Grupo Reinserir Psicologia

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01/01/2026

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É possível observar na aparição de um comportamento inseguro ou reativo, que diz respeito à tentativa de autopreservação...
29/12/2025

É possível observar na aparição de um comportamento inseguro ou reativo, que diz respeito à tentativa de autopreservação da criança.

Além de sentimentos de menos valia ou baixa autoestima. Tanto o isolamento quanto a dedicação exacerbada na performance social podem ser sinais de sofrimento.

Já na primeira infância é possível fornecer ferramentas para que uma criança reconheça e nomeie suas emoções e por consequência seu sofrimento. A leitura de livros infantis como o “Amoras” do Emicida pode ser uma intervenção interessante. É fundamental ter uma relação de acolhimento com a criança para que ela possa, mesmo em meio a uma comunicação ainda em desenvolvimento, contar aos seus responsáveis qualquer violência sofrida.

Em crianças pequenas a agressividade ou a ausência de interação social são dados importantes de que algo carece de mais atenção; aí é fundamental fazer uma leitura de todo o ambiente em torno daquela criança para compreender o que pode estar produzindo sofrimento.

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Descrição da imagem: Ilustração de uma criança preta sentada, abraçando os joelhos, com expressão triste e retraída. Título da imagem: "Racismo estrutural e seus impactos psicológicos na infância", em um fundo suave, transmitindo vulnerabilidade, silêncio e sofrimento emocional. Logo do Grupo Reinserir no canto inferior.



Hoje, quando você entrou pela porta, havia algo diferente.Não era um sorriso amplo, nem uma mudança brusca, era um detal...
26/12/2025

Hoje, quando você entrou pela porta, havia algo diferente.

Não era um sorriso amplo, nem uma mudança brusca, era um detalhe, um movimento sutil, quase imperceptível para quem não sabe ver.

Mas eu vi.

Vi o jeito como seus ombros estavam menos curvados, como se o corpo tivesse finalmente lembrado que não precisa mais se encolher para sobreviver ao que te machucava.

Vi o olhar que não desviou tão rápido, como se permitisse pela primeira vez, em muito tempo, ocupar o próprio espaço.
Vi um fio de luz onde, semanas atrás, só havia o peso de uma relação que te deixou pequeno.

E ali, no meio da frase que você interrompeu para respirar, eu percebi: você está voltando.

Voltando para o seu centro.
Voltando para o que faz sentido.
Voltando para si.

É real: você está voltando pra você.

E isso não acontece de um dia pro outro, nem vem com trilha sonora de superação.
É devagar, meio torto, meio desconfiado.

Hoje, enquanto você falava, eu não pensei em vitória; pensei em respiro.
É duro.

A clínica coloca a gente diante de violências que se repetem
Mas também é bonito.

Bonito te ver retomando espaço, recuperando a voz, reconstruindo a vida depois do que te feriu.

Bonito perceber que você respira um pouco mais fundo, fala um pouco mais firme.
No fim, acompanhar processos assim é estar entre duas forças: a violência que você atravessou e a coragem que você mobiliza para seguir.

E isso exige muito de mim também.

Mas é justamente nesse intervalo, entre o que te machucou e o que você cria de novo, que eu vejo o sentido do trabalho.

E, ainda que doa às vezes, é nesse lugar que eu escolho permanecer com você, na parte possível, no tempo que for.

E lembre,
Você é gigante.

Imagem: pinterest

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Descrição da imagem: Ilustração minimalista de uma pessoa olhando para o próprio reflexo no espelho. No topo, a frase “Depois do medo, o mundo” acompanhada do logotipo do Grupo Reinserir, transmitindo reflexão, coragem e autoconhecimento.

Em uma cultura obcecada por performance, aprender como é possível dormir com qualidade se torna um ato de resistência e ...
19/12/2025

Em uma cultura obcecada por performance, aprender como é possível dormir com qualidade se torna um ato de resistência e saúde.

Os rituais noturnos são hábitos que podem trazer benefícios inesperados, enquanto outros podem representar um sinal de alerta.

Discutimos as manias do sono nesta matéria exclusiva, em parceria com o Metrópoles Saúde.
Obrigada, , pela parceria e contribuições ✨

Link da matéria:
https://www.metropoles.com/saude/manias-do-sono-rituais-para-dormir Manias do sono: entenda por que as pessoas têm rituais para dormir

São Paulo enfrenta sua maior insegurança energética da história recente, com inúmeros momentos de falta de energia e dem...
17/12/2025

São Paulo enfrenta sua maior insegurança energética da história recente, com inúmeros momentos de falta de energia e demora na resolução do problema, impactando milhares de famílias que pouco podem fazer além de esperar e rezar para não perder o pouco que tem, seja sua televisão, seu microondas ou a mistura que acabou de comprar para passar o resto da semana.

É um estado que há décadas falha no princípio básico da dignidade humana. Como se não bastasse milhares de famílias sem acesso a saneamento básico e moradia digna, vendem sua obrigação para quem além do despreparo, não tem apreço a vida. O que Prefeitura, Governo do Estado e Enel fazem vão além da incompetência. Beira o sadismo.

E a quem não atribui esse caos interminável a privatização f**a o questionamento:

O que seria mais provável: você ver um caminhão da Enel em frente a sua casa após mais uma queda de energia ou depois de um mês de atraso na conta de luz?

em “homem esperando as coisas passarem”

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Descrição da imagem: Ilustração de tom sombrio e surreal mostra uma figura humana magra e abatida diante de uma estrutura industrial, com cores rosadas e escuras, simbolizando sofrimento e esvaziamento. No topo, o texto critica a privatização como um “presente de Natal” que leva a um final de ano no escuro, com assinatura do Grupo Reinserir.

Em uma cultura obcecada por performance, aprender como é possível dormir com qualidade se torna um ato de resistência e ...
16/12/2025

Em uma cultura obcecada por performance, aprender como é possível dormir com qualidade se torna um ato de resistência e saúde.

Os rituais noturnos são hábitos que podem trazer benefícios inesperados, enquanto outros podem representar um sinal de alerta.

Discutimos as manias do sono nesta matéria exclusiva, em parceria com o Metrópoles Saúde.

Confira o texto completo no link:

De dormir com a televisão ligada até usar cobertor mesmo no calor, muitas pessoas praticam rituais diários para pegar no sono e dormir bem

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15/12/2025

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fim do nosso grupo de acolhimento lgbt+ 💝aqui tem carinho!
13/12/2025

fim do nosso grupo de acolhimento lgbt+ 💝
aqui tem carinho!

Bloqueadores hormonais são uma ferramenta importante para que crianças e adolescentes trans possam viver com segurança e...
08/12/2025

Bloqueadores hormonais são uma ferramenta importante para que crianças e adolescentes trans possam viver com segurança e se reconhecer no próprio corpo. Eles oferecem a possibilidade de explorar a própria identidade sem que alterações irreversíveis da puberdade interfiram nesse processo, proporcionando mais tempo e espaço para reflexão e para decisões sobre o próprio desenvolvimento, dentro de um acompanhamento médico e psicológico ético.

O uso desses bloqueadores pode estar associado a experiências de maior conforto com o corpo e com a própria identidade. Jovens que têm acesso a esse cuidado relatam maior clareza sobre si mesmos e sobre como se apresentam ao mundo, além de mais liberdade para se expressar de forma autêntica junto à família e aos amigos. O bloqueio temporário de mudanças corporais permite observar o próprio corpo e as próprias escolhas sem pressões externas.

Muitos dos receios que circulam sobre o uso de bloqueadores são baseados em mitos. Não há evidência de que eles confundam a identidade ou determinem decisões precipitadas sobre a transição. Em vez de riscos, podem oferecer um espaço de reflexão, em que o acompanhamento contínuo busca ouvir, compreender e apoiar o jovem.

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Descrição da imagem: Imagem com três jovens sorrindo enquanto seguram a bandeira trans. Acima, há o título “Juventude trans: a importância dos bloqueadores hormonais na construção da identidade”. No canto inferior direito, aparece o logo do Grupo Reinserir.

ontem rolou nossa última formação do ano, já são anos onde os nossos esforços seguem e continuará seguindo em prol de co...
07/12/2025

ontem rolou nossa última formação do ano, já são anos onde os nossos esforços seguem e continuará seguindo em prol de construir uma psicologia crítica, popular e carinhosa! 💝

Existe uma frase que atravessa gerações nas periferias: “o dinheiro do pobre não é só dele”. Ela não é metáfora. É um di...
05/12/2025

Existe uma frase que atravessa gerações nas periferias: “o dinheiro do pobre não é só dele”. Ela não é metáfora. É um diagnóstico social.

Para quem nasce sem rede de proteção, cada conquista individual vira uma responsabilidade coletiva. Não é apenas ganhar dinheiro: é sustentar mãe, irmão, sobrinho, quem perdeu o emprego, quem adoeceu, quem não conseguiu pagar o aluguel. O pobre não escolhe compartilhar, ele é convocado. Existe um imperativo moral silencioso, construído pelo afeto, pela falta de alternativas e pela consciência de que, se você virar as costas, alguém seu passa fome.
Isso cria um paradoxo cruel.

Enquanto a classe média e a elite podem direcionar seu dinheiro para conforto, lazer, planos de longo prazo, cursos, viagens e investimentos, o pobre vive num estado de emergência permanente. O dinheiro que ele ganha chega ao destino carregado de obrigações invisíveis e muitas vezes urgentes.
A autonomia financeira, tão celebrada em discursos de autoajuda, é um direito de poucos.

Ainda assim, há algo profundamente humano nesse movimento. Compartilhar, nessas condições, não é só peso, é também o modo como as pessoas garantem que ninguém enfrente a precariedade completamente sozinha. É a construção de uma rede que existe apesar do Estado.

Mas é preciso dizer com todas as letras: a solidariedade entre pobres não deveria ser um substituto para políticas públicas que falham. Não é natural que uma pessoa carregue, sozinha, demandas que deveriam ser garantias sociais.

E é justamente aí que esse tema nos atravessa: não para romantizar a sobrevivência coletiva, mas para lembrar que ela nasce da ausência, daquilo que falta, do que foi negado, do que deveria ser direito.

O problema nunca foi o pobre dividir o que tem. O problema é que ele precisa fazer isso para que o básico aconteça. E enquanto isso não mudar, continuaremos pedindo sacrifício a quem já vive no limite.

No podcast, por volta de 1h05min, Djonga e Mano Brown falam sobre como, para quem vem da periferia, sucesso nunca é só individual: é responsabilidade coletiva. Enquanto alguns explodem e investem só neles, o pobre precisa levar todo mundo junto. A grana chega, mas já vem comprometida, vira sustento, apoio, rede. Por isso “o dinheiro do pobre não é só dele”: cada vitória é dividida antes mesmo de acontecer.

Link do podcast:
https://open.spotify.com/episode/3HMYP3BnWpfmPWIrWLi77i?si=6L0-LhjZS-qJVlxKk2-YqQ&t=4374&pi=svVZVoGeQT6mO

Imagem: Pinterest

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Descrição da imagem: Imagem com fundo em tons de amarelo e vermelho, mostrando uma mulher de costas carregando um bebê nas costas com um pano colorido. À esquerda, aparece uma comunidade urbana em preto e branco ocupando um morro. Na parte inferior, há um retângulo amarelo com o texto: “O dinheiro do pobre nunca é só dele”: sobre sobrevivência e solidariedade forçada, acompanhado do logo do Grupo Reinserir.

O final do ano é sinônimo de finais de campeonatos e jogos decisivos. Para muitos torcedores, essa época faz a ansiedade...
03/12/2025

O final do ano é sinônimo de finais de campeonatos e jogos decisivos. Para muitos torcedores, essa época faz a ansiedade disparar, transformando o lazer em desconforto.

Falamos um pouco sobre o que isso signif**a nesta matéria do , com participação da nossa psicóloga parceira 💝

Você pode conferir o texto completo e já saber como se preparar para o próximo jogo aqui:

Com a proximidade das fases decisivas nos campeonatos nacionais, é importante entender e controlar a ansiedade antes de duelos importantes

Endereço

Rua Barão De Itapetininga, Número 273, 10° Andar, Sala 01, Bairro República
São Paulo, SP
01042-913

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Terça-feira 07:00 - 22:00
Quarta-feira 07:00 - 22:00
Quinta-feira 07:00 - 22:00
Sexta-feira 07:00 - 22:00
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Categoria

Unidos por uma saúde mental popular

Historicamente, a noção de saúde mental foi construída a partir de uma perspectiva de normatização e adequação das pessoas, isso priorizando as necessidades de produção da sociedade que vivemos. Nesse processo, àqueles marginalizados pela sociedade coube o lugar da loucura, da exclusão, do cárcere, e àqueles que detém o poder coube o investimento em bem-estar social e privado. É nesse sentido que o Grupo Reinserir tem como princípio a transgressão dessa lógica, a partir da clínica social, que busca democratizar o acesso da classe trabalhadora, LGBTs, Negros e Negras, ao cuidado e saúde mental, contando com profissionais que negociam valores junto com seus pacientes, que incentivam a apropriação do espaço clínico a seu favor.

Aqui no Reinserir, entendemos que o processo de saúde mental tem sido compreendido com um olhar médico e alienado da história de vida do sujeito, que o culpabiliza e produz ainda mais sofrimento. Por isso, temos como proposta romper com esses olhares reducionistas, construindo um espaço seguro de fala, troca e conhecimento, que fortaleça os sujeitos em seus processos de mudança. Para isso é necessário repolitizar a saúde mental, sendo o sofrimento produzido de maneira coletiva e social, a resposta a ele também deve ser.

Bem-vindes!