29/07/2025
Lidar com a incerteza da morte é uma das experiências mais desafiadoras da existência humana.
Nos últimos dias, tenho vivido algo profundamente doloroso: meu cãozinho, companheiro há 12 anos, passou por uma cirurgia delicada e está internado na UTI veterinária. Ainda corre riscos, mas apresenta melhoras — dia após dia, resiste, luta, e me ensina.
Nesse processo, tenho experimentado um turbilhão de emoções: o medo constante de perdê-lo, a dor da ausência física, a esperança silenciosa, e, acima de tudo, o amor imenso e incondicional que só quem tem um animalzinho entende.
Os pets não são "só animais". Eles são parte da família, são presença, são afeto, são abrigo. Eles nos oferecem uma conexão pura, desinteressada, e muitas vezes mais sincera do que encontramos em muitas relações humanas.
Essa vivência tem me feito refletir sobre como a finitude é um tema que evitamos encarar — até que ela se aproxima. E como o amor também pode nos deixar vulneráveis, mas nunca fracos. Amar é estar disposto a sofrer, mas também é o que dá sentido à vida.
Se você também já passou ou está passando por algo semelhante, saiba que sua dor é legítima. Não existe "exagero" quando se trata de amor verdadeiro.
Cuidar é um ato de presença. E mesmo em meio à incerteza, sigo aqui: com ele no coração, torcendo pela vida, acolhendo o que vier, e aprendendo com essa travessia.