28/12/2025
Quando em 1992, na faculdade de Psicologia fui apresentada de forma tímida à Psicologia Analítica, minha leitura se dava por meio de "xerox" de apostilas ou livros emprestados de bibliotecas públicas.
Tipos Psicológicos, foi meu primeiro livro de Jung, presente de um namorado, dois anos depois.
Depois deste, minhas leituras tangenciavam as dele: da ficção, passando pela poesia e ciências, sei que meu acesso ao mundo e à cultura se deu pelos olhos de Jung. A quem sou profundamente grata!
Havia uma razão especial para isso, sentia-me acompanhanda em minhas fantasias e perspectiva de mundo e de vida. Achava-me, por isso, mais perto dos europeus.
Àquela época não havia descoberto ainda, que o que possibilitava um dialogo tão íntimo com a perspectiva de Jung era minha perspectiva ancestral, em especial, a perspectiva indígena e anímica, que me acompanha e segue me salvando na agitação desta grande selva de pedra, na qual meus olhos insistem em ver alma.
Ontem, estive na belissima exposição em homenagem aos 150 anos de JUNG no MIS, e tudo, tudo estava lindo, a curadoria está de parabéns!
Foi bom ver o Ailton Krenak por lá...