Gustavo Schvartsman

Gustavo Schvartsman Oncologista
Hospital Israelita Albert Einstein
EPM-UNIFESP
Fellowship MD Anderson Cance

13/03/2026

Todo câncer dói? Na verdade, muitas vezes não.

Grande parte dos tumores começa como um nódulo indolor. Isso acontece porque, no início, o crescimento costuma apenas ocupar espaço, sem inflamar ou atingir estruturas sensíveis à dor.

Nódulos na mama, gânglios aumentados ou lesões em outros órgãos podem crescer sem causar dor por bastante tempo. Em alguns casos, a dor aparece quando o tumor comprime nervos, invade estruturas próximas ou quando há metástases, como nas metástases ósseas.

Por outro lado, lesões que surgem rapidamente, ficam vermelhas, dolorosas e acompanhadas de inflamação ou febre costumam estar mais relacionadas a processos infecciosos ou inflamatórios do que ao câncer.

Por isso, um ponto importante de atenção é o crescimento progressivo de alguma estrutura no corpo, mesmo que não esteja doendo. Se algo aparece e continua crescendo ao longo das semanas, vale procurar avaliação médica.

Dor nem sempre significa câncer. Mas ausência de dor também não significa que está tudo bem. O importante é observar mudanças no corpo e investigar quando algo não evolui como esperado.

Em  estudo recente conduzido no Brasil, pesquisadores do Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com o Ministéri...
03/03/2026

Em estudo recente conduzido no Brasil, pesquisadores do Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com o Ministério da Saúde, apresentaram resultados promissores de uma terapia CAR-T desenvolvida e produzida no país. Essa estratégia de imunoterapia celular consiste em coletar as células T do próprio paciente, modificá-las em laboratório para que reconheçam e ataquem as células tumorais, e reaplicá-las no organismo, reforçando a resposta imunológica contra o câncer.

No estudo, participaram 11 pacientes com cânceres hematológicos avançados, como leucemias e linfomas, que não haviam respondido a tratamentos anteriores. Dos participantes, 81% apresentaram resposta positiva ao tratamento e 72% alcançaram remissão completa da doença.

Esses dados representam um marco significativo, pois demonstram que é possível desenvolver e aplicar essa tecnologia avançada no Brasil com segurança e eficácia, sem depender exclusivamente de importação. Além disso, a manufatura nacional pode reduzir o tempo entre a coleta e a infusão das células, e, no futuro, potencialmente ampliar o acesso a esse tipo de terapia no sistema de saúde brasileiro. É um grande avanço para a ciência e medicina Brasileira.

Assim que o diagnóstico de câncer é confirmado, muitas pessoas ficam em dúvida sobre os próximos passos. Esperar pela ci...
24/02/2026

Assim que o diagnóstico de câncer é confirmado, muitas pessoas ficam em dúvida sobre os próximos passos. Esperar pela cirurgia, iniciar outros exames, ouvir diferentes opiniões… tudo isso é comum, mas há algo importante que precisa ficar claro: o oncologista deve entrar na jornada o quanto antes.

A consulta com o oncologista logo após o diagnóstico de um câncer permite organizar o plano completo de tratamento. Em muitos casos, a cirurgia não é o primeiro passo. Às vezes, iniciar com quimioterapia, imunoterapia ou outro tratamento antes da cirurgia pode aumentar as chances de controle da doença e até permitir procedimentos mais conservadores. Em outros cenários, a cirurgia é sim a melhor primeira escolha, mas essa decisão precisa ser tomada de forma integrada.

O câncer não se trata em etapas isoladas. Ele exige estratégia, sequência e planejamento. Por isso, quanto mais cedo todas as especialidades envolvidas conversarem entre si, melhores tendem a ser os resultados.

Se você recebeu um diagnóstico recente, não espere. Procurar um oncologista cedo não significa antecipar tratamentos, mas sim tomar decisões mais seguras, personalizadas e bem informadas desde o início.

20/02/2026

Nos últimos anos, a oncologia tem avançado para tratamentos cada vez mais específicos e inteligentes.

Neste vídeo, explico sobre uma nova estratégia alvo dirigida no câncer de mama, voltada para uma proteína chamada TROP2, que pode estar superexpressa na maioria dos tumores e, quando presente em níveis elevados, costuma estar associada a um prognóstico mais desafiador.

A lógica é sofisticada. Utilizamos o que chamamos de anticorpo conjugado à droga. Um anticorpo reconhece a TROP2 na superfície da célula tumoral, se liga a ela e é internalizado. Dentro dele, há uma quimioterapia acoplada, que é liberada apenas após entrar na célula. É como um cavalo de T***a moderno, levando o tratamento diretamente ao alvo.

Hoje já temos o sacituzumab govitecan disponível no Brasil, aprovado para câncer de mama triplo negativo e também para tumores hormônio positivos após falha de tratamentos convencionais.

Outro medicamento, o datopotamab deruxtecan, ainda não está disponível no país, mas deve chegar em breve e amplia as possibilidades terapêuticas nesse mesmo alvo.

Se você conhece alguém em tratamento para câncer de mama, talvez essa informação possa ajudar a abrir uma conversa importante com o médico assistente.

12/02/2026

Hoje eu falo sobre um tipo de melanoma pouco conhecido, mas que merece muita atenção, o melanoma ocular. Diferente do melanoma de pele, esse tumor surge no fundo do olho, geralmente na coroide, e tem um comportamento biológico próprio, com mutações diferentes e pouca relação com a exposição solar.

Quando diagnosticado de forma localizada, o tratamento pode ser altamente eficaz. Técnicas como a braquiterapia conseguem tratar o tumor preservando o globo ocular e oferecendo excelentes taxas de controle da doença. Em situações mais avançadas, infelizmente, a remoção do olho pode ser necessária e, quando há metástases, principalmente no fígado, entramos no campo do tratamento sistêmico.

Nos últimos anos, surgiram novidades importantes. Estudos recentes mostraram resultados promissores com novas terapias, tanto em fases iniciais, ajudando a reduzir o tumor antes do tratamento local, quanto em fases avançadas, com estratégias imunológicas e celulares que vêm mudando o cenário dessa doença rara. Ainda não são tratamentos disponíveis no Brasil, mas representam avanços reais e concretos para o futuro.

O mais importante é entender que o melanoma ocular não é igual ao melanoma de pele. Muitas vezes o primeiro profissional a suspeitar do diagnóstico é o oftalmologista, mas esse paciente precisa de acompanhamento especializado, com integração entre oftalmologia oncológica e oncologia clínica.

Mesmo sendo uma doença rara e potencialmente grave, em muitos casos existe chance de controle e até de cura, especialmente quando o diagnóstico é feito cedo. Informação, acompanhamento adequado e tratamento especializado fazem toda a diferença.

Uma pergunta muito comum de pacientes e familiares é “quanto tempo vai durar o tratamento para o meu câncer?”A resposta ...
10/02/2026

Uma pergunta muito comum de pacientes e familiares é “quanto tempo vai durar o tratamento para o meu câncer?”

A resposta depende de muitos fatores: o tipo e estágio da doença, o tratamento indicado e a resposta individual de cada paciente. Em geral, quimioterapias e radioterapias com intenção curativa costumam durar entre 3 e 6 meses, mas algumas terapias-alvo ou hormonais podem se estender por anos.

Mesmo após o término do tratamento ativo, o acompanhamento oncológico é essencial e deve seguir por vários anos. Ele inclui consultas periódicas, exames de imagem e avaliações laboratoriais para monitorar a recuperação, detectar recidivas precocemente e cuidar dos efeitos tardios das terapias.

O tratamento do câncer, portanto, não termina no último ciclo de quimioterapia. Ele se transforma em um processo contínuo de cuidado e vigilância, onde o foco passa a ser a qualidade de vida, a prevenção de novas doenças e a reconstrução do bem-estar físico e emocional.

04/02/2026

Neste Dia Mundial do Câncer, a mensagem vai além do diagnóstico.

O câncer não começa no dia em que aparece um nódulo ou quando a biópsia confirma a doença. Ele começa muito antes. Anos, às vezes décadas antes. Em muitos casos, nasce de processos silenciosos que se constroem no dia a dia e que estão diretamente ligados aos nossos hábitos de vida.

Sono insuficiente, estresse crônico, alimentação desorganizada, sedentarismo, excesso de álcool, cigarro. Pequenas escolhas repetidas todos os dias, especialmente nas fases mais corridas da vida, entre trabalho, filhos e responsabilidades, podem criar um ambiente propício para o surgimento do câncer no futuro.

Por isso, a prevenção não começa apenas no consultório, começa na rotina. Não espere o câncer aparecer para repensar seus hábitos. Mudanças pequenas, feitas agora, podem desencadear uma sequência positiva de transformações. Dormir melhor gera mais disposição. Mais disposição facilita a atividade física. Atividade física melhora o humor, reduz o estresse, ajuda no controle do peso e melhora a saúde como um todo.

O contrário também é verdadeiro. E essa bola de neve pode ser puxada para o lado certo ou para o lado errado.

A boa notícia é que você tem poder sobre isso. Sempre há algo que pode ser ajustado, mesmo que pareça pequeno. Muitas vezes, uma mudança puxa a outra.

Se este vídeo fez você pensar em alguém que precisa cuidar melhor da própria saúde, compartilhe. Talvez essa seja a motivação que faltava hoje para prevenir um problema lá na frente.

Se eu fosse diagnosticado com câncer e tivesse que rever meus hábitos, eu começaria olhando para o que está ao meu redor...
03/02/2026

Se eu fosse diagnosticado com câncer e tivesse que rever meus hábitos, eu começaria olhando para o que está ao meu redor todos os dias.
O que coloco no prato, o quanto me movimento, o quanto descanso, o ar que respiro, as horas que passo em frente a uma tela, o quanto permito que o estresse me acompanhe.

Cuidar do corpo e da mente não é apenas sobre evitar doenças, mas sobre criar um terreno menos fértil para que elas se instalem.

Diminuir o consumo de ultraprocessados, reduzir álcool, priorizar alimentos naturais, manter um sono regular e praticar atividade física moderada têm impacto real e comprovado na prevenção e no controle de vários tipos de câncer.

Mas também é sobre equilíbrio.
Evitar o excesso de exposição à poluição, aprender a pausar, respirar, encontrar prazer nas pequenas rotinas e nas relações que nos fortalecem.

Nenhum tratamento é completo se a vida que o cerca continua tóxica.

O câncer muda muita coisa, mas também pode ser um ponto de virada.
Uma chance de reconstruir a rotina com mais leveza, consciência e propósito.
E às vezes, essa mudança de vida é o início da verdadeira cura.

29/01/2026

Há pouco mais de uma década, o diagnóstico de melanoma metastático vinha acompanhado de um prognóstico muito limitado. A maioria dos pacientes não ultrapassava cinco anos de sobrevida.

Com a imunoterapia, esse cenário mudou de forma profunda. Hoje, muitos pacientes com melanoma metastático permanecem vivos após cinco anos e, em alguns casos, alcançam remissão completa da doença.

A imunoterapia atua ajudando o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater o câncer. Em alguns pacientes, a resposta é rápida e com poucos efeitos colaterais. Em outros, é necessário combinar medicamentos ou manter o tratamento por mais tempo, muitas vezes até dois anos ou mais.

Por isso, mesmo quando a doença desaparece nos exames, a decisão de interromper o tratamento precisa ser cuidadosa e individualizada.

Hoje, melanoma metastático não é mais sinônimo de fim. Mesmo em estágio 4, existem possibilidades reais de controle prolongado e, em situações selecionadas, de cura. Se tiver dúvidas sobre o tratamento, deixe sua pergunta nos comentários.

Existe uma pergunta que aparece com frequência no consultório: “Já passei dos 20, 30 ou 40,  ainda posso tomar a vacina ...
20/01/2026

Existe uma pergunta que aparece com frequência no consultório: “Já passei dos 20, 30 ou 40, ainda posso tomar a vacina contra HPV?” A resposta é: depende, na maioria das vezes, sim, e muitas vezes vale a pena.

O vírus HPV tem dezenas de tipos, e os que mais preocupam são os de alto risco, como os tipos 16 e 18, que estão relacionados não apenas ao câncer de colo do útero, mas também a tumores de cabeça e pescoço, p***s, â**s e outros.

Tradicionalmente a vacinação era indicada antes da vida sexual ativa, mas estudos mais recentes mostram que adultos entre 27 e 45 anos, se ainda não vacinados, podem se beneficiar da vacina, especialmente se tiverem múltiplos parceiros ou mudanças no perfil de exposição ao vírus.

Por que a vacina pode ainda fazer diferença?

Mesmo adultos podem não ter sido expostos a todos os tipos de HPV cobertos pela vacina, cada nova parceira ou parceiro significa um novo risco.

A imunização visa evitar infecções futuras que podem se manifestar como câncer décadas depois.

No caso dos cânceres de cabeça e pescoço, aproximadamente 70% dos casos associados ao HPV envolvem os tipos de alto risco.

Mas atenção: a vacina não substitui rastreamento e não trata infecção ou doença já instalada. Sua principal função é prevenir novos casos. Por isso, conversar com seu oncologista ou infectologista ainda é importante para entender o perfil individual e a melhor oportunidade.

Toda vez que um paciente chega até mim, busco entender junto com ele quais fatores de risco podem ter contribuído para o...
13/01/2026

Toda vez que um paciente chega até mim, busco entender junto com ele quais fatores de risco podem ter contribuído para o aparecimento do câncer.

Essa é uma parte essencial do cuidado, porque tratar o tumor é apenas uma das etapas do processo. Identificar o que levou até ali e o que ainda pode ser mudado, faz parte da prevenção de novas doenças e da construção de um estilo de vida mais saudável.

Tabagismo, álcool, sedentarismo, alimentação desbalanceada, excesso de peso e até o estresse crônico são exemplos de fatores que, muitas vezes, se somam silenciosamente ao longo dos anos.

Rever hábitos, ajustar a rotina e adotar práticas sustentáveis de saúde não é sobre culpa, mas sobre consciência e autocuidado.

Da mesma forma, tumores que surgem por risco genético hereditário devem motivar o rastreio familiar, que possibilita diminuir o risco de outros tumores no mesmo paciente e na sua família.

Entender as causas é também uma forma de fortalecer o tratamento e de olhar para o futuro com mais responsabilidade e esperança.

08/01/2026

Entre dietas cetogênicas, carnívoras vegetarianas e veganas, é fácil se perder em promessas de resultados rápidos. Mas quando falamos em saúde e especialmente em prevenção de doenças como o câncer, o equilíbrio é o que mais importa.

Dietas muito restritivas até podem trazer benefícios de curto prazo, mas raramente são sustentáveis e, muitas vezes, provocam deficiências nutricionais sérias. A ciência mostra que apenas cerca de 5% das pessoas mantêm dietas radicais após um ano.

O corpo precisa de variedade: frutas, legumes, proteínas, gorduras boas e carboidratos de qualidade. Uma alimentação equilibrada reduz inflamações, melhora o metabolismo e fortalece o sistema imunológico.

Procure se alimentar bem na maior parte do tempo, mas sem culpa. Uma dieta saudável é aquela que você consegue manter com prazer, leveza e constância.

Você já tentou seguir alguma dieta muito restritiva? Como foi a sua experiência?

Endereço

Rua Ruggero Fasano
São Paulo, SP
05653120

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Gustavo Schvartsman posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram