27/02/2025
Você já parou para pensar no impacto que um simples rótulo pode ter na vida de uma criança? Muitas vezes, sem intenção, usamos palavras para descrever nossos filhos que acabam moldando a forma como eles veem a si mesmos e o mundo ao redor.
Rótulos como “inteligente”, “calminho”, “teimoso” ou “preguiçoso” podem parecer inofensivos à primeira vista, mas carregam um peso que acompanha a criança ao longo da vida. Quando rotulamos uma criança como “inteligente”, por exemplo, podemos estar criando uma expectativa silenciosa de perfeição. Essa criança pode crescer com o medo de errar, de decepcionar os outros e de não estar à altura do que se espera dela. Cada passo em falso, cada falha, pode ser encarado como uma ameaça à sua identidade.
E os efeitos vão além. Um rótulo, mesmo que pareça positivo, pode restringir a possibilidade da criança de explorar novas possibilidades. O “inteligente” pode evitar desafios por medo de falhar, o “calminho” pode reprimir emoções para manter a imagem esperada, e assim por diante. Essas palavras, repetidas ao longo do tempo, podem criar barreiras invisíveis que limitam o potencial dos nossos filhos.
Então, o que podemos fazer? Ao invés de rotular, podemos encorajar. Ao invés de focar em uma qualidade específica, podemos valorizar o esforço, a perseverança e a coragem de tentar algo novo.
Elogiar o esforço, reconhecer as tentativas e apoiar o processo de aprendizagem são atitudes que promovem uma autoconfiança genuína e duradoura. Quando incentivamos nossos filhos a serem curiosos, resilientes e a não temerem o erro, estamos preparando-os para enfrentar a vida de forma mais leve e segura.
Lembre-se: mais do que elogiar, é fundamental encorajar. Vamos juntos criar um ambiente onde nossos filhos se sintam amados e aceitos pelo que são, e não apenas pelo que conseguem fazer. 🌱