04/09/2025
Recentemente, estávamos meu marido, eu e nosso filho em uma lavanderia. Enquanto esperávamos as roupas, brincávamos com uma bola. Até que entrou um casal com um cachorro e o Mathias, que antes corria livre, precisou se restringir a um espaço menor. Ele não gostou e começou a reclamar.
Meu marido o pegou no colo e disse:
“Filho, preciso colocar limitizinhos em você, para que você não se perca na sua liberdade.”
Ele é formado em direito, mas se diz psicólogo honoris causa (e nessa hora ele realmente foi 😂). E, de fato, ele não poderia estar mais certo.
🌱 Uma criança precisa de limites para crescer para cima. Assim como uma planta precisa de um tutor que a direcione, caso contrário, ela se esparrama, cresce para os lados e perde a força de alcançar o alto.
Limite não é aprisionamento, é cuidado e direção.
A liberdade é uma esfera delicada: necessária para que possamos nos tornar seres autênticos, mas perigosa quando não encontra contorno. Se você poda demais uma planta, ela nunca chega ao seu potencial. Mas, se nunca a poda, ela se enfraquece e não consegue crescer para o alto.
E será que isso se aplica apenas às crianças? Eu diria que não.
👥 Nos relacionamentos, os limites também são fundamentais. Eles não são barreiras que afastam, mas bordas que sustentam. O excesso de liberdade pode sufocar, invadir e até agredir o espaço do outro.
💡 Pense no abraço: naquele momento somos cercados por limites — os braços do outro nos seguram, não podemos nos mover livremente. Mas é justamente nesse limite que encontramos o conforto, a segurança e a sensação de pertencimento.
O amor verdadeiro não teme os limites.
O amor sabe se conter para crescer ainda mais forte.
Katja Wirth
Psicóloga Clínica
Mestre em Neurociências