25/02/2026
“A revolução da longevidade exige uma revolução na educação.” A frase do gerontólogo Alexandre Kalache traduz, com precisão, o momento que estamos vivendo.
O Brasil envelhece em ritmo acelerado. Em poucos anos, teremos mais pessoas acima dos 60 do que jovens, e não estamos preparados.
Formamos profissionais de saúde voltados para gestantes e crianças, enquanto a maioria dos pacientes já é e será cada vez mais idosa.
Isso não é apenas uma questão demográfica, é uma questão ética.
Envelhecer bem não depende só de medicamentos. Depende de contexto, de educação ao longo da vida, de combate ao idadismo, de políticas públicas e de profissionais capacitados para enxergar o ser humano de forma integral, e não apenas seus órgãos isolados.
A longevidade é uma conquista civilizatória. Mas, sem uma transformação profunda na formação e na consciência coletiva, ela pode se tornar um desafio mal administrado.
Educar para a longevidade é, sobretudo, aprender a cuidar — com ciência, responsabilidade e humanidade. 🤍
Fonte: futurodasaude.com.br