Casa de Marias

Casa de Marias Espaço de escuta e acolhimento.

Filme: A mulher rei - 2022Disponivel na plataforma da Netflix.A Mulher Rei acompanha Nanisca (Viola Davis) que foi uma c...
26/04/2026

Filme: A mulher rei - 2022
Disponivel na plataforma da Netflix.

A Mulher Rei acompanha Nanisca (Viola Davis) que foi uma comandante do exército do Reino de Daomé, um dos locais mais poderosos da África nos séculos XVII e XIX. Durante o período, o grupo militar era composto apenas por mulheres que, juntas, combateram os colonizadores franceses, tribos rivais e todos aqueles que tentaram escravizar seu povo e destruir suas terras. Conhecidas como Agojie, o grupo foi criado por conta de sua população masculina enfrentar altas baixas na violência e guerra cada vez mais frequentes com os estados vizinhos da África Ocidental, o que levou Dahomey a ser forçado a dar anualmente escravos do s**o masculino, particularmente ao Império Oyo, que usou isso para troca de mercadorias como parte do crescente fenômeno do comércio de escravos na África Ocidental durante a Era dos Descobrimentos, o que fez com que mulheres fossem alistadas para o combate.

A violência de gênero nem sempre chega com um grito ou um impacto físico, muitas vezes, ela se instala de forma silencio...
22/04/2026

A violência de gênero nem sempre chega com um grito ou um impacto físico, muitas vezes, ela se instala de forma silenciosa e sutil através do abuso emocional. São pequenos comportamentos que, com o tempo, minam a nossa autoconfiança, nos isolam de quem amamos e nos fazem duvidar da nossa própria percepção da realidade.

É o controle disfarçado de cuidado, a crítica constante travestida de "piada" e o silêncio punitivo que nos faz sentir culpadas por coisas que não fizemos. Identificar esses sinais é o primeiro e mais corajoso passo para retomar o controle da própria vida e entender que nenhum afeto justifica a perda da sua paz.

​Na Casa de Marias, sabemos que o abuso emocional é uma das formas mais cruéis de violência, justamente por ser invisível aos olhos dos outros, mas profundamente doloroso para quem vive. Se você sente que precisa pisar em ovos o tempo todo, se o seu brilho está se apagando para não incomodar o outro ou se você se sente cada vez mais sozinha, saiba que isso não é amor, é controle.

Romper esse ciclo exige apoio, escuta e a certeza de que você não precisa passar por isso sem ajuda. Nós estamos aqui para ser esse porto seguro e para te lembrar que a sua liberdade e a sua saúde mental são inegociáveis.

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Perfil: O perfil divulga e promove a literatura indígena de autoria feminina no Brasil.
19/04/2026

Perfil:

O perfil divulga e promove a literatura indígena de autoria feminina no Brasil.



Celebrar o dia de hoje é mergulhar na nossa própria história e reconhecer que muito do que somos e do que acreditamos co...
19/04/2026

Celebrar o dia de hoje é mergulhar na nossa própria história e reconhecer que muito do que somos e do que acreditamos como cuidado vem da sabedoria das mulheres indígenas. Elas são as mestras da medicina natural, as guardiãs das sementes e as vozes que nos ensinam que o corpo e a terra são uma coisa só.

Bebemos dessa fonte toda vez que propomos uma roda de conversa, um momento de pausa ou um olhar mais atento para o que a natureza nos oferece de cura.

​Reconhecer essas raízes não é apenas olhar para o passado, mas sim fortalecer a nossa identidade no presente. As influências dessas mulheres estão nos nossos pratos, nos nossos remédios caseiros e na forma como entendemos que ninguém se cura sozinha.

Que a gente possa honrar esse legado todos os dias, respeitando os povos originários e aprendendo com a sua resiliência e harmonia. Hoje e sempre, o nosso respeito e gratidão àquelas que cuidam da terra para que todas possamos caminhar.

Podcast: Mano a mano.Disponível na plataforma d*o Spotify.O Mano a Mano é um podcast original Spotify brasileiro de gran...
14/04/2026

Podcast: Mano a mano.
Disponível na plataforma d*o Spotify.

O Mano a Mano é um podcast original Spotify brasileiro de grande sucesso, lançado em 2021 e apresentado pelo rapper e compositor Mano Brown no YouTube. Focado em conversas profundas e diretas, o programa aborda sociedade, cultura, política e música, entrevistando personalidades diversas, desde ícones da cultura até pensadores.

Mano Brown recebe Sueli Carneiro, uma das maiores intelectuais e referência histórica do movimento negro do Brasil. Numa uma ideia Mano a Mano, que merece ser ouvida e refletida por todas as gerações, eles falam de sociedade, racismo, sobre primórdios do rap no Brasil e a conexão com movimentos negros da época, e visões de futuro para o povo brasileiro.

“Terapia é coisa de doido."❌A Realidade: Terapia é para quem busca autoconhecimento, saúde e equilíbrio. É um sinal de c...
14/04/2026

“Terapia é coisa de doido."❌

A Realidade: Terapia é para quem busca autoconhecimento, saúde e equilíbrio. É um sinal de coragem e autocuidado, não de doença. É sobre querer viver melhor. ✅

"O psicólogo vai me dar conselhos e dizer o que fazer." ❌

A Realidade: O psicólogo não dá conselhos. Ele te oferece ferramentas para que você encontre suas próprias respostas e fortaleça sua autonomia para decidir sua vida. ✅

"Falar com um amigo é a mesma coisa." ❌

A Realidade: Amizade é troca e afeto, mas a terapia é um espaço profissional, com escuta técnica, sem julgamentos e com sigilo garantido. São conexões diferentes e complementares. ✅

"Eu sou forte, dou conta de tudo sozinha."❌

A Realidade: Ser forte também é saber a hora de pedir ajuda. Ninguém precisa, e nem deve, carregar o mundo nas costas o tempo todo. Pedir ajuda é um ato de inteligência emocional. ✅

"Vou ter que ficar anos na terapia para ver algum resultado." ❌

A Realidade: O tempo é relativo. Muitas vezes, pequenas mudanças de perspectiva trazem alívio imediato e melhoram sua qualidade de vida no presente, desde as primeiras sessões. ✅

Muitas vezes, o que nos afasta do cuidado não é a falta de vontade, mas as ideias equivocadas que cercam o processo terapêutico.
Buscar terapia não é sobre estar "quebrada", mas sobre o desejo profundo de se conhecer e de construir uma vida com mais sentido e leveza.
Desconstruir esses mitos é abrir as portas para uma jornada onde você é a protagonista da sua própria cura, aprendendo a lidar com as suas emoções sem o peso das expectativas alheias.

Investir em saúde mental é investir na pessoa mais importante da sua vida: você mesma. A terapia oferece um espaço seguro para que as suas feridas sejam ouvidas e para que a sua força seja reafirmada, longe dos estigmas que a sociedade tenta nos impor.

Que a gente possa normalizar o cuidado com a mente tanto quanto cuidamos do corpo, entendendo que buscar ajuda é, acima de tudo, um ato corajoso de preservação e amor próprio.

Hoje celebramos  o Dia Mundial da Saúde, mas, para nós, saúde nunca foi sinônimo apenas da ausência de doenças.Entendemo...
07/04/2026

Hoje celebramos o Dia Mundial da Saúde, mas, para nós, saúde nunca foi sinônimo apenas da ausência de doenças.

Entendemos que o bem-estar verdadeiro é um estado de harmonia que integra o corpo, a mente, o espírito e o convívio social. A saúde integral é esse cuidado que não fragmenta a mulher, mas acolhe todas as suas dimensões com a mesma importância.

Cuidar do físico é honrar a morada que nos permite caminhar, cuidar da mente é garantir que tenhamos fôlego e paz para enfrentar os dias, cuidar do espírito é nutrir a nossa conexão com o que nos transcende e nos dá sentido, e cuidar do social é fortalecer a rede de apoio que nos sustenta e nos faz sentir pertencentes.

Acreditamos que quando olhamos para todos esses aspectos, estamos tecendo um futuro onde a alegria é o nosso estado natural e a cura é coletiva. Que este dia seja um lembrete para você desacelerar e olhar com carinho para o que o seu ser inteiro está precisando hoje.

Filme: Estrelas além do tempo - 2016Disponivel na plataforma da Disney+1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e Uniã...
05/04/2026

Filme: Estrelas além do tempo - 2016
Disponivel na plataforma da Disney+

1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Neste dia mundial de conscientização do autismo, queremos lembrar que o respeito pela neurodiversidade é, acima de tudo,...
02/04/2026

Neste dia mundial de conscientização do autismo, queremos lembrar que o respeito pela neurodiversidade é, acima de tudo, um ato de amor e justiça social.
Não estamos falando apenas sobre um diagnóstico, estamos falando sobre reconhecer e celebrar as formas únicas de cada criança autista sentir, aprender e interagir com o mundo. Mas hoje, a nossa Casa quer abraçar com carinho especial aquelas que, muitas vezes, ficam invisíveis nessa jornada: as mães atípicas.

Ser uma mãe atípica é, para muitas mulheres, uma sobreposição de batalhas. É ter que lidar com o racismo estrutural no sistema de saúde para conseguir um diagnóstico justo. É lutar diariamente por inclusão escolar e aceitação na comunidade. E é carregar uma exaustão que nem sempre é reconhecida, equilibrando o cuidado intenso com as próprias necessidades de saúde mental.
Vamos trocar o preconceito pela convivência. O medo pela escuta. E a solidão pelo abraço. Feliz dia da conscientização do autismo para todas as Marias que tecem um futuro mais inclusivo e afetuoso.

Como você, na sua comunidade, tem sido rede de apoio para uma família atípica?
Vamos compartilhar atitudes reais nos comentários! 👇🏾

Casa de Marias Indica - Livro: PENSAMENTO FEMINISTA NEGRO - CONHECIMENTO, CONSCIÊNCIA E A POLÍTICA DO EMPODERAMENTOAutor...
29/03/2026

Casa de Marias Indica - Livro: PENSAMENTO FEMINISTA NEGRO - CONHECIMENTO, CONSCIÊNCIA E A POLÍTICA DO EMPODERAMENTO
Autora : Patrícia Hill Collins

Pensamento feminista negro, escrito pela socióloga Patricia Hill Collins em 1990, faz parte do cânone bibliográfico dos estudos de gênero e raça nos Estados Unidos. A autora mapeia os principais temas e ideias tratados por intelectuais e ativistas negras estadunidenses como Angela Davis, bell hooks, Alice Walker e Audre Lorde, e assim constrói um panorama do feminismo negro com referências de dentro e de fora da academia.Nesta obra intelectualmente rigorosa, Collins contempla tradições teóricasdiversas, como a filosofia afrocêntrica, a teoria feminista, o pensamento social marxista, a teoria crítica e o pós-modernismo. E propõe importantes conceitos para compreender não apenas os mecanismos de opressão das mulheres negras, mas também comoessas mulheres desenvolveram conhecimentos e estratégias para enfrentá-los. Sua escrita didática e de fácil compreensão faz de Pensamento feminista negro uma referência obrigatória tanto para especialistas quanto para leitoras e leitores leigos.A Boitempo lança esse marco dos estudos acadêmicos do feminismo negro, inédito em português, com um prefácio escrito pela autora especialmente para a edição brasileira. O texto de orelha é assinado por Nubia Regina Moreira e a quarta capa, por Djamila Ribeiro.

Encerramos este mês de março com o coração transbordando de uma certeza que nos move todos os dias: nós somos as ancestr...
27/03/2026

Encerramos este mês de março com o coração transbordando de uma certeza que nos move todos os dias: nós somos as ancestrais das mulheres que ainda virão. Olhar para trás e honrar as que abriram os caminhos com tanto sacrifício é fundamental, mas é olhando para o agora que entendemos o tamanho da nossa missão. Cada vez que uma de nós escolhe a cura em vez do silêncio, cada vez que decidimos priorizar nossa saúde mental e cada vez que estendemos a mão para outra Maria, estamos reescrevendo o destino de linhagens inteiras que ainda nem nasceram.

​O que estamos construindo aqui, dentro desta Casa e dentro de nós mesmas, é o legado de liberdade que nossas sobrinhas, filhas e netas irão herdar. Estamos ensinando a elas, através do nosso exemplo, que ser mulher não precisa ser sinônimo de exaustão e que a nossa existência é, por si só, uma celebração. Que as escolhas que fizemos de nos acolhermos, nos ouvirmos e nos protegermos ecoem como um mapa para as próximas gerações, para que elas encontrem um solo muito mais fértil e gentil do que o que recebemos.

​O mês das mulheres termina no calendário, mas a nossa construção é eterna. Seguimos firmes, conscientes de que cada passo dado hoje é o chão onde as futuras mulheres caminharão com muito mais leveza e alegria. Somos a ponte, somos o colo e, acima de tudo, somos o sonho vivo das nossas ancestrais e a realidade potente das que virão depois de nós. Que sigamos tecendo esse amanhã, um dia de cada vez, com a coragem de quem sabe que o futuro começa agora.

Durante muito tempo, tentaram nos convencer de que a nossa única função era a de sermos inquebráveis, como se a nossa hu...
25/03/2026

Durante muito tempo, tentaram nos convencer de que a nossa única função era a de sermos inquebráveis, como se a nossa humanidade fosse um detalhe que pudesse ser deixado para depois. Para uma mulher negra, a saúde mental raramente foi apresentada como um direito, pelo contrário, o que nos foi imposto foi o estigma da força absoluta, aquela que cuida de todos, mas que não tem permissão para cair. No entanto, na Casa de Marias, a gente escolhe olhar para o cuidado por um outro ângulo, entendendo que manter a mente sã é a nossa ferramenta mais poderosa de sobrevivência.
​Quando decidimos priorizar o nosso bem-estar e buscamos acolhimento, estamos desafiando um sistema que sempre lucrou com o nosso esgotamento. O cuidado torna-se resistência no momento em que a gente entende que estar viva e inteira é o maior ato de rebeldia que podemos exercer. Não se trata de um luxo ou de algo fútil, mas de garantir que a nossa voz não seja silenciada pelo cansaço e que o nosso brilho não se apague diante das pressões externas.
​Cuidar de si mesma é, acima de tudo, uma estratégia política para que possamos continuar ocupando espaços com dignidade e consciência. É o ponto exato onde a nossa cura individual fortalece o coletivo, permitindo que a gente teça um amanhã onde a alegria seja o nosso norte e não apenas a nossa meta de chegada. Porque, no fim das contas, a nossa maior resistência é estarmos aqui, respirando com calma e sendo donas da nossa própria paz.

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Casa de Marias: Um lugar de sonhar.

Chamamos esse espaço de casa porque é assim que o vemos. É assim que gostaríamos que as pessoas que chegarem aqui o sintam. Casa como lugar das nossas memórias, das nossas histórias, das nossas origens e raízes, das lembranças e experiência que fazem parte de quem somos hoje. Casa como espaço de aconchego, de acolhimento, de ancoradouro, de oásis, de lugar de respiro, de refazimento, de parar, recobrar as forças e energias, de se sentir melhor do que chegou para seguir em frente de outro jeito, mais fortes, mais atentas, mais cicatrizadas. Marias porque somos todas nós. São todas as que nos antecederam, que lutaram e abriram espaço para que hoje estejamos aqui. São todas as nossas sementes que hoje plantamos e que irão florir no futuro. Marias são as guerreiras brasileiras de todos os dias, são mulheres como nós, nossas mães, nossas avós, nossas tias, nossas irmãs. Marias são nossas raízes, origem do mundo, lutadoras que nos inspiram, nos guiam e nos servem de bússola no nosso horizonte de justiça social, emancipação e liberdade para o nosso povo. Casa de Marias tem a árvore como símbolo porque é metáfora do ciclo da vida. É para nos lembrarmos que antes de nós tinham muitas outras. Temos raízes de luta, de garra, de força e assim serão nossos frutos, de tudo o que plantarmos juntas. Todas nós temos nossas Marias e a elas rendemos todas as nossas homenagens. Casa de Marias é, acima de tudo, espaço de resistência. Espaço-fortaleza de guardar sonhos, porque acreditamos que sem utopias e sonhos nós somos facilmente vencidos. Adoecidos emocionalmente, fragilizados psiquicamente, não temos condições de lutar pelo que acreditamos. E, por isso, a missão da Casa de Marias é cuidar, escutar e acolher. É promover processos terapêuticos e curativos não só dentro dos nossos consultórios, mas fora deles também. Não só pela fala e pela escuta, mas pela arte, pela cultura, pela música e pelas mais diversas manifestações e potências humanas.