Marcia Britto de Macedo Soares - Médica Psiquiatra

Marcia Britto de Macedo Soares - Médica Psiquiatra Consultório Médico - Psiquiatria - CRM: 62264-SP / RQE 78546
Estudou na Faculdade de Medicina-USP,

O tratamento do transtorno bipolar na terceira idade exige cuidados específicos — e estudos recentes ajudam a compreende...
06/03/2026

O tratamento do transtorno bipolar na terceira idade exige cuidados específicos — e estudos recentes ajudam a compreender melhor o papel dos anticonvulsivantes nesse contexto.

O transtorno bipolar também pode estar presente em idade avançada, situação frequentemente chamada na literatura de transtorno bipolar em idade avançada (older age bipolar disorder), geralmente definida em pacientes com 50 anos ou mais. Nessa fase da vida, é comum haver maior presença de doenças clínicas e maior sensibilidade aos efeitos colaterais dos medicamentos.

Um grande estudo internacional do projeto Global Aging and Geriatric Experiments in Bipolar Disorder (GAGE-BD) analisou dados de 2.691 pessoas com transtorno bipolar de diferentes países, comparando o uso de anticonvulsivantes entre pacientes mais jovens e aqueles com mais de 50 anos.

Os resultados mostraram que cerca de um terço dos participantes (34,4%) utilizava anticonvulsivantes, e a frequência de prescrição foi semelhante entre os grupos etários. O valproato foi o anticonvulsivante mais utilizado.

Entre os pacientes mais velhos que faziam uso desses medicamentos, observaram-se algumas características clínicas com maior frequência: menor uso de lítio, maior uso de antidepressivos, maior ocorrência de ciclos rápidos de humor, maior número de episódios ao longo da vida e maior presença de comorbidades cardiovasculares.

Esses achados indicam que os anticonvulsivantes continuam sendo uma parte importante do tratamento do transtorno bipolar também na terceira idade, reforçando a importância de uma avaliação clínica individualizada, que considere o histórico da doença, a presença de outras condições médicas e possíveis interações medicamentosas.

Referência
Bodenstein KC, Lesage M, Lavin P, Schouws S, Orhan M, Beunders A, et al. Anticonvulsant use in older age bipolar disorder in a global sample from the Global Aging and Geriatric Experiments in Bipolar Disorder Project. Can J Psychiatry. 2025. doi:10.1177/07067437251372190.

Dra. Marcia B. Macedo Soares
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Transtornos mentais podem ter raízes biológicas em comumUm estudo internacional publicado na Nature, intitulado “Mapping...
04/03/2026

Transtornos mentais podem ter raízes biológicas em comum

Um estudo internacional publicado na Nature, intitulado “Mapping the genetic landscape across 14 psychiatric disorders”, analisou dados genéticos de mais de 1 milhão de pessoas com 14 transtornos psiquiátricos — incluindo esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e TDAH.

O objetivo foi investigar o quanto essas condições compartilham bases genéticas.

Os pesquisadores identif**aram cinco grandes fatores genéticos subjacentes que explicam cerca de dois terços da variabilidade genética comum associada a esses transtornos. Ao todo, foram mapeadas 238 regiões do genoma com efeitos pleiotrópicos — ou seja, regiões que influenciam mais de um diagnóstico ao mesmo tempo.

Dois agrupamentos chamaram atenção:

* Um que reúne esquizofrenia e transtorno bipolar, com maior envolvimento de genes expressos em neurônios excitatórios.
* Outro que inclui depressão, ansiedade e TEPT, associado a processos envolvendo células da glia, especialmente oligodendrócitos, relacionados à mielinização e à comunicação neural.

Além disso, parte do risco genético compartilhado entre os 14 transtornos esteve ligada a processos biológicos amplos, como a regulação da expressão gênica.

Esses achados reforçam a ideia de que os diagnósticos psiquiátricos não são completamente independentes do ponto de vista biológico. Compreender essas bases pode contribuir para uma psiquiatria mais alinhada à neurobiologia, considerando padrões de comorbidade e mecanismos cerebrais comuns — e não apenas categorias diagnósticas isoladas.

Referência
GROTZINGER, A. D. et al. Mapping the genetic landscape across 14 psychiatric disorders. Nature, v. 649, p. 406–415, 2026.

Dra. Marcia B. Macedo Soares
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Por que alguns adolescentes podem apresentar comportamento agressivo e o que isso pode indicar sobre a saúde mental dos ...
26/02/2026

Por que alguns adolescentes podem apresentar comportamento agressivo e o que isso pode indicar sobre a saúde mental dos jovens?

A agressividade na adolescência não é apenas “rebeldia”. O estudo realizado por Hoof et al (2009) descreveu que jovens mais agressivos também apresentaram mais sintomas depressivos, estresse, solidão, baixa autoestima e menor empatia.

Além disso, tiveram mais conflitos familiares e menor envolvimento escolar, indicando que a agressividade pode estar ligada a dificuldades emocionais e de adaptação.

A agressividade não está relacionada apenas à exclusão social dos adolescentes. No estudo realizado por Estevez et al (2018), jovens com posição de destaque entre os colegas também podem apresentar agressividade, influenciados pelas dinâmicas de poder e pertencimento dentro do grupo.

No contexto clínico, a avaliação desses jovens deve considerar fatores emocionais, familiares e comportamentais, e não apenas a manifestação superficial de agressão.

Para interromper ciclos de violência, é necessário estimular a responsabilização por seus atos e oferecer apoio em saúde mental para prevenir o agravamento do comportamento violento ao longo da vida.

Referências
HOFF, Kathryn E.; REESE-WEBER, Marla; SCHNEIDER, W. Joel; STAGG, Jonathan W. The association between high status positions and aggressive behavior in early adolescence. Journal of Social Psychology, [S.l.], v. 149, n. 5, p. 579–598, 2009. DOI: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19808122/

ESTÉVEZ, Estefanía; JIMÉNEZ, Teresa I.; MORENO, David. Aggressive behavior in adolescence as a predictor of personal, family, and school adjustment problems. Psicothema, Oviedo, v. 30, n. 1, p. 66–73, 2018. DOI: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29363473/

Dra. Marcia B. Macedo Soares
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Manter uma rotina é um desafio. Para quem convive com o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), essa questão é ainda mais rele...
24/02/2026

Manter uma rotina é um desafio. Para quem convive com o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), essa questão é ainda mais relevante — e há razões clínicas e neurobiológicas para isso.

No TAB, os ritmos biológicos e sociais tendem a ser menos estáveis, especialmente o ciclo sono-vigília. Essas alterações não são apenas consequências dos episódios de humor; elas também podem atuar como fatores que aumentam a vulnerabilidade a recaídas.

A quebras nos ritmos sociais (como horários de sono e despertar, refeições, trabalho, atividades físicas, contatos sociais) pode desorganizar os ritmos biológicos internos e precipitar novos episódios de mania ou depressão.

A Terapia Interpessoal e do Ritmo Social (Interpersonal and Social Rhythm Therapy – IPSRT), desenvolvida por Ellen Frank e colaboradores, parte justamente dessa observação. Essa abordagem terapêutica demonstrou que maior irregularidade da rotina está associada a maior instabilidade do humor, o que reforça a importância de manter horários mais previsíveis no dia a dia como estratégia de prevenção de recaídas.

Nas fases de mania ou hipomania, é comum haver excesso de energia, redução da necessidade de sono e impulsividade, o que tende a desorganizar horários. Já nos episódios depressivos, a fadiga, a lentif**ação psicomotora e a perda de motivação podem dificultar manter tarefas simples de forma regular. Essas oscilações contribuem para ciclos de desorganização que aumentam o risco de novos episódios.

Por isso, intervenções que favorecem a regularidade dos ritmos diários são fundamentais. Ferramentas como agendas, planners semanais, divisão de tarefas em etapas menores, monitoramento do sono, do humor e dos horários de atividades, ajudam a reduzir a sobrecarga e permitem ajustes precoces.

A psicoterapia tem papel central nesse processo, especialmente quando integrada ao cuidado medicamentoso. O objetivo é construir uma estrutura possível que respeite as limitações de cada fase do transtorno e favoreça maior estabilidade emocional ao longo do tempo.

Referência:
Frank E, et al. doi:10.1001/archpsyc.62.9.996.

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Entre as forças de caráter descritas pela Psicologia Positiva, a apreciação da beleza e da excelência ocupa um lugar esp...
19/02/2026

Entre as forças de caráter descritas pela Psicologia Positiva, a apreciação da beleza e da excelência ocupa um lugar especial. Ela se refere à capacidade humana de perceber, se emocionar e se impactar diante do que é belo, do que é bem feito e do que é moralmente elevado.

Essa força não se limita à arte ou à natureza. Ela também se manifesta quando admiramos a excelência humana, a maestria em uma tarefa, ou quando nos comovemos com gestos de coragem, integridade e cuidado.

Emoções como admiração, assombro e elevação fazem parte dessa experiência e têm a função de ampliar o olhar e deslocar o sujeito para além de si mesmo.

No modelo de forças e virtudes, essa é uma força de caráter associada à virtude da transcendência — virtude que reúne capacidades psicológicas que conectam o indivíduo a valores, signif**ados e experiências que ultrapassam o imediatismo do eu.

Quando essa força está presente, a vida psíquica ganha profundidade. O cotidiano deixa de ser apenas funcional e passa a conter momentos de encontro, sentido e ampliação da experiência. Não se trata de eliminar o sofrimento ou buscar estados elevados constantes, mas de manter vivo o acesso ao que nos toca e nos humaniza.

Cuidar da saúde mental também envolve cultivar essa força de caráter. Uma vida sem admiração pode continuar produtiva, mas tende a se tornar empobrecida; uma vida em que ainda é possível se comover costuma ser mais habitável, mais signif**ativa — e mais humana.

Referências
Peterson C, Seligman MEP. Character strengths and virtues: A handbook and classif**ation. New York: Oxford University Press; 2004.
Seligman MEP. Flourish: A visionary new understanding of happiness and well-being. New York: Free Press; 2011.
Haidt J. Elevation and the positive psychology of morality. J Posit Psychol. 2003;1(2):79–91.
Maslow AH. Religions, values, and peak-experiences. Columbus: Ohio State University Press; 1964.
Kant I. Crítica da faculdade do juízo. 1790.

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Um estudo populacional sueco, com mais de 227 mil pessoas diagnosticadas com transtorno por uso de álcool, trouxe um ach...
12/02/2026

Um estudo populacional sueco, com mais de 227 mil pessoas diagnosticadas com transtorno por uso de álcool, trouxe um achado que merece atenção.

Aquelas que utilizaram agonistas do receptor de GLP-1, medicações prescritas para diabetes e obesidade, apresentaram uma redução signif**ativa nas hospitalizações relacionadas ao uso de álcool durante os períodos em que estavam em tratamento.

Entre os fármacos incluídos na análise estavam liraglutida, semaglutida, dulaglutida e exenatida. A maior parte dos indivíduos estava em uso de liraglutida e semaglutida no período do estudo.

Esses resultados reforçam a hipótese de que os agonistas do GLP-1 atuam não apenas na regulação do apetite, mas também em circuitos centrais de recompensa e compulsão.

Os dados chamam ainda mais atenção quando consideramos que os tratamentos atualmente aprovados para o transtorno por uso de álcool apresentam, em média, efeitos modestos, especialmente em desfechos mais graves.

Como todo estudo observacional, não é possível afirmar causalidade. Ainda assim, os achados abrem espaço para uma pergunta importante: será que os agonistas de GLP-1 podem se tornar uma nova ferramenta no tratamento do transtorno por uso de álcool?

Ensaios clínicos randomizados serão fundamentais para responder essa questão.

Referência
Manthey J et al. Glucagon-like peptide-1 receptor agonists and risk of alcohol-related hospitalisation: a nationwide population-based study. Addiction. 2024;119(2):310–319. doi:10.1111/add.16321.

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A humildade é uma virtude muitas vezes mal compreendida e associada à fraqueza ou falta de autoestima. Na prática, porém...
10/02/2026

A humildade é uma virtude muitas vezes mal compreendida e associada à fraqueza ou falta de autoestima. Na prática, porém, ela não diz respeito a se diminuir, mas à capacidade de se olhar com honestidade e realismo.

Ser humilde é reconhecer qualidades e limites ao mesmo tempo, aceitar que não sabemos tudo, que erramos e que estamos em constante aprendizado. Pessoas humildes não precisam sustentar uma imagem de perfeição ou controle absoluto, o que traz mais leveza para a vida emocional e para as relações.

No cuidado com a saúde mental, a humildade tem papel central. Parte do sofrimento se intensif**a quando alguém acredita que precisa dar conta de tudo sozinho ou vive o pedido de ajuda como fracasso. Reconhecer dificuldades e buscar apoio, seja de pessoas próximas ou de um profissional, costuma marcar o início de mudanças importantes.

A humildade também favorece a escuta de diferentes pontos de vista, a curiosidade sobre si mesmo e a disposição para aprender com as próprias experiências, inclusive as difíceis. Ela permite integrar erros e acertos com menos julgamento e perceber que ninguém constrói sua trajetória sozinho.

Cultivar a humildade não signif**a abrir mão da autonomia ou da confiança em si. Ao contrário, fortalece a autoestima ao reduzir a necessidade de provar valor o tempo todo. Trata-se de uma prática cotidiana de escuta, aprendizado e aceitação da própria humanidade — e é nesse espaço mais honesto que o crescimento emocional se torna possível.

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Com o passar dos anos, o corpo muda, o ritmo se transforma e novas necessidades surgem. Mas até que ponto a idade, por s...
05/02/2026

Com o passar dos anos, o corpo muda, o ritmo se transforma e novas necessidades surgem. Mas até que ponto a idade, por si só, define limites? Mais do que um número, o envelhecimento é uma experiência — e a forma como nos relacionamos com ela faz toda a diferença.

O conceito NOLT (New Older Living Trend) propõe um novo olhar sobre essa fase da vida, valorizando autonomia, bem-estar e qualidade de vida a partir dos 60 anos. A ideia central é simples e potente: envelhecer não precisa estar associado à perda, ao isolamento ou à inatividade.

Essa abordagem convida a repensar espaços, serviços, relações e atitudes, considerando não apenas as transformações naturais do corpo, mas também o desejo de continuar vivendo com propósito, conforto e vitalidade. Nesse contexto, o envelhecimento deixa de ser um processo de restrição e passa a ser uma etapa de adaptação consciente.

Mais do que um processo biológico, envelhecer é também uma construção emocional, social e cultural. O NOLT propõe viver essa fase com liberdade, criatividade e presença — reconhecendo limites sem reduzir possibilidades. Envelhecer bem é, sobretudo, construir uma relação mais gentil, ativa e saudável com o próprio corpo e com a própria história.

A pergunta que f**a é: que tipo de relação você tem cultivado com o seu próprio envelhecer?

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Uma revisão publicada no JAMA Internal Medicine avaliou o uso contínuo de benzodiazepínicos e hipnóticos no tratamento d...
03/02/2026

Uma revisão publicada no JAMA Internal Medicine avaliou o uso contínuo de benzodiazepínicos e hipnóticos no tratamento da insônia e identificou aumento do risco de dependência, prejuízo cognitivo, quedas e acidentes, especialmente quando o uso ultrapassa quatro semanas.

Embora ef**azes no curto prazo, esses medicamentos podem comprometer a qualidade do sono e a autonomia funcional quando utilizados de forma prolongada.

Isso não signif**a abolir o uso de medicamentos para dormir, mas adotar um olhar crítico e responsável sobre sua prescrição e duração. A automedicação representa um risco relevante, especialmente para a saúde cognitiva. O uso desses fármacos deve ser criterioso, individualizado e sempre acompanhado por um profissional de saúde.

Referência
Glass J, Lanctôt KL, Herrmann N, Sproule BA, Busto UE. Sedative hypnotics in older people with insomnia: meta-analysis of risks and benefits. JAMA Intern Med. 2005;165(11):1217–1224. doi:10.1001/archinte.165.11.1217.

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Quando pensamentos acelerados e uma sensação constante de urgência impedem o repouso, mesmo com o corpo exausto, é impor...
29/01/2026

Quando pensamentos acelerados e uma sensação constante de urgência impedem o repouso, mesmo com o corpo exausto, é importante ligar o alerta. Alterações do sono estão entre os sinais mais ignorados do transtorno bipolar.

Não se trata apenas de insônia, mas de uma dificuldade real de desacelerar o ritmo mental na hora de dormir, com redução da necessidade de sono ou sensação de não precisar descansar.

Somam-se a isso mudanças bruscas de disposição, irritabilidade sem causa clara e períodos de criatividade ou produtividade intensas que alternam com fases de desânimo profundo, apatia ou lentif**ação.

Muitas pessoas acabam normalizando esses ciclos, interpretando-os como traços de personalidade ou fases da vida, quando, na verdade, podem indicar um transtorno do humor que merece avaliação e cuidado adequados.

Reconhecer esses sinais precocemente é fundamental. Ao se identif**ar com esse padrão, buscar auxílio profissional é um passo importante para diagnóstico correto e tratamento individualizado.

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Ouvir música pode reduzir o risco de Alzheimer e outras demências?Você tem parado para ouvir músicas e artistas de que g...
27/01/2026

Ouvir música pode reduzir o risco de Alzheimer e outras demências?

Você tem parado para ouvir músicas e artistas de que gosta? Ouvir música é mais do que um passatempo — é um estímulo para o cérebro.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Monash University, em Melbourne (Austrália), analisou dados de mais de 10.800 adultos com 70 anos ou mais e observou que aqueles que ouviam música com frequência apresentaram um risco 39% menor de desenvolver demência, em comparação com os que raramente ou nunca ouviam música.

Além disso, aprender ou praticar um instrumento musical nessa fase da vida esteve associado a uma redução de 35% no risco de demência.

Os autores destacam que atividades culturais, como a música, podem contribuir para a saúde cerebral ao longo do envelhecimento. A escuta musical ativa múltiplas áreas do cérebro relacionadas à memória, atenção e emoções, além de favorecer o bem-estar e a redução do estresse — fatores associados à proteção cognitiva.

A música também pode fortalecer conexões neurais e ajudar na manutenção das funções cognitivas, mesmo em idades mais avançadas.

Por se tratar de um estudo observacional, os resultados não estabelecem relação de causa e efeito, mas reforçam a música como uma estratégia acessível e potencialmente benéf**a. Embora não substitua intervenções médicas, a prática pode ser um recurso complementar na prevenção da demência.

Referência:
Jaffa EE, et al. What is the association between music-related leisure activities and dementia risk? A cohort study. Int J Geriatr Psychiatry. 2025;40(10):e70163. doi:10.1002/gps.70163.

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Feliz aniversario São Paulo pelos 472 anos!Dra. Marcia B. Macedo SoaresCRM: 62264-SP / RQE: 78546🖥️ site: https://www.mb...
25/01/2026

Feliz aniversario São Paulo pelos 472 anos!

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