10/10/2025
As dificuldades de uma vida adulta.
Enxergar as fragilidades nas pessoas que ocupavam as posições heroínas na sua história.
Heróis da vida real, aqueles que você encontrou proteção, força, detentores de muitos saberes, posições de ensinamentos, beijos curativos, colos revigorantes…
E quando você se depara com uma vida adulta, PLOFT!
Começa enxergar birras, teimosias, dificuldades de aprender algo novo (e não é tecnológico), facilidades em cair em golpes e fragilidades. Você está enxergando, mas tem uma criança no adulto que se recusa e nega em qualquer oportunidade e são muitas.
Para mim, com 33 anos caminhando para os 34 tem sido uma das coisas mais difíceis da minha vida adulta. Me deparar com a velhice dos meus pais, mas não só eles.
A velhice das minhas avós, cada uma da sua forma sempre foram referência de mulheres fortes, corajosas e determinadas. Hoje, frágeis e dependentes.
A velhice escancarando um desamparo, difícil saber se estou falando do meu ou delas. A cada dia que passa, acredito que é um misto de todos. Afinal, a cada dia vou me (re)conhecendo ainda mais nessas mulheres. Corajosas, fortes, determinadas e desamparadas.
Não falo de um desamparo físico, esse não. Elas e eu somos cuidadas. É algo além, um lugar difícil das palavras acessarem e fácil do sentir acampar.
“Fia, comprei uma plantinha para você colocar no consultório…”
E lá está. Enfeitando a sala e um toque de vó materna.
“Olha, está bonito. É o consultório dela?”
Em uma chamada de vídeo, fiz questão de mostrar o consultório para minha vó paterna.
Entre lágrimas, perguntas sem respostas, realidade e fragilidades, seguimos!