04/05/2025
Minha história com a infertilidade.
Semana que vem é um dia de muita alegria e comemoração, para a maioria das mulheres.
Mas para quem vive a infertilidade, o dia das mães, pode trazer memórias e sentimentos de tristeza e angustia.
Eu já estive deste lado, do lado da dificuldade para engravidar, dos inúmeros te**es negativos, do choro escondido e do momento de duvidar dos planos de Deus.
Só quem já passou por essa escuridão, sabe o quanto dói.
Achei que seria rápido engravidar. Mas tentei por mais de um ano. E nada!
Sendo ginecologista, achei que levaria de maneira tranquila, mas foi ao contrário. Eu simplesmente surtei. Comecei a ficar ansiosa, triste e já não me sentia feliz, com a felicidade dos outros. Eu me sentia sozinha! Várias pessoas do meu convívio engravidaram, tiveram seus bebês e eu não tinha essa benção.
Parei de agir sozinha! Pedi ajuda profissional e espiritual. Tive o diagnóstico de pólipos no endométrio.
Meus níveis de cortisol estavam tão desregulados, que bagunçaram meu ciclo.
Fiz o que tinha que ser feito, da parte médica e voltei a tentar. Mais uma vez, voltei a ficar ansiosa e descrente. Optei por fazer uma inseminação artificial, mesmo sabendo que a taxa de sucesso não era tão alta. Fui totalmente sem expectativas.
E no dia de fazer o teste, esperava mais um exame negativo, pois eu estava sentindo uma cólica e dores nas mamas, como se fosse menstruar.
Quando eu vi o valor do beta (era 56) eu não sabia nem interpretar. Foi difícil mesmo acreditar, que depois de tanto tempo, tantos exames, eu estava grávida!
Hoje, olhando para trás, vejo que esse processo, me preparou para ser uma pessoa melhor, uma mãe mais forte, uma médica mais amorosa, uma mulher de fé.
Se você está passando por isso, sinta meu abraço caloroso e saiba, os planos de Deus são melhores que os nossos 😉.