30/03/2026
A Kali fisgou um dos maiores nomes da imagem cardiovascular do Brasil, o Dr. Ibraim M. F. Pinto, para trocar uma rápida ideia sobre mais esse grande estudo apresentado no ACC26!
O FAST III saiu do forno e promete mudar a nossa rotina na sala de hemodinâmica.
A lógica é simples: avaliar lesões coronarianas intermediárias (30-80%) sempre foi sinônimo de FFR tradicional. O problema? Exige fio guia de pressão, adenosina, tempo e paciência.
O FAST III veio para testar o vFFR (vessel fractional flow reserve), que é uma técnica baseada em angiografia quantitativa 3D, sem fio e sem hiperemia, batendo de frente com o padrão-ouro FFR convencional.
Foram mais de 2.200 pacientes randomizados. O resultado? O vFFR foi cravado como não-inferior ao FFR no desfecho primário (morte, IAM ou revascularização em 1 ano), batendo 7,5% em ambos os grupos.
Mas o pulo do gato está na praticidade do dia a dia: o vFFR reduziu o tempo de procedimento (55,8 vs 60,9 min) e, de quebra, entregou menos complicações intraprocedimento (3,7% vs 6,0%).
Na prática, o que isso signif**a para nós? Estamos caminhando a passos largos para uma avaliação fisiológica menos invasiva, mais rápida e igualmente segura. É a tecnologia simplif**ando a tomada de decisão sem perder o rigor científico. Menos complicação, menos tempo de sala e o mesmo desfecho clínico.
Você acha que o vFFR vai aposentar o FFR de vez no seu serviço ou a velha guarda ainda vai resistir? Conta aqui embaixo! 👇