Dr. Phillip Scheinberg - Phil

Dr. Phillip Scheinberg - Phil Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Dr. Phillip Scheinberg - Phil, Medicina e saúde, R. Martiniano de Carvalho, 965/, São Paulo.

BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo

Former Fellow & Staff Clinician at National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI)

Past: Mount Sinai Medical Center of Florida and Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

Este foi um ano de muito trabalho, aprendizado e construção.Ao longo de 2025, mantive como objetivo central compartilhar...
23/12/2025

Este foi um ano de muito trabalho, aprendizado e construção.

Ao longo de 2025, mantive como objetivo central compartilhar informação qualificada em Hematologia, tanto para pacientes quanto para colegas médicos e outros profissionais da área. Seguimos discutindo diagnóstico, tratamento, prevenção e ciência, sempre com responsabilidade e rigor técnico.

Foi também um ano de forte atuação em pesquisa clínica, com reconhecimento internacional. Fui novamente incluído na lista dos cientistas mais influentes do mundo, elaborada pela Universidade de Stanford.

Além disso, consolidei minha atuação como editor-chefe do eJHaem, a revista open access da Sociedade Britânica de Hematologia, que neste ano recebeu seu primeiro Fator de Impacto, um marco importante para a revista e para a Hematologia internacional. O SINTOMA chegou à sua 8ª edição, fortalecendo ainda mais o diálogo científico e a troca de conhecimento. Também completei meu primeiro ano como presidente da SOHO – Society of Hematologic Oncology, ampliando a atuação da associação para outros países.

Nada disso se constrói sozinho. O apoio de quem acompanha este perfil, o trabalho da minha equipe, a parceria de colegas médicos e o suporte da minha família foram fundamentais ao longo desse caminho.

Que o próximo ano traga novos desafios, mais ciência, mais colaboração e mais avanços para a Hematologia.

É muito comum eu receber no consultório pacientes preocupados (ou até encaminhados por outros médicos) porque o hemogram...
15/12/2025

É muito comum eu receber no consultório pacientes preocupados (ou até encaminhados por outros médicos) porque o hemograma mostrou , que é uma quantidade de leucócitos ou glóbulos brancos abaixo do valor de referência do laboratório. Muitos pacientes acham que estão com a imunidade zerada ou até mesmo com leucemia.

Mas calma! Na grande maioria das vezes, isso não é doença. Existe uma condição chamada Neutropenia Étnica Benigna. Historicamente, os valores de referência dos laboratórios (o normal) foram definidos baseados majoritariamente em populações brancas/caucasianas.

Porém, estudos mostram que uma grande parcela da população negra saudável possui, naturalmente, uma contagem de neutrófilos (tipo de glóbulo branco) menor, sem que isso signifique "imunidade baixa", "risco aumentado de infecções" ou "leucemia".

O que você precisa saber:
1️⃣ É uma característica constitucional, não um "defeito de fábrica".
2️⃣ Não precisa de remédio: Se for neutropenia etnica, não há necessidade de "tomar vitamina".
3️⃣ A proteção é a mesma: Seu corpo sabe se defender tão bem quanto o de qualquer outra pessoa.

Mas atenção: nem toda leucopenia é constitucional! Para bater o martelo que é apenas uma característica genética (o seu normal), precisamos descartar outras causas, como deficiências de vitaminas, infecções virais ou doenças autoimunes.

Ficou na dúvida se o seu exame é preocupante? Comente CONSULTA para que possamos fazer essa investigação mais detalhada.

"Doutor, meu linfoma pode virar leucemia?" Essa é uma das perguntas que mais geram ansiedade no consultório. Se você tem...
10/12/2025

"Doutor, meu linfoma pode virar leucemia?" Essa é uma das perguntas que mais geram ansiedade no consultório. Se você tem diagnóstico de linfoma não hodgkin de zona marginal, precisa entender o conceito de "fase leucêmica". Vou simplificar!

Imagine que o "mora" nos gânglios (ínguas) ou no baço. A leucemia, por outro lado, "mora" na medula óssea e no sangue. Às vezes, as células do linfoma de zona marginal resolvem "passear". Elas saem dos gânglios ou do baço e vão para a corrente sanguínea. Quando fazemos o hemograma, vemos essas células lá.

Isso significa que virou outra doença? Não! A doença continua sendo linfoma de zona marginal. As células têm as mesmas características genéticas. Nós chamamos isso de "leucemização" ou infiltração da medula óssea. É a mesma doença, apenas em um lugar diferente.

Isso é comum? Sim, principalmente no linfoma de zona marginal esplênico (aquele que afeta o baço). Muitas vezes, o diagnóstico é feito justamente porque achamos essas células "passeando" no sangue.

Embora indique que a doença está espalhada (estádio IV), os linfomas de zona marginal costumam ser indolentes (de crescimento lento). Ter a doença no sangue/medula não é uma sentença de ineficácia do tratamento. Muitos pacientes respondem super bem à imunoterapia ou quimioterapia, e outros apenas observamos (vigilância ativa).

Esse linfoma recebe o nome “zona marginal” porque está localizado em uma área específica dos gânglios linfáticos onde ficam linfócitos B mais maduros, responsáveis pela resposta imunológica contra infecções.

Precisa de uma avaliação ou quer investigar um diagnóstico? Comente CONSULTA aqui embaixo que eu vou te enviar uma mensagem no direct para te ajudar a dar o próximo passo.

A anemia acontece quando o organismo não consegue manter uma quantidade suficiente de glóbulos vermelhos saudáveis circu...
08/12/2025

A anemia acontece quando o organismo não consegue manter uma quantidade suficiente de glóbulos vermelhos saudáveis circulando no sangue para oxigenar os tecidos. Esses glóbulos são produzidos dentro da medula óssea, em um processo contínuo que depende de três pilares fundamentais: matéria-prima, estímulo hormonal e uma medula saudável.

O ferro, a vitamina B12 e o ácido fólico funcionam como a matéria-prima necessária para formar a hemoglobina. A eritropoietina, um hormônio fabricado pelos rins, ativa a medula para produzir novas células. E a medula óssea, que é a nossa ‘fábrica de sangue’, precisa estar íntegra para completar esse trabalho. Quando falta algum desses elementos, a produção diminui e a anemia aparece.

E por que isso importa? Os glóbulos vermelhos transportam oxigênio para todo o corpo. Quando estão em quantidade reduzida, todos os órgãos recebem menos oxigênio do que precisam.

O resultado disso você provavelmente já sentiu ou ouviu falar:
♦️ Cansaço excessivo e fraqueza;
♦️ Falta de ar e tontura;
♦️ Dores de cabeça;
♦️ Batimentos cardíacos irregulares.

Nem toda anemia é igual! A anemia por deficiência de ferro é a mais frequente no consultório, mas existem outras causas importantes, como deficiência de vitamina B12, sangramentos, doenças inflamatórias, doenças renais, hemólise e alterações da própria medula óssea.

Quem deve ficar mais atento: mulheres em idade menstrual, gestantes, pessoas com dietas restritivas e indivíduos com sangramentos crônicos. Mas vale lembrar que, em alguns casos, a anemia é um sinal de alerta para doenças mais complexas.

O ponto essencial é o diagnóstico correto. O tratamento depende da causa e não deve ser feito sem orientação. Tomar ferro por conta própria pode mascarar problemas importantes.

Se você perceber esses sintomas, investigue. Digite CONSULTA nos comentários para que eu possa ajudá-lo na avaliação.

A Leucemia Granular de Linfócitos T é pouco conhecida fora do meio médico, mas relevante na prática clínica. Trata-se de...
28/11/2025

A Leucemia Granular de Linfócitos T é pouco conhecida fora do meio médico, mas relevante na prática clínica. Trata-se de um diagnóstico que costuma surgir de forma inesperada e que levanta muitas perguntas.

A LGL-T ocorre quando os linfócitos T começam a se multiplicar de forma anormal e permanecem aumentados no sangue por longos períodos. Esse processo pode, inclusive, estar relacionado a doenças autoimunes, como a artrite reumatoide.

Mesmo assim, grande parte dos pacientes não apresenta sintomas e só descobre a condição durante um hemograma de rotina. Quando a doença se manifesta, alguns pontos chamam atenção:

♦️ Quando há sintomas, podem ocorrer neutropenia, infecções recorrentes, anemia, fadiga, febre, sudorese noturna, perda de peso e aumento do baço.
♦️ Mais frequente em pessoas acima de 60 anos.
♦️ Maior incidência em pacientes com doenças autoimunes.
♦️ As formas agressivas são pouco comuns.
♦️ O diagnóstico envolve hemograma, citometria de fluxo e exames de clonalidade.
♦️ Costuma ter evolução lenta.
♦️ O tratamento depende da gravidade e, em muitos casos, não é necessário iniciar medicação imediatamente.

Exames de rotina seguem sendo uma ferramenta essencial. Eles revelam doenças silenciosas e permitem que o tratamento seja iniciado no momento certo.

Na luta contra o câncer, existem dois lados. O meu e o seu.Do lado da medicina, avançamos com novas terapias e tecnologi...
27/11/2025

Na luta contra o câncer, existem dois lados. O meu e o seu.

Do lado da medicina, avançamos com novas terapias e tecnologias que mudaram o desfecho de milhares de pacientes. Do seu lado, estão os cuidados que ajudam a detectar a doença cedo, quando o tratamento é mais eficaz.

Você está fazendo a sua parte por você?

Hoje, no Dia Internacional e Nacional de Combate ao Câncer, vale reforçar os avanços que transformaram o tratamento dos cânceres hematológicos nos últimos anos.

Clique na imagem para ver os principais avanços.

Esses avanços reduziram a mortalidade de várias doenças hematológicas. Mas a outra parte dessa equação depende de você: evitar fatores de risco, manter consultas em dia, fazer exames quando recomendado e ficar atento a sinais persistentes.

Câncer descoberto cedo tem mais chance de tratamento eficaz.

A mastocitose sistêmica é uma doença rara classificada como uma neoplasia mieloproliferativa, ou seja, uma doença hemato...
19/11/2025

A mastocitose sistêmica é uma doença rara classificada como uma neoplasia mieloproliferativa, ou seja, uma doença hematológica que se origina na medula óssea. Ela ocorre quando há um acúmulo anormal de mastócitos, que são células do sistema imunológico responsáveis por liberar histamina, em diferentes órgãos. É daí que vem o termo anti-histamínico, usado em diversos tratamentos para alergias.

A doença pode se apresentar de forma leve (indolente) ou agressiva, com comprometimento de órgãos. O diagnóstico depende de exames laboratoriais e biópsia da medula óssea, que identifica o acúmulo de mastócitos e mutações genéticas, como no gene KIT (D816V).

O tratamento é individualizado. Em casos leves, são usados anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos. Nas formas avançadas, podem ser indicados medicamentos específicos, como inibidores de tirosina quinase (midostaurina ou avapritinibe).
Nos quadros mais graves e refratários, o transplante de medula óssea pode ser considerado.

Cada paciente deve ter acompanhamento com hematologista, já que a mastocitose é uma doença do sangue e da medula óssea, com potencial de se associar a outras neoplasias hematológicas.

Algumas condições clínicas podem adiar — ou em certos casos, contraindicar temporariamente — a realização de um transpla...
17/11/2025

Algumas condições clínicas podem adiar — ou em certos casos, contraindicar temporariamente — a realização de um transplante de medula óssea. Isso não significa que o tratamento não será feito, mas que o corpo precisa estar em equilíbrio para suportar o procedimento com segurança. Recentemente, recebi a dúvida de uma pessoa que perguntou se uma infecção relacionada ao câncer poderia interferir na realização do transplante.

Essa é uma questão importante, porque antes do procedimento o paciente precisa estar em boas condições clínicas. Nem sempre o transplante pode ser realizado imediatamente — há situações em que é mais seguro aguardar até que o organismo esteja mais preparado.

Entre as condições que podem contraindicar ou adiar o transplante estão:
✔️ Doença oncológica em estágio avançado ou sem controle
✔️ Infecções graves ou não tratadas
✔️ Desnutrição ou condição clínica debilitada
✔️ Incompatibilidade entre doador e receptor
✔️ Lesões abertas ou infecções de pele, especialmente em áreas tumorais, que aumentam o risco de infecção sistêmica

No caso específico de lesões abertas relacionadas ao câncer, geralmente o transplante não deve ser realizado enquanto houver risco elevado de infecção ou comprometimento do estado clínico.
Nessas situações, o procedimento costuma ser adiado até que a lesão ou infecção esteja cicatrizada ou controlada.

Cada decisão é individual e envolve uma avaliação cuidadosa por uma equipe multidisciplinar, que considera riscos, benefícios e o momento mais adequado para o transplante.

Você sabia que um transplante de medula óssea pode ser rejeitado mesmo com 100 % de compatibilidade entre doador e recep...
11/11/2025

Você sabia que um transplante de medula óssea pode ser rejeitado mesmo com 100 % de compatibilidade entre doador e receptor?

A compatibilidade é avaliada por um grupo de genes chamado HLA (antígenos leucocitários humanos). Eles funcionam como uma “assinatura biológica” que orienta o sistema imunológico a reconhecer o que pertence ao corpo e o que é estranho.

Mesmo assim, o não é o único fator que determina o sucesso do transplante. Pequenas diferenças genéticas e condições clínicas do paciente também influenciam a resposta imunológica.

Por isso, em alguns casos, pode ocorrer o que chamamos de rejeição do enxerto ou doença do enxerto contra o hospedeiro.

Mas é importante destacar: quando há compatibilidade total, essas complicações são menos frequentes e, com o acompanhamento médico adequado, a maioria dos transplantes evolui bem.

No carrossel, explico por que isso acontece e quais cuidados ajudam a garantir o sucesso do transplante. Também fiz um vídeo em que explico como é a compatibilidade HLA, veja no meu feed.

A contagem de plaquetas pode variar bastante nas crianças, principalmente durante ou após infecções. Em muitos casos, es...
03/11/2025

A contagem de plaquetas pode variar bastante nas crianças, principalmente durante ou após infecções. Em muitos casos, esse aumento é apenas uma resposta do organismo a um processo inflamatório, sem relação com doenças graves. Mas nem sempre é assim.

Plaquetas persistentemente altas podem ter outras causas, tais como anemia por deficiência de ferro, inflamações prolongadas, algumas doenças da medula óssea e, mais raramente, alterações genéticas.

Da mesma forma, quando as plaquetas estão baixas, o corpo pode ter mais dificuldade para conter sangramentos. E isso pode ocorrer após infecções virais, uso de certos medicamentos ou, em situações menos comuns, por doenças hematológicas.

Por isso, se o exame da criança mostra plaquetas altas por um período prolongado, o ideal é conversar com o pediatra. Ele pode solicitar novos exames e, se necessário, encaminhar para o hematologista. O acompanhamento médico é fundamental para entender se é apenas uma reação passageira ou se há algo que precisa de investigação mais profunda.

O Dr. Rami Komrokji, referência mundial em Síndromes Mielodisplásicas   e Vice-Chair do Departamento de Hematologia Mali...
30/10/2025

O Dr. Rami Komrokji, referência mundial em Síndromes Mielodisplásicas e Vice-Chair do Departamento de Hematologia Maligna do Moffitt Cancer Center (EUA), participará de dois encontros promovidos pela Takeda durante o HEMO 2025.

Diálogos sobre SMD: Meet the Expert
📅 31/10
🕥 10h15–10h45
📍 Stand da Takeda

Por Dentro da SMD: Um Encontro Científico com o Dr. Rami
📅 1/11
🕘 9h–12h
📍 Room 7 – Mezanino

Esses encontros fazem parte da série Advancing Myelodysplastic Syndrome Care: Insights from Global Expertise, e prometem discussões ricas sobre avanços terapêuticos, manejo clínico e perspectivas no tratamento das SMDs.

A Síndrome Mielodisplásica (SMD) de baixo risco é um dos temas que mais têm evoluído nos últimos anos. A doença será o f...
30/10/2025

A Síndrome Mielodisplásica (SMD) de baixo risco é um dos temas que mais têm evoluído nos últimos anos. A doença será o foco da sessão conjunta SOHO & ABHH durante o .

Amanhã, vou moderar o painel “Manejo de citopenias na de baixo risco: três casos reais, três jornadas clínicas”, uma discussão que vai explorar diferentes perfis de pacientes e as estratégias práticas de manejo em cada situação.

O debate contará com a presença do Dr. Rami Komrokji, Vice-Chair do Departamento de Hematologia Maligna do Moffitt Cancer Center (Tampa, EUA).

Será uma oportunidade única para discutir estratégias de manejo em um campo que avança rapidamente, impulsionado por novas terapias e pela personalização do tratamento.

Anota na agenda:
📅 Sexta-feira, 31 de outubro
🕓 15h45 às 17h15
📍 Auditório 3 – Térreo | HEMO 2025

Endereço

R. Martiniano De Carvalho, 965/
São Paulo, SP
01323-001

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