Fala na Infância

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Somos fonoaudiólogas unidas por um objetivo comum: auxiliar pais, crianças e adolescentes no desenvolvimento da linguagem por meio da escuta ativa, expressão e consequente inserção na sociedade.

Se você já sabe ou sente que na hora de tirar um brinquedo ou interromper uma brincadeira vai ser aquele chororô, então ...
30/03/2023

Se você já sabe ou sente que na hora de tirar um brinquedo ou interromper uma brincadeira vai ser aquele chororô, então essas 3 dicas são para você!

1️⃣: Antecipe que logo,logo irá mudar de atividade e qual será a próxima atividade. E não como uma ameaça, tá? Você não precisa deixar o seu filho com medo para que ele colabore. Quem nunca ouviu “daqui a pouco tem que guardar, e sem chorar hein?!”
Crianças não tem tanta noção de tempo. ⏳
Avise quando estiver faltando 10 min, 5 min ⏰ faça uma contagem regressiva bem lúdica, mostre no Timer do celular (tem alguns apps que fazem isso de uma forma bem visual). Previsibilidade dá segurança!

2️⃣: Ajude a criança a encerrar a brincadeira ao invés de simplesmente interromper a brincadeira. Imagine que você estava lá assistindo a sua série, e alguém passa e desliga naquela cena que você tinha certeza que ia acontecer algo? 🤯😫😤😭😧
Ajude a criança a encerrar: leve os carrinhos para o estacionamento, coloque as bonecas e os animais para dormir, proponha a última rodada do jogo, etc..

3️⃣: Você é o adulto da situação. Tenha a consciência de que sempre que seu filho não consegue lidar com a frustração, você é a melhor pessoa para passar por isso com ele. Não se coloque no outro time, apontando a birra, por exemplo. A birra comunica algo, o ajude a comunicar melhor e a lidar com isso. Esteja ao lado dele para mostrar o caminho para se acalmar. Coloque a raiva da criança em palavras, mantenha firme a sua postura e mude o foco. Mostre pro seu filho o que vem em seguida, o ajude a encarar o próximo passo.
Se não for suficiente fazer esse caminho COM, faça POR ele. 🤝

Não tenha esse tipo de postura só quando a criança estiver “entendendo”, ou “já estiver madura”. Tenha essa postura para ajudá-lo a entender. Não é fácil, mas é menos difícil quando o adulto age de forma clara e entende a necessidade da criança.

Vamos tentar?
Compartilha com a amiga que está passando por essa fase!

08/03/2023

Esta é uma dúvida que sempre surge aqui na clínica, por isso hoje trazemos um pouco deste assunto para vocês.

Tratando-a “como se” falasse!! Esse é o primeiro passo. Esse passo depende de uma aposta: a de que seu filho é CAPAZ d...
02/03/2023

Tratando-a “como se” falasse!! Esse é o primeiro passo. Esse passo depende de uma aposta: a de que seu filho é CAPAZ de falar, mesmo que ainda não fale nenhuma palavra.

Parece maluco, né?

Mas é isso mesmo, tente olhar para toda e qualquer manifestação do seu filho como uma manifestação de comunicação.

Comunicação e fala não são a mesma coisa, sabia? A gente se comunica de várias formas: pelo olhar, movimentos, gestos, sons, choro e também pela fala.

Antes de falar palavras, a criança precisa sentir que é capaz de se comunicar, precisa sentir que é entendida, que consegue expressar o que quer. Isso tudo vem ANTES da fala.

Pense nisso, mude o SEU jeito de agir e você vai ver que mudanças vão acontecer!!

Colocar ou não na escola? Quando colocar? “Não é melhor esperar meu filho aprender a falar antes?”Bem, quando pensamos e...
02/02/2023

Colocar ou não na escola? Quando colocar? “Não é melhor esperar meu filho aprender a falar antes?”

Bem, quando pensamos em um desenvolvimento típico, esperamos que uma criança de 3 anos já conte histórias, fatos e situações com mais detalhes. Sim, ela tem a habilidade de contar, MAAAAAAS... Não temos controle nem sabemos o que ela vai querer contar. Pois é! A habilidade de falar não garante que ela vai te comunicar tudo. Afinal de contas, falamos sobre aquilo que nos impacta, motiva e até o que perguntam.

Mas lembre-se que a perspectiva de uma criança é bem diferente da de um adulto. Então se você pergunta para o seu filho(a) como foi a escola, tente não se frustrar se ele não te contar o quanto comeu, quantas vezes fez cocô ou se a professora foi gentil com ele 🤷🏻‍♀️

Ele provavelmente vai te contar de alguma briga “cabulosa” que aconteceu (ainda que bem boba), sobre alguém que se machucou no escorregador ou de alguma fruta nova que experimentou, sobre aquilo que foi importante para ele.

Por isso é importante ficarmos atentos às outras formas que a criança utiliza para se comunicar e estabelecer uma relação de confiança com a criança e com a escola.

Então lá vai a pergunta de volta para vocês, é melhor esperar a criança falar primeiro para depois colocá-la na escola?

Dei uma olhada na agenda esses dias e pensei: ainda tem umas 3 semanas de férias escolares! 😱Você aí tá animada ou deses...
12/01/2023

Dei uma olhada na agenda esses dias e pensei: ainda tem umas 3 semanas de férias escolares! 😱

Você aí tá animada ou desesperada?
Haja ânimo e criatividade pra entreter a criançada em casa, não é mesmo?
Então já salva esse post com boas dicas para aproveitarem juntos e não surtarem 😆

🗓📌Não abra mão da rotina. “Ahh, mas mesmo nas férias? SIM! Lembra, quando falamos de rotina não é sobre rigidez. É sobre todo mundo conseguir entrar no ritmo da casa sem atrito. Comer coisas diferentes, abusar mais de guloseimas, brincadeiras mais livres e sem regras, maravilha! Mas desrespeitar os horários biológicos de alimentação e sono, por exemplo, também tem consequências. Avalie bem se é uma boa hora pro seu filho lidar com essas consequências.

💦🎨 Invista mais em brincadeiras sensoriais.
Que tal tinta guache no box do banheiro? Além de você não ficar preocupada em conter o espaço da pintura, vocês ainda se divertem lavando todo o box depois.

🧹🧼 Chamem as crianças para lavar a varanda, a louça, limpar a geladeira, para cozinhar, montar a mesa, cuidar das plantas..
“Sério, isso?” Siiim! Na correria do dia-a-dia pode ser chato pra nós, adultos, que vemos isso como obrigação, mas as crianças amam e aprendem muito!
Dê poucas regras, mas deixe as regras claras e aproveite o momento sem tensão, tá?

🧒🏽👧🏼 Garanta um equilíbrio entre brincadeiras compartilhadas (em que você vai estar juntinho com toda a atenção do mundo pro seu filho) e brincadeiras livres todos os dias.

Pode parecer simples, mas tudo isso 👆🏼 contribui para impulsionar a fala e a linguagem do seu filho. E aí, gostou das dicas? Então compartilha com sua amiga que está com o filho em casa. 😉

Todos amamos as férias e as delícias de um merecido descanso. Mas com criança pequena, o fato de sairmos da rotina por u...
04/01/2023

Todos amamos as férias e as delícias de um merecido descanso. Mas com criança pequena, o fato de sairmos da rotina por um período mais longo pode ser caótico.

E quando pensamos em rotina, pensamos em um percurso, uma sequência que se estabelece. Que se seguida ou cumprida por um determinado tempo, vira hábito. Uma rotina pode se formar em torno de alguém, de alguma necessidade, de alguma prioridade, inclusive pela falta disso tudo. Uma criança pode se acostumar em ficar hooooras no tablet 📱, por exemplo, exatamente por falta de outro hábito, falta de alguma outra prioridade.

Por isso, mesmo durante as férias, manter uma rotina, seja ela qual for, é importantíssimo para que as crianças aproveitem mais e melhor esse período tão esperado!

Vocês podem aproveitar para planejarem juntos como será cada dia e semana, quais são as prioridades e desejos…
É simples e faz com que as crianças tenham mais previsibilidade, confiança e consigam se organizar melhor. Sem falar naquela ansiedade que levam os pais à loucura…

E nesse momento de Ano Novo, que recomeçamos a contar os dias e meses, que tal encararmos como uma oportunidade de reaver os hábitos que queremos mudar ou criar? Mais tempo com os filhos? ⏱ Mais organização em casa? Mais autonomia para crianças? Melhor comunicação à mesa? 🍽 Aprender novas habilidades? 🤓

Conta para gente, qual é hábito que você deseja para 2023?

Final do ano chegou e queremos aproveitar e agradecer a todos vocês que caminharam conosco ao longo deste ano, nos acomp...
28/12/2022

Final do ano chegou e queremos aproveitar e agradecer a todos vocês que caminharam conosco ao longo deste ano, nos acompanhando por aqui, compartilhando suas histórias, suas dúvidas e contribuindo para que a gente pudesse criar um conteúdo rico e diversificado.

A gente criou esse espaço com o propósito de ajudar os pais e os cuidadores a olharem para a comunicação e a linguagem na infância acreditando que a postura do adulto diante dessa janela de desenvolvimento tem um impacto gigantesco no futuro dessas crianças.

Por isso, para 2023, desejamos momentos ricos de afeto, cheios de trocas, olho no olho, gestos que falam e corações acolhidos.

Feliz Ano Novo!

O Natal, e também as comemorações de fim de ano, são importantes para criar memórias afetivas com as crianças. Nada melh...
21/12/2022

O Natal, e também as comemorações de fim de ano, são importantes para criar memórias afetivas com as crianças. Nada melhor que a experiência regada de emoções e conexão para gerar vínculos familiares, colaborando para a construção de uma identidade pessoal e aprendizagem significativa.

Como adulto você também deve lembrar das festas de fim de ano com carinho, não é mesmo? Aquele tio vestido de papai noel, o doce favorito da avó após a ceia, a mesma história do vovô..
Então, aproveite a magia de natal para desfrutar de momentos de conexão verdadeira com as crianças! Permitindo que elas criem boas memórias de momentos de carinho, sorrisos, alegria e comunicação afetuosa.

Desejamos um Natal cheio de memórias!!

Quer saber algo muito comum que nós, adultos, fazemos e que não incentiva a criança a falar?Não esperar a criança elabor...
07/12/2022

Quer saber algo muito comum que nós, adultos, fazemos e que não incentiva a criança a falar?

Não esperar a criança elaborar uma resposta e já sair antecipando ou agindo por ela.

Lembre-se que a criança pode responder não apenas usando palavras, mas
fazendo sons, mostrando ou apenas olhando.

Quando você perguntar algo, espere 3 segundos! Sempre mantendo o olhar e a atenção no seu filho até que ele consiga te responder, mesmo que não seja aquela resposta elaborada.

A criança aprender a ocupar o espaço dela na conversa já é um ótimo começo.

O ponto importante aqui é a ESPERA.

A comunicação precisa ser uma troca, em que enquanto um fala, o outro espera com atenção. Se você já fala e responde ou age em seguida, você não permite que o seu filho ocupe esse espaço da troca.

Então, esperem!
⏱️ 3 segundos vai ser transformador para vocês ❤️

Quem aí é ansioso e já dá várias respostas pelo filho?

Uma mudança gigantesca acontece nas relações quando a gente tenta se colocar no lugar do outro, né? A famosa e tão discu...
23/11/2022

Uma mudança gigantesca acontece nas relações quando a gente tenta se colocar no lugar do outro, né? A famosa e tão discutida empatia. Sabemos tanto da importância dela hoje em dia, temos essa palavra estampada nas propostas das escolas, a consideram como pré-requisito para um emprego, etc.

E apesar de ser uma habilidade super “em alta”, muita gente ainda confunde a empatia com a simpatia.
Simpatia é quando você tem uma tendência a algo ou alguém, sente uma certa afinidade, compatibilidade, sabe?
Já a empatia é uma habilidade de você se posicionar e se colocar no lugar do outro, independentemente de você concordar ou não com o outro. Sabia disso?

E tudo isso, para dizer que a empatia é uma das coisas mais importantes de se olhar quando pensamos em estimular a linguagem e fala das crianças. E ela é uma habilidade poderosa porque somos nós quem significamos o mundo para nossos filhos. É o adulto quem mostra para a criança que aquela sensação DELA se chama “feliz”, “triste”, “raiva”.

Percebe a responsabilidade e também a necessidade de tentarmos olhar pela perspectiva dos pequenos? Vamos influenciar diretamente, através da linguagem o modo como nossa criança irá se expressar, compreender e interagir com os outros.

Então, que tal tentar se colocar no lugar da criança e ajudá-la a organizar o que sente procurando ser mais empática? Substituindo o simpático "fique calma, não foi nada" por um "aiii, doeu muito né?" no momento de um machucado, por exemplo.

É um grande desafio no meio da correria da maternidade conseguirmos usar cada vez mais a empatia no lugar da simpatia, mas pode ter certeza que vale a pena. Você não acha?

"O coração vive se partindo e por se partir vive. É necessário atravessar a escuridão e a escuridão mais profunda e não ...
16/11/2022

"O coração vive se partindo e por se partir vive. É necessário atravessar a escuridão e a escuridão mais profunda e não voltar". - Stanley Kunitz.

É essa a frase que está estampada logo na abertura do livro e esse, acredito eu, é um dos maiores desafios que temos em nossa jornada e mais ainda, na jornada de nossas crianças: como prosseguir com o coração aberto após tantas partidas?

A vida é cheia de vida e de morte. Cheia de situações inesperadas. Cheia de encontros e desencontros. Cheia de idas e vindas. Como prosseguir aberto ao amor? Como se relacionar com a vida por meio do afeto, das sutilezas?

São essas as questões apresentadas nesse livro tão delicado e profundo. É um livro que fala sobre o amor, sobre afetos e sobre estar aberto para a vida, por mais incerta que ela possa ser. Indicado para crianças a partir de 5 anos.

"Era uma vez uma casa na rua Egito, onde morava um coelho chamado Edward Tulane. O coelho era muito feliz: pertencia a uma menina chamada Abilene, que o tratava com o maior cuidado e o adorava. Mas um dia o coelho se perdeu e foi obrigado a viajar, das profundezas do oceano até a rede de um pescador, do topo de um monte de lixo até a fogueira de um acampamento de mendigos, da cama de uma criança doente até as ruas de Mênfis. Nessa aventura extraordinária, Edward aprendeu a amar, sofreu perdas e voltou a amar." - Descrição da Amazon

A cena, geralmente, é essa: a criança chora ou reclama quando quer alguma coisa que não consegue pegar e o adulto vai lá...
03/11/2022

A cena, geralmente, é essa: a criança chora ou reclama quando quer alguma coisa que não consegue pegar e o adulto vai lá e pega para ela.

A tendência é da criança entender que o que ela fez foi suficiente para comunicar o que queria, tornando esse meio de expressão, do choro e da birra, eficaz.

E nós, muitas vezes, rotulamos a criança pelo seu comportamento sem dar outra possibilidade de expressão. Falamos pra ela que ela só chora, que choro é coisa de bebê ou que ela grita muito.

Mas o que podemos fazer, então? Dar a outra possibilidade. Mostrar que outros meios de expressão são mais eficazes.

Como podemos fazer isso??

🗣 Diga que você a entendeu. Isso vai naturalmente acalmá-la

🗣 Depois, ao invés de já atender ela, dê um modelo de uma fala que pode entrar no lugar do choro: “ah, você quer a bola. Pega, pega” ou “dá”

🗣 Aí sim, atenda o pedido dela, mostrando que essa forma de se expressar é mais eficaz.

Se todas as vezes que a criança chorar você agir dessa maneira, ela vai aprendendo pelo seu modelo como pedir e vai entendendo que existem outras formas de se fazer entender mais eficazes.

Endereço

Rua Ferreira De Araújo, 221
São Paulo, SP
05419-001

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