19/05/2022
Nesta semana, aconteceram 3 datas super importantes: segunda, dia 16 de maio, foi dia do gari, da trabalhadora e trabalhador de limpeza urbana, das varredeiras! Na terça, dia 17 de maio, dia internacional contra a LGBTfobia. E ontem, dia 18 de maio, dia da Luta Antimanicomial.
Difícil aglomerar todas estas lutas num único post, né? Nem caberia também! Mas entre elas há algo em comum: dar visibilidade às pautas e lutas que são silenciadas todos os dias.
No caso das varredeiras, trabalhadores de limpeza urbana, garis, todos os dias eles são “confundidos” como lixeiros, até como lixos (Corre lá, o lixo está passando). O lixo é o instrumento de trabalho deles, não são eles! Essa inversão discursiva diminui toda uma pessoa a um produto, que, convenhamos, é rejeitado pela sociedade.
Já a escolha do dia 17 de maio como o dia internacional contra a LGBTfobia foi baseada em outra “produção discursiva”: foi o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homofobia da lista da Classif**ação Internacional das Doenças (1990). Pois é, instituições que supostamente promovem “saúde”, também reproduzem discursos que patologizam as formas de ser, desejar e amar.
E por fim, mas só aqui neste post, dia 18 de maio é o dia da Luta Antimanicomial que, pra mim, faz consonância com a despatologização das formas de ser, estar, desejar e amar no mundo. Dia em que trabalhadores da saúde mental em pleno processo de redemocratização do país pós ditadura militar (1987), fizeram o “Manifesto de Bauru”, que dentre os lemas estava: por uma sociedade sem manicômios. “O Movimento Antimanicomial faz lembrar que, como qualquer cidadão, pessoas com transtornos mentais, têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direito a receber cuidado e tratamento, sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.”
Bom, estamos vendo por aqui que são vários discursos sociais que existem e é importante reconhecer estes discursos de apagamento ou de anulação de quem se é e de quem se ama. Há uma tentativa grande de encaixar as pessoas em caixinhas, que geram exclusão social, exclusão afetiva, exclusão material e exclusão simbólica. Por isso, mais do que nunca a gente deve estar atendo ao que se diz e não diz por aí. Só uma sociedade com mais liberdade pra ser, estar, amar e sofrer como quiser e puder, será mais livre e democrática.
Se quiser saber e conversar mais:
https://bvsms.saude.gov.br/18-5-dia-nacional-da-luta-antimanicomial-3/
https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/18-maio-dia-luta-antimanicomialoficial
Vamos tomar um chá ou uma cerveja