08/05/2026
Essa paciente de 39 anos chegou ao consultório com uma longa história de rinite, obstrução nasal, pressão na face e uma perda importante do olfato.
Além disso, carregava um trauma de uma cirurgia feita há 10 anos, com um pós-operatório muito difícil.
Por isso, antes mesmo da cirurgia, fizemos um preparo medicamentoso para reduzir a inflamação e diminuir o risco de sangramento.
E hoje, utilizamos tecnologias que tornam o pós-operatório muito mais confortável, sem tampões e sem silicone no nariz.
Na tomografia e na endoscopia, víamos um padrão inflamatório mais avançado, com pólipos e edema predominando na região central do nariz e dos seios da face.
Hoje sabemos que muitos pacientes com rinite alérgica crônica podem evoluir para esse tipo de inflamação, muito associada à doença inflamatória do tipo 2.
Por isso, atualmente não basta apenas dizer que o paciente tem sinusite ou pólipos.
Precisamos entender o padrão da doença para indicar uma cirurgia mais individualizada, tratar a inflamação de forma adequada e aumentar as chances desse paciente seguir respirando bem por muitos anos.