛🤍🌿

Se você tem Ménière e precisa desabafar ou de um conselho, mande seu relato por DM! Publicamos tudo anonimamente (nomes e locais preservados) e a resposta também vai para a página. Não damos conselhos médicos, ok? Estamos aqui para apoiar e seu relato inspira e ajuda outras pessoas m.me/apoiesesindromedemeniere


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Oferecendo apoio e informação para quem enfrenta a Síndrome e a Doença de Ménière e problemas associados para que ninguém se sinta sozinho(a)

***A Coragem de Escutar*** Existe uma força silenciosa em você que a vida (e o Ménière) nunca conseguiram abafar. Uma ve...
10/10/2025

***A Coragem de Escutar***

Existe uma força silenciosa em você que a vida (e o Ménière) nunca conseguiram abafar. Uma versão sua do passado, antes de tudo, não imaginaria a profundidade e a resiliência que você desenvolveu.

​Você conhece, como poucos, a ironia brutal: o silêncio se tornou o som mais alto. A ausência de ruído externo é preenchida por um barulho ensurdecedor que só você escuta, uma constante que rouba a tranquilidade e desafia a sua paz. Você perdeu a capacidade de ouvir o mundo de forma clara, mas ganhou algo que a maioria jamais percebe.

Porque, ao ser forçado a desviar a atenção do som externo (das conversas, das melodias, do ruído da rua) você ativou uma nova e poderosa forma de escuta: você aprendeu a ouvir os detalhes na incapacidade de escutar.

​É a escuta que percebe o ritmo de sua própria respiração durante uma crise. É a escuta que capta o tom da sua intuição quando o corpo pede descanso. É o entendimento sutil da sua necessidade de limite e auto cuidado, que se manifesta mais alto do que qualquer zumbido.

Onde o som falha em dar a localização, seus olhos se tornaram sua âncora visual. Você aprendeu a "ver" a estabilidade. A linha reta da parede, a superfície firme do chão, o foco de um ponto distante , eles se tornaram mais importantes do que qualquer melodia. Sua visão não apenas capta cores e formas, ela lê a segurança, uma tradução silenciosa da paz.

Quando o labirinto avisa que o chão vai girar, o tato entra em ação. Suas mãos não apenas tocam, elas se agarram à realidade. A firmeza de uma cadeira, o suporte de um corrimão, a textura da grama sob os pés; são sensações importantes. Você redescobriu a confiança no toque, uma comunicação tátil com o mundo que a vertigem não pode roubar.

E o mais importante: você aprimorou a propriocepção, o sentido que te diz onde você está no espaço, mesmo no meio da confusão. No barulho ensurdecedor do silêncio, você aprendeu a escutar o seu corpo. Você discerne o ritmo de sua própria respiração, capta o tom da sua intuição quando o corpo pede descanso.

​Você é mestre em traduzir o caos do seu labirinto interior em paciência e autocompaixão. O barulho ensurdecedor te forçou a olhar para dentro, a discernir o que é urgente e o que se pode esperar, a reconhecer a coragem imensa que é simplesmente levantar e viver outro dia, mesmo que o mundo esteja girando.

​Essa é a sua conquista silenciosa: A de ter transformado a confusão auditiva em uma clareza interna inabalável. A de ter permitido que a perda da escuta externa aprimorasse a sua escuta para a voz mais importante de todas: a sua.

​Hoje, saiba que essa capacidade de traduzir o ruído em força é a sua marca. Honre a pessoa que você se tornou, que sabe que a verdadeira paz não é a ausência de som, mas sim a certeza de que a sua voz interior é a mais nítida de todas.

(escrito por Andrea Escorcio depois de uma conversa do grupo de chat de apoio "Sindrome de Ménière", criadora da página Apoie-se: Sindrome de Meniere , em uma jornada com Sindrome de Ménière, Migrânea Vestibular e Paroxismia Vestibular)



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****Feliz Semana da Conscientização do Equilíbrio organizado por VEDA***"Um grande abraço para nós, pois o Ménière afeta...
18/09/2025

****Feliz Semana da Conscientização do Equilíbrio organizado por VEDA***"

Um grande abraço para nós, pois o Ménière afeta o nosso equilíbrio. E sim, eu AMO este livro pois eu também participei dele contribuindo com a minha carta! Obrigada a todos que escreveram cartas para a doença de Ménière e a arte é incrível!

Você pode ler o livro (em inglês) através do kindle unlimited gratuitamente ou adquiri-lo no site da Amazon: https://encurtador.com.br/KzHLl


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14/09/2025

Seguidor enviou mensagem via Messenger e a resposta é enviada pela página:

"Olá, e muito obrigada por minha mensagem. Estou me sentindo bastante perdida no momento. Tenho apresentado sintomas há mais de cinco anos, mas só recentemente recebi o diagnóstico de doença de Ménière. Quando eu tinha 25 anos, minha perda auditiva foi descartada como parte de meningite e não foi devidamente investigada.

Agora, aos 60 anos, fui hospitalizada três vezes devido a crises graves, e foi durante esses episódios que a condição foi finalmente identificada. Infelizmente, como usei planos de saúde particulares, meus médicos se recusam a reconhecer o diagnóstico, o que tornou o acesso à medicação correta difícil.

Nos últimos cinco meses, tive que deixar meu emprego e começar a trabalhar por conta própria, o que tem sido uma grande adaptação. Espero realmente encontrar uma maneira de superar tudo isso e obter o apoio que preciso. Obrigada novamente, eu realmente aprecio estar aqui."


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13/09/2025

***Palavras Reais de pessoas Reais: Quando a dor chega: um lembrete gentil para cuidar de você ***

"Para mim, conviver com a Ménière e a Migrânea Vestibular é uma realidade. Embora as pessoas se surpreendam com essa constatação, a verdade é que só me lembro de suas presenças quando os dias de sintoma se manifestam, apesar de estar estabilizada há muito tempo.

Essas manhãs, particularmente difíceis, desencadeadas por uma migrânea intensa ou uma súbita variação na pressão barométrica, me levam a um estado de culpa e a uma tentativa de "superar" a situação. No entanto, essa abordagem de "aguentar a dor" é inútil. Infelizmente, essa mentalidade parece ser um padrão para muitos de nós que enfrentamos sintomas crônicos.

Acredito firmemente que precisamos mudar essa perspectiva. É hora de nos tratarmos com a mesma gentileza e compaixão que teríamos por alguém que amamos. Se você, assim como eu, precisa de um lembrete para os dias ruins, aqui estão seis pontos para te ajudar a navegar por esses momentos desafiadores:

*1. Pratique a autocompaixão*
Quando um dia de crise começa, é fácil cair em um ciclo de autocrítica e diálogo interno negativo. A gente se culpa, mas a realidade é que essa negatividade não faz a dor física ou os sintomas desaparecerem. Em vez de se punir, tente ser mais gentil consigo mesmo. A autocompaixão pode diminuir seus níveis de estresse, permitindo que seu corpo relaxe e você se concentre em suas necessidades básicas, como descansar. Lembre-se de que sua crise não está sob seu controle, então não há motivo para se punir.

*2. Priorize-se*
Mesmo quando os sintomas são insuportáveis, é comum tentarmos manter nossas rotinas e cuidar de todo mundo ao nosso redor. No entanto, fazer isso não só piora a crise, mas também prolonga o tempo de recuperação. Permita-se colocar suas próprias necessidades em primeiro lugar. A maioria das pessoas entenderá se você precisar cancelar compromissos ou não puder atender o telefone. Não precisa se desculpar ou inventar desculpas; apenas se cuide da melhor forma possível.

*3. Cuidar-se não é preguiça*
Nossa sociedade nos ensina que precisamos estar sempre em movimento, o que nos faz sentir culpados por tirar um dia de folga do trabalho ou adiar tarefas domésticas. No entanto, para quem vive com doenças crônicas como Ménière e Migrânea, priorizar a saúde não é preguiça. É uma atitude atenta e necessária. Não tenha medo de estabelecer limites para cuidar-se.

*4. Tudo bem pedir ajuda*
Muitas pessoas com condições de saúde crônicas evitam pedir ajuda para não sobrecarregar os outros. Eu mesma tento minimizar meus sintomas quando estou com outras pessoas para não fazê-las se sentirem na obrigação de me ajudar. Mas a verdade é que todos nós precisamos de ajuda às vezes. Peça ao seu parceiro para pegar seus remédios ou a um amigo para fazer uma pequena tarefa. Seus entes queridos provavelmente ficarão felizes em te ajudar; você só precisa pedir.

*5. Seus dias ruins não te definem*
É fácil deixar que o diálogo interno negativo tome conta nos dias de crise. A gente acaba se sentindo inútil e sem esperança. Mas essa voz não está certa. Você é muito mais do que seus sintomas. Sim, as crises fazem parte da sua vida, mas elas não definem sua capacidade ou seu valor. Quando você se pegar sendo duro consigo mesmo, lembre-se de olhar para o quadro geral, não apenas para o momento.

*6. Os sintomas vão passar, mesmo que não pareça agora*
Em dias de crise, especialmente quando o clima muda, parece que a tontura, zumbido e a náusea nunca vão acabar. Mas se você pensar bem, um ou dois dias depois, os sintomas diminuem e você se sente bem novamente. É fácil esquecer que os nossos piores dias representam apenas uma pequena parte da nossa vida. Lembre-se do clichê "isso também vai passar" para ter força. Por mais difícil que seja, os dias ruins acabam.

É importante que, diante das lutas contra a Síndrome de Ménière e a Migrânea Vestibular, você se trate com a mesma compaixão que dedicaria a um amigo. Seus dias ruins não definem quem você é. Eles são apenas uma pequena parte da sua jornada. Ao adotar esses lembretes, você não apenas cuida de si, mas também fortalece sua resiliência para enfrentar os desafios.

Comece hoje a reescrever essa narrativa, priorizando sua saúde e bem-estar. Cada pequeno ato de autocuidado é um passo em direção a uma vida com mais paz e menos sofrimento.

(Escrito por Andrea Escorcio, anfitriã da página Apoie-se: Sindrome de Meniere , em uma jornada de resiliência com a Ménière, Migrânea Vestibular e Paroxismia Vestibular)


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Não preciso ter uma crise de vertigem,​para você acreditar na minha dificuldade.​Não preciso lutar para manter o equilíb...
07/09/2025

Não preciso ter uma crise de vertigem,
​para você acreditar na minha dificuldade.

​Não preciso lutar para manter o equilíbrio,para que entenda o quão insuportável é o zumbido nos meus ouvidos.

​Não preciso desabar no chão, tonta e nauseada, ​para que saiba que essa batalha é real.

​Minha dor não está à espera de uma crise para ser válida.Ela existe em cada passo, em cada ruído, em cada dia de incerteza.

​Acredite no meu sofrimento antes que ele me leve a uma crise.

Não preciso ter uma crise de vertigem para que você acredite na minha dificuldade.
​Não preciso lutar para manter o equilíbrio, para que entenda o quão insuportável é o zumbido constante nos meus ouvidos. Minha luta é diária e silenciosa, um zumbido que nunca cessa e que rouba a tranquilidade de cada momento.

​A batalha contra a Ménière não se resume aos ataques espetaculares de tontura, náusea e perda de audição. Essa é apenas a ponta do iceberg, o momento de colapso que se torna a única evidência de uma doença que me consome por dentro.

​Antes de cada crise, há uma incerteza que paira como uma nuvem escura. É o medo de um som alto, de um movimento brusco, do simples ato de levantar da cama. É a necessidade de calcular cada passo, de planejar cada saída, de viver com a ansiedade constante de que o mundo pode, a qualquer momento, começar a girar sem controle.

​Acredite no meu sofrimento antes que ele me leve a uma crise. Acredite na minha dor quando meus ouvidos zumbem, quando minha audição falha, quando minha cabeça pesa e a plenitude no ouvido me lembra de que a calma é apenas uma ilusão. Acredite na minha luta invisível, porque ela é tão real e dolorosa quanto o momento em que meu corpo não aguenta mais.

​Minha dor não está à espera de uma crise para ser válida. Ela existe em cada passo, em cada ruído, em cada dia de incerteza.

Portanto, não espere pelo meu colapso para me oferecer a sua compreensão. Não espere que eu caia para me estender a mão. A empatia que eu preciso não é reativa; ela é proativa. É a validação do que eu sinto, do que eu vivo, e da minha dor, mesmo quando estou de pé. É a confiança de que minha batalha é real, mesmo que você não possa vê-la em toda a sua fúria, e a certeza de que a minha força não anula a minha fragilidade.



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(escrito por Andrea Escorcio, anfitriã da página Apoie-se: Sindrome de Meniere , nesta jornada com Meniere, Paroxismia Vestibular e Migranea Vestibular, a resiliência é a sua maior aliada)

06/09/2025

Seguidor enviou esta dúvida via Messenger e a resposta é enviada para a página:

***Tenho 23 anos, tenho doença de Ménière e perdi a maior parte da audição no ouvido esquerdo. Já faz 7 anos que sou unilateral. Gostaria de saber quais são as chances de se tornar bilateral. Geralmente afeta apenas um ouvido, certo? É tão difícil ser tão jovem. Preciso me preocupar ou apenas relaxar?***

Olá,Entendo perfeitamente sua preocupação. A Doença de Ménière é realmente desafiadora, e lidar com isso em uma idade tão jovem pode ser muito difícil. É importante buscar informações para lidar com a incerteza.

A sua pergunta é muito comum entre pessoas que vivem com essa condição.
A maioria dos casos de Doença de Ménière (cerca de 75-80%) afeta apenas um ouvido, sendo unilateral. No entanto, é possível que a doença se torne bilateral, afetando o outro ouvido com o tempo.

As estatísticas sobre a progressão para a forma bilateral variam bastante na literatura médica, mas geralmente indicam que a taxa de bilateralidade pode variar de 20% a 50% após um longo período. A maioria das pessoas que desenvolvem a forma bilateral o fazem nos primeiros anos da doença. Depois de sete anos, a probabilidade de se tornar bilateral é menor, mas ainda assim existe.

É natural ter medo de que a doença afete o outro ouvido, especialmente considerando sua idade. No entanto, o melhor que você pode fazer é focar no que você pode controlar agora.

* Continue o acompanhamento médico: O tratamento e o monitoramento contínuos com um otorrino são essenciais. Seus médicos podem ajudar a gerenciar os sintomas, como tontura e zumbido, e monitorar qualquer mudança em sua audição no ouvido direito.

* Controle o estilo de vida: Embora não haja uma cura, a gestão da Doença de Ménière envolve muito a adaptação do estilo de vida. Reduzir a ingestão de sódio, cafeína e álcool, controlar o estresse e dormir bem podem ajudar a diminuir a frequência e a intensidade das crises.

* Foque no que você tem: Lembre-se que você tem o ouvido direito saudável. Cuide dele, proteja-o de ruídos altos e siga todas as recomendações médicas.

* Não se isole: Conversar com outras pessoas que têm a mesma condição pode ser muito útil. Existem grupos de apoio e comunidades online onde você pode compartilhar experiências e encontrar suporte emocional.

O que evitar? Evite o pânico. O medo do futuro pode consumir sua energia e piorar a ansiedade, o que por si só pode ser um gatilho para a doença. A incerteza faz parte de condições crônicas, mas é possível aprender a viver com ela.

A sua pergunta sobre "relaxar ou se preocupar" resume o dilema de muitas pessoas com condições crônicas. O ideal é encontrar um equilíbrio. Você não precisa "relaxar" a ponto de ignorar os cuidados, mas também não precisa "se preocupar" a ponto de deixar o medo dominar sua vida. Focar no presente e no que pode ser feito é a melhor estratégia.

Espero que esta resposta te ajude a encontrar um pouco de tranquilidade e direção.



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