Gustavo Schvartsman

Gustavo Schvartsman Oncologista
Hospital Israelita Albert Einstein
EPM-UNIFESP
Fellowship MD Anderson Cance

27/11/2025

A atividade física é uma das formas mais simples e poderosas de cuidar da saúde e, mesmo assim, é uma das primeiras coisas que deixamos de lado na rotina.

A falta de movimento está diretamente ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, metabólicas, mentais e até de vários tipos de câncer, como o de mama e o de próstata.

Mexer o corpo não precisa significar horas de academia. Caminhar mais, subir escadas, alongar-se entre tarefas ou praticar algo que te dá prazer já fazem diferença.

O importante é transformar o movimento em parte da sua vida, porque o corpo foi feito para se mover, e o movimento é uma forma de prevenir, tratar e viver melhor.

19/11/2025

O câncer é uma das principais causas de morte no Brasil e, infelizmente, o sistema público ainda enfrenta grandes desafios para tratar a doença de forma eficaz.

O primeiro deles é o subfinanciamento.
Enquanto o Brasil investe cerca de 6 a 8% do PIB em saúde, países como Canadá e Alemanha investem entre 11 e 12%, e os EUA ultrapassam 16%. Mas não é só sobre gastar mais, é sobre gastar melhor.

Faltam investimentos em prevenção e diagnóstico precoce.

Dois dos principais fatores de risco para câncer, tabagismo e obesidade, ainda são altamente prevalentes.

Hoje, cerca de 65% dos brasileiros têm sobrepeso, e metade dessas pessoas já é obesa.
Sem políticas públicas de prevenção, orientação nutricional e incentivo à atividade física, o sistema acaba sobrecarregado com diagnósticos tardios e tratamentos complexos, como imunoterapia e terapias-alvo, que têm custo elevado e acesso limitado no SUS.

Enquanto não ampliarmos a prevenção e a detecção precoce, continuaremos enxugando gelo: gastando mais com doença avançada e perdendo vidas que poderiam ser salvas com diagnóstico no tempo certo.

Nos últimos anos, a ciência mostrou que a microbiota intestinal conversa com o sistema imune, influência a inflamação e ...
18/11/2025

Nos últimos anos, a ciência mostrou que a microbiota intestinal conversa com o sistema imune, influência a inflamação e pode impactar tanto a gênese de tumores quanto a resposta ao tratamento.

Em equilíbrio, esse ecossistema atua a favor da saúde; em disbiose, pode liberar toxinas, aumentar danos ao DNA e alterar vias hormonais.

Do lado terapêutico, surgem evidências de que certos perfis de microbiota podem potencializar a resposta à imunoterapia e que intervenções como dieta rica em fibras ou probióticos específicos podem reduzir efeitos colaterais gastrointestinais durante radio/quimioterapia.

Atenção: probióticos não são tratamento antitumoral. Eles podem ter papel adjuvante e individualizado, sempre discutidos com o oncologista, especialmente em pacientes imunossuprimidos.

O campo avança rápido, mas ainda exige ensaios clínicos maiores e padronização. O melhor caminho hoje: estilo de vida com boa qualidade de sono, alimentação rica em fibras, atividade física, manejo do estresse e evitar antibióticos sem indicação.
E, claro, tratamento oncológico baseado em evidências.

13/11/2025

O bloqueio hormonal é um dos pilares do tratamento do câncer de próstata, mas também um dos mais desafiadores para o corpo masculino. A queda brusca da testosterona provoca mudanças físicas, emocionais e metabólicas, e é por isso que cuidar da qualidade de vida se torna parte essencial do tratamento.

Alimentação equilibrada, rica em peixes, sementes, vegetais e com baixo consumo de ultraprocessados, ajuda a controlar a inflamação e manter a energia. A atividade física regular protege os ossos, melhora o humor e a disposição.

O suporte emocional e familiar também é fundamental, especialmente quando surgem efeitos colaterais que impactam a autoestima e a vida sexual.

Cuidar do corpo, da mente e das relações faz diferença real nos resultados e no bem-estar durante o tratamento.

Ainda tem dúvidas sobre o tema câncer de próstata? Deixe aqui nos comentários.

07/11/2025

Neste Novembro Azul, quero chamar atenção para os avanços que vêm mudando o tratamento dos casos mais complexos de câncer de próstata, aqueles em que o tumor continua progredindo mesmo após múltiplas linhas de hormonioterapia e quimioterapia.

Hoje já conseguimos identificar mutações genéticas específicas, como defeitos nos mecanismos de reparo do DNA, que tornam o tumor sensível a inibidores de PARP. Outros pacientes podem apresentar instabilidade de microssatélites ou alta carga mutacional, o que abre a possibilidade de uso da imunoterapia.

Além disso, a expressão do marcador PSMA tem permitido o uso de radiofármacos, como o lutécio-177, que direciona a radiação de forma precisa às células tumorais. Esses tratamentos vêm oferecendo não só maior tempo de vida, mas também melhor qualidade para quem enfrenta a doença.

Por isso, é essencial revisar o perfil molecular do tumor mesmo em estágios avançados e buscar equipes especializadas que possam ampliar as opções de tratamento disponíveis. A medicina de precisão está cada vez mais presente na oncologia e, para muitos pacientes, pode significar novas chances de controle e bem-estar.

31/10/2025

Encerrando a série de vídeos do Outubro Rosa, trago um tema essencial para entender o tratamento do câncer de mama: o uso da terapia neoadjuvante, ou seja, o tratamento feito antes da cirurgia.

Essa abordagem é especialmente indicada para os subtipos HER2 positivo e triplo negativo, pois permite reduzir o tamanho do tumor e, muitas vezes, possibilita uma cirurgia mais conservadora, evitando a mastectomia.

Além disso, o tratamento pré-operatório dá tempo para realizar uma avaliação genética completa, ajudando a identificar riscos de novos tumores e a definir a melhor estratégia cirúrgica.

Outro ponto fundamental é que o resultado da biópsia após o tratamento mostra se o tumor respondeu bem, e isso muda completamente as decisões sobre o que vem depois.

Em alguns casos específicos, tumores hormônio-positivos também podem se beneficiar desse tipo de abordagem, sempre após uma análise cuidadosa entre oncologista, cirurgião e radioterapeuta.

Cada etapa do tratamento precisa ser pensada de forma integrada, porque a sequência correta pode fazer toda a diferença no desfecho e na qualidade de vida da paciente.

30/10/2025

É muito comum ouvir pacientes dizerem: “Na minha família ninguém teve câncer, então não corro risco.”
Mas essa é uma ideia equivocada.

Apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama são de fato hereditários, causados por mutações genéticas herdadas, como as que envolvem os genes BRCA1 e BRCA2, entre outros.

Nos outros 90%, o câncer surge de forma esporádica, ao longo da vida, principalmente por alterações que acontecem naturalmente nas células com o passar dos anos. O envelhecimento é o principal fator de risco.

Além disso, há hábitos e condições que aumentam essa probabilidade:
-Sedentarismo e obesidade
-Consumo de álcool
-Menstruação muito precoce ou menopausa tardia
-Uso prolongado de anticoncepcionais ou reposição hormonal
-Estresse e falta de sono

Identificar quando o rastreamento genético é realmente indicado faz parte de uma avaliação individualizada, especialmente em casos de diagnóstico precoce, histórico familiar ou tumores de determinados subtipos.

A maioria dos cânceres de mama não é hereditária.
E por isso, investir em prevenção e diagnóstico precoce continua sendo o passo mais importante para reduzir o impacto da doença.

Muitos mitos sobre o câncer ainda se espalham e, em alguns casos, podem custar tempo e até comprometer a eficácia do tra...
29/10/2025

Muitos mitos sobre o câncer ainda se espalham e, em alguns casos, podem custar tempo e até comprometer a eficácia do tratamento.

Apenas 5 a 10% dos casos são realmente hereditários.
Nem toda quimioterapia causa queda de cabelo, e há protocolos modernos que permitem preservar os fios.
E, ao contrário do que se pensa, dor nem sempre é sinal de gravidade: muitos tumores crescem de forma silenciosa nas fases iniciais.

Um dos pontos mais importantes é este: não existe tratamento alternativo com comprovação científica capaz de substituir as terapias oncológicas modernas.
Câncer é complexo, se trata com ciência, equipe multidisciplinar e acompanhamento contínuo. Com compreensão das evidências científicas e adaptação ao seu caso.

Na dúvida, converse com seu oncologista.
Profissionais com experiência podem interpretar cada detalhe do seu caso e, se necessário, uma segunda opinião é valiosa para confirmar diagnósticos e estratégias terapêuticas.

A boa medicina é feita com diálogo, transparência e evidência.

Endereço

Rua Ruggero Fasano
São Paulo, SP
05653120

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