27/11/2025
Essa é uma dúvida muito comum — e a resposta envolve vários fatores. O aumento dos números não signif**a que o câncer de mama está mais agressivo, e sim que vivemos em um cenário em que alguns elementos ampliam o risco e, ao mesmo tempo, melhoramos nossa capacidade de identif**ar a doença precocemente.
Hoje, observamos três movimentos essenciais:
1. A população está envelhecendo.
E o avanço da idade é um dos fatores de risco mais relevantes. Como mais mulheres vivem por mais tempo, naturalmente o número de diagnósticos cresce.
2. Mudanças no estilo de vida moderno.
Obesidade, sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, álcool, privação de sono e níveis elevados de estresse afetam o metabolismo e os hormônios — aumentando a probabilidade de desenvolvimento do câncer.
Além disso, menarca precoce, maternidade tardia, tempo reduzido de amamentação e maior exposição ao estrogênio ao longo da vida também influenciam esse risco.
3. Maior acesso ao rastreamento.
Hoje realizamos mamografias, ultrassons e ressonâncias com muito mais frequência, o que permite identif**ar tumores que antes passavam despercebidos. Isso eleva as estatísticas, mas melhora o desfecho das pacientes.
A boa notícia é que uma parte importante dos casos pode ser evitada com medidas já bem estabelecidas: alimentação saudável, prática regular de atividade física, manutenção do peso adequado, redução do consumo de álcool, qualidade do sono e manejo do estresse.
E nada substitui o poder do diagnóstico precoce. Tumores detectados nas fases iniciais têm altas taxas de cura e tratamentos menos agressivos.
Se você está na faixa etária recomendada ou tem fatores de risco, mantenha seus exames em dia. A prevenção e o acompanhamento individualizado são pilares essenciais para sua saúde mamária.
lucarinaldi