02/06/2026
35 anos...
E o tempo passa. O tempo é rei. Sem pedir licença, ele dita o ritmo de tudo: o tempo do plantio, o tempo das turbulências e também o tempo das colheitas.
Às vezes, ele parece impiedoso. Em outras, acolhedor. Porque, por mais que você duvide dos caminhos que escolheu ou dos rumos que a vida tomou, o tempo chega e mostra que algumas respostas só podem ser compreendidas com paciência. Ele nos ensina que nem tudo precisa ser entendido imediatamente.
Se a Jéssica criança aquela menina tímida e inibida, pudesse olhar para a mulher que se tornou, provavelmente f**aria surpresa. Jamais imaginaria tantas aventuras, tantos recomeços, tantas experiências capazes de transformar seu olhar sobre o mundo. Não imaginaria quantas vezes suas certezas absolutas seriam questionadas, nem a quantidade de aprendizados que surgiriam justamente dos momentos mais difíceis.
Ela não conseguiria prever a sua capacidade de se reinventar diante dos desafios que a vida apresentou. E, com certeza, se orgulharia da mulher que é hoje: das conquistas que alcançou, da coragem que desenvolveu e da forma mais ampla, humana e sensível com que passou a enxergar a vida.
Aos 35, talvez a maior conquista não seja ter todas as respostas, mas compreender que a transformação faz parte do caminho e que cada fase teve seu propósito. O tempo, afinal, continua sendo rei. E, mesmo quando não entendemos seus movimentos, ele segue nos conduzindo para onde precisamos estar.