Psicóloga Gabriella Ferreira

Psicóloga Gabriella Ferreira Psicóloga de atuação clínica, atendimento online e presencial para adolescentes, adultos e idoso

Na psicologia histórico-cultural, o desenvolvimento humano é sempre mediado por signos e ferramentas culturais. A lingua...
30/10/2025

Na psicologia histórico-cultural, o desenvolvimento humano é sempre mediado por signos e ferramentas culturais. A linguagem, para Vygotsky, é um dos principais mediadores da consciência, permitindo a objetivação das experiências e a construção de sentidos compartilhados.

Se o silêncio é imposto, impede o sujeito de apropriar-se da própria experiência e transformá-la em elaboração psíquica.

O que Lorde propõe, portanto, é que a palavra — mesmo atravessada pelo medo — é condição de sobrevivência e criação.

O silêncio pode ser compreendido como bloqueio no processo de mediação simbólica, pois limita a possibilidade de o sujeito se apoiar em outros para elaborar sua própria consciência.

Para a clínica, isso signif**a que a escuta não pode se restringir ao nível individual. É preciso considerar os silêncios como atravessados por relações de poder; de gênero; raça; sexualidade e classe,que moldam os limites do que pode ou não ser dito.

Trabalhar o silêncio, nesse sentido, não é forçar a fala, mas criar condições de segurança e reconhecimento para que a palavra possa emergir como ferramenta de reconstrução da subjetividade.

Na visão da psicóloga e pesquisadora Loginova, a estrutura da personalidade é composta por quatro níveis integrados:📌 in...
20/10/2025

Na visão da psicóloga e pesquisadora Loginova, a estrutura da personalidade é composta por quatro níveis integrados:

📌 indivíduo (base biológica)
📌 personalidade (formada nas relações sociais)
📌 sujeito (quem age conscientemente)
📌 individualidade (expressão mais elevada de singularidade, que integra todos os níveis anteriores).

Cada pessoa, ao longo da vida, desenvolve essa estrutura de forma única, a partir de experiências, escolhas, limitações e possibilidades.

Ser sujeito da própria trajetória envolve, antes de tudo, ter consciência de si.

Isso inclui reconhecer suas potencialidades, mas também os próprios limites, sem negar a complexidade que nos constitui.

✨ Loginova nos lembra que o sujeito pode ir além de sua estrutura estabelecida. ✨

Há sempre a possibilidade de superar condicionamentos anteriores, ou seja, mudar e realizar ações contrárias ao que parecia previsível.

Esse ponto é fundamental: não somos estáticos. Nossa história pode mudar, porque a personalidade é dinâmica — e se transforma à medida que escolhemos e atuamos no mundo.

O autoconhecimento é a base da autodeterminação — sem compreender quem somos, o que sentimos e quais sentidos orientam nossas escolhas, é impossível conduzir a própria trajetória de forma consciente.

🗣️ A psicoterapia é um espaço privilegiado para esse processo: um território de escuta, reflexão e elaboração onde podemos reconhecer nossas potências, contradições e possibilidades reais.

Buscar terapia é também um ato de autoria sobre a própria vida.

Na visão da psicóloga e pesquisadora Loginova, a estrutura da personalidade é composta por quatro níveis integrados:📌 in...
20/10/2025

Na visão da psicóloga e pesquisadora Loginova, a estrutura da personalidade é composta por quatro níveis integrados:

📌 indivíduo (base biológica)
📌 personalidade (formada nas relações sociais)
📌 sujeito (quem age conscientemente)
📌 individualidade (expressão mais elevada de singularidade, que integra todos os níveis anteriores).

Cada pessoa, ao longo da vida, desenvolve essa estrutura de forma única, a partir de experiências, escolhas, limitações e possibilidades.

Ser sujeito da própria trajetória envolve, antes de tudo, ter consciência de si.

Isso inclui reconhecer suas potencialidades, mas também os próprios limites, sem negar a complexidade que nos constitui.

✨ Loginova nos lembra que o sujeito pode ir além de sua estrutura estabelecida. ✨

Há sempre a possibilidade de superar condicionamentos anteriores, ou seja, mudar e realizar ações contrárias ao que parecia previsível.

Esse ponto é fundamental: não somos estáticos. Nossa história pode mudar, porque a personalidade é dinâmica — e se transforma à medida que escolhemos e atuamos no mundo.

O autoconhecimento é a base da autodeterminação — sem compreender quem somos, o que sentimos e quais sentidos orientam nossas escolhas, é impossível conduzir a própria trajetória de forma consciente.

A psicoterapia é um espaço privilegiado para esse processo: um território de escuta, reflexão e elaboração onde podemos reconhecer nossas potências, contradições e possibilidades reais.

Buscar terapia é também um ato de autoria sobre a própria vida. ✊🏽

Um assunto que frequentemente surge na clínica como causador de grande angústia é a idealização da vocação. Essa ideia r...
17/09/2025

Um assunto que frequentemente surge na clínica como causador de grande angústia é a idealização da vocação.
Essa ideia romântica de que existirá um “chamado divino” ou um dom inato a ser descoberto que definirá o sentido da vida, pode ser (e é) muito frustrante.

A narrativa neoliberal tenta nos convencer de que basta descobrir seu talento e empreender a si mesmo para chegar ao sucesso. Mas essa visão individualizadora e culpabilizadora apenas apaga os atravessamentos históricos, sociais, culturais e afetivos que moldam cada trajetória.

Com esses discursos meritocráticos, f**a fácil cair na armadilha de idealizar a vocação como se fosse uma verdade absoluta a ser descoberta. Essa ideia cria pressão e causa aquele sentimento de atraso e insuficiência, sabe? Como se houvesse apenas um caminho certo e só você não sabe qual.

✨ A verdadeira vocação não é um chamado mágico✨

Não é destino pronto: é construção histórica, atravessada por escolhas, limites e possibilidades. É um processo de reconhecimento das próprias potências, articulado com a realidade e com responsabilidade social. Ela se constrói na relação entre nossas experiências, valores e o mundo social em que estamos inseridos.

A psicoterapia pode ser um caminho potente nesse processo. Com a escuta clínica o sujeito pode reconhecer seus limites e possibilidades, elaborar contradições internas e historicizar suas escolhas. Não oferece respostas prontas, mas favorece a reflexão crítica necessária para que a individualidade se desenvolva de forma ética, consciente e socialmente responsável.

Você já se pegou travando na hora de sonhar com algo que deseja — como planejar uma viagem ou investir em algo só para v...
11/09/2025

Você já se pegou travando na hora de sonhar com algo que deseja — como planejar uma viagem ou investir em algo só para você — mesmo tendo condições de realizar?
Eu mesma me vejo nesse dilema: até quando há possibilidade concreta, surge a sensação de que é arriscado demais, de que pode faltar, de que não é prudente... Eu me lia como alguém prudente e
Essa trava não nasce do presente, mas de um modo de vida forjado na escassez, em que querer além do mínimo parecia um luxo perigoso.

Nos atendimentos clínicos, encontro esse mesmo padrão em muitas histórias. Pessoas que cresceram com limitações materiais signif**ativas e, ao conquistarem algum grau de estabilidade, não conseguem simplesmente se abrir para o usufruto. O que está em jogo não é apenas administrar dinheiro, mas enfrentar uma reconfiguração subjetiva complexa: conviver com a memória do pouco ao mesmo tempo em que se habita o lugar do possível.

A ascensão, portanto, carrega ambivalências. De um lado, o orgulho pelas conquistas; de outro, a desconfiança constante de que tudo pode desmoronar. A dificuldade de gastar consigo, a culpa por desejar mais, o medo de parecer ingrato ou de se distanciar de quem permaneceu no mesmo lugar. Esse conflito mostra que a escassez não é apenas uma condição econômica, mas uma marca psíquica que molda a relação com o desejo, o prazer e o futuro.

Superar esse processo implica reconhecer que a falta nunca foi falha individual, mas resultado de desigualdades estruturais. Esse deslocamento da culpa para a crítica social é fundamental para romper com o estigma e ressignif**ar a própria história. Ascender não precisa ser visto como traição ou ruptura, mas como abertura de caminhos — tanto para si quanto para os outros.
A travessia da escassez para a estabilidade, então, não é apenas sobre ter mais, mas sobre autorizar-se a existir sem medo, reivindicando o direito de desejar e de viver com dignidade.

Porque prosperar não signif**a apagar o passado, e sim transformar a memória da falta em força coletiva para enfrentar as estruturas que a produziram.

Essa semana precisei parar para cuidar de mim, senti no físico os efeitos de algumas semanas intensas de foco no trabalh...
08/08/2025

Essa semana precisei parar para cuidar de mim, senti no físico os efeitos de algumas semanas intensas de foco no trabalho e resolução de demandas.

Meu sono é a primeiro eixo a se desorganizar nesses momentos, o que me proporciona uma cascata de afetações bem chatas, a dor de cabeça não muito intensa, mas contínua, a irritabilidade, a ansiedade que começa a surgir desproporcional e a dificuldade em manter atenção.

Eu precisava de descanso.

Mas poxa, como é difícil aceitar essa necessidade e de fato, acolher e se permitir um descanso realmente reparador. Sem culpas, sem preocupação com as tarefas adiadas...

Eu sei que para quem eu acompanho na clínica esse é um desafio muito grande, e é mesmo, até pra mim
Por isso, em toda oportunidade que tenho reforço a necessidade de reconhecer esses momentos, de validar o cansaço, de ser honesto consigo mesmo sobre seus próprios limites e agir com respeito e afeto por si nesses momentos.

Já diria bell hooks:
“Em uma cultura de dominação, ser capaz de pensar, cuidar de si mesma e descansar é uma forma radical de resistência”

(Na foto o pico mais lindão que eu já parei pra tirar um cochilo nas últimas férias

Vivemos tempos em que parecer saber vale mais do que saber de fato. Em que a presença digital se tornou quase um critéri...
04/08/2025

Vivemos tempos em que parecer saber vale mais do que saber de fato. Em que a presença digital se tornou quase um critério de validação profissional. Psicólogos, médicos, professores e tantas outras profissões que historicamente foram construídas no silêncio do ofício, na escuta, na prática cotidiana, agora são pressionados a performar saberes em carrosséis, vídeos curtos e frases de efeito. É como se só existíssemos se estivermos ali, visíveis, postando, engajando.

Foi justamente a cobrança por performance que contribuiu para que minha presença não fosse constante aqui. A ideia de “me instagramar” sempre soou contrária à minha proposta de trabalho e ao que eu defendo enquanto prática real da psicologia.

Porém, não estar aqui definitivamente nunca foi confortável pra mim. Sinto falta de trocar com meus pacientes, tenho ideias, pensamentos, críticas e uma infinidade de outras coisas que eu genuinamente gostaria de compartilhar com as pessoas, o que pra mim, pessoalmente, é um grande desafio.
Enquanto escrevo aqui, já me sinto ansiosa e crítica em relação a cada palavra — e, sim, o pensamento de simplesmente deixar pra lá me atravessa com força. Recomeçar pode ser mesmo muito difícil. Mas é justamente essa dificuldade que, hoje, depois de quase 5 anos de dedicação à prática clínica, que me sinto (finalmente) mais preparada para encarar. Então, numa tentativa de ressignif**ar minha relação com o virtual, me coloco aqui para recomeçar.

Entendo as expectativas de conteúdos constantes, temas profundos em formatos rápidos, da estética "instagramável" etc. Mas é justamente aqui que eu escolho romper com todas essas regras.
Por aqui, vocês não vão encontrar conteúdos diários, feed todo arrumadinho, nem simplif**ações de transtornos ou discursos que romantizam diagnósticos e medicalização. Meu compromisso é com a complexidade do meu trabalho, e não com frases prontas ou fórmulas rápidas (inclusive, como dá pra ver por esse textão aqui rs).
Vou compartilhar o que fizer sentido pra mim, no meu tempo, do meu jeitinho.
E tá tudo bem.

(Espero que gostem mesmo assim).

Vivemos tempos em que parecer saber vale mais do que saber de fato. Em que a presença digital se tornou quase um critéri...
04/08/2025

Vivemos tempos em que parecer saber vale mais do que saber de fato. Em que a presença digital se tornou quase um critério de validação profissional. Psicólogos, médicos, professores e tantas outras profissões que historicamente foram construídas no silêncio do ofício, na escuta, na prática cotidiana, agora são pressionados a performar saberes em carrosséis, vídeos curtos e frases de efeito. É como se só existíssemos se estivermos ali, visíveis, postando, engajando.

Foi justamente a cobrança por performance que contribuiu para que minha presença não fosse constante aqui. A ideia de “me instagramar” sempre soou contrária à minha proposta de trabalho e ao que eu defendo enquanto prática real da psicologia.

Porém, não estar aqui definitivamente nunca foi confortável pra mim. Sentia falta de trocar com meus pacientes camaradas, tenho ideias, pensamentos, críticas e uma infinidade de coisas que eu genuinamente gostaria de compartilhar com as pessoas o que pra mim, pessoalmente, é um grande desafio.
Enquanto escrevo aqui, já me sinto ansiosa e crítica em relação a cada palavra — e, sim, o pensamento de simplesmente deixar pra lá me atravessa com força. Recomeçar pode ser mesmo muito difícil. Mas é justamente essa dificuldade que, hoje, depois de quase 5 anos de prática clínica, que me sinto (finalmente) mais preparada para encarar. Então, numa tentativa de ressignif**ar minha relação com o virtual, me coloco aqui para recomeçar.

Entendo as expectativas de formatos rápidos e que ainda mantenha um tom leve, "instagramável", com uma linguagem visual elaborada; aborde transtornos, diagnósticos e quaisquer assuntos do momento — apenas para participar. É justamente aqui que eu escolho romper com todas essas regras. Por aqui, vocês não vão encontrar conteúdos diários, feed todo arrumadinho, nem simplif**ações de transtornos ou discursos que romantizam diagnósticos e medicalização. Meu compromisso é com a complexidade do meu trabalho, e não com frases prontas ou fórmulas rápidas (inclusive, como dá pra ver por esse textão aqui rs).
Vou comprar o que fizer sentido pra mim, no

Vivemos tempos em que parecer saber vale mais do que saber de fato. Em que a presença digital se tornou quase um critéri...
04/08/2025

Vivemos tempos em que parecer saber vale mais do que saber de fato. Em que a presença digital se tornou quase um critério de validação profissional. Psicólogos, médicos, professores e tantas outras profissões que historicamente foram construídas no silêncio do ofício, na escuta, na prática cotidiana, agora são pressionados a performar saberes em carrosséis, vídeos curtos e frases de efeito. É como se só existíssemos se estivermos ali, visíveis, postando, engajando.

Foi justamente a cobrança por performance que contribuiu para que minha presença não fosse constante aqui. A ideia de “me instagramar” sempre soou contrária à minha proposta de trabalho e ao que eu defendo enquanto prática real da psicologia.

Porém, não estar aqui definitivamente nunca foi confortável pra mim. Sentia falta de trocar com meus pacientes camaradas, tenho ideias, pensamentos, críticas e uma infinidade de coisas que eu genuinamente gostaria de compartilhar com as pessoas o que pra mim, pessoalmente, é um grande desafio.

Enquanto escrevo aqui, já me sinto ansiosa e crítica em relação a cada palavra — e, sim, o pensamento de simplesmente deixar pra lá me atravessa com força. Recomeçar pode ser mesmo muito difícil. Mas é justamente essa dificuldade que, hoje, depois de quase 5 anos de prática clínica construindo o repertório que tenho hoje, que me sinto (finalmente) mais preparada para encarar.
Então, numa nova tentativa de ressignif**ar minha relação com o virtual, me coloco aqui para recomeçar.

Entendo que se espera que um psicólogo produza conteúdos constantemente, fale de temas profundos em formatos rápidos e ainda mantenha um tom leve, "instagramável", com uma linguagem visual elaborada; que faça reels, aborde transtornos, diagnósticos e quaisquer assuntos do momento — apenas para participar. É justamente aqui que eu escolho romper com todas essas regras.Por aqui, vocês não vão encontrar conteúdos diários, feed todo arrumadinho, nem simplif**ações de transtornos ou discursos que romantizam diagnósticos e medicalização. Meu compromisso é com a complexidade do meu trabalho, e não com frases prontas ou fórmulas rápidas (inclusive, como dá pra ver por esse textão aqui rs).
Vou com

Vigotski foi o autor proponente da psicologia histórico-cultural, ele não foi um pensador do marxismo, mas teve suas ide...
15/09/2021

Vigotski foi o autor proponente da psicologia histórico-cultural, ele não foi um pensador do marxismo, mas teve suas ideias fortemente influenciadas pelo método desenvolvido por Marx e Engels, o Materialismo Histórico-Dialético.

O desenvolvimento do indivíduo segundo Vigotski se configura na soma entre fatores de ordem biológica e as relações que advém do meio social. O homem é ser social, biológica e historicamente determinado, a sua ação sobre a realidade o constrói e afirma-o como ser humano.

As tentativas de negação da contribuição de Marx no pensamento de Vigotski legitimam a ideologia dominante e enfraquecem a teoria signif**ativa do autor, diminuindo a possibilidade de seu uso contra o processo de alienação denunciado em Marx.

Atualmente, com a polarização do campo político cada vez mais agravado, se faz necessário uma reafirmação do método, visto que as implicações políticas desencorajam o estudo da teoria histórico-cultural.

Devemos resgatar o marxismo de Vigotski e simplif**ar seus pressupostos de forma a potencializar o seu alcance no campo da psicologia.

Referência:
SANTA, Fernando Dala e BARONI, Vivian. As Raízes Marxistas Do Pensamento De Vigotski: Contribuições Teóricas Para A Psicologia Histórico-Cultural. Kínesis, Vol. VI, n° 12, 2014, p.1-16


A psicoterapia apesar de ser um tema super atual ainda é cheio de tabus e mitos, por isso, vejo certa urgência em desmis...
08/09/2021

A psicoterapia apesar de ser um tema super atual ainda é cheio de tabus e mitos, por isso, vejo certa urgência em desmistif**ar alguns dele, afinal democratizar o acesso a informação e saúde mental é um dos objetivos mais latentes da profissão.

Você já ouviu alguma dessas ideias, me conta aí ?

Psicóloga Gabriella da Silva Rodrigues Ferreira – CRP 06/169584






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