15/12/2025
Você já ouviu falar sobre o uso terapêutico de psicodélicos na psiquiatria?
Substâncias como a psilocibina (presente em cogumelos) e a cetamina estão no centro de um novo renascimento científico, após décadas de estigma e restrições.
A cetamina, já aprovada em alguns contextos clínicos, tem mostrado resultados promissores em casos de depressão resistente, com respostas rápidas e sustentadas. Sua aplicação controlada por via intranasal ou endovenosa, representa uma alternativa para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.
A psilocibina, em estudos clínicos, tem demonstrado redução de sintomas de depressão e ansiedade, além de favorecer a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de criar novas conexões.
As chamadas microdoses, pequenas quantidades administradas sem efeitos alucinógenos, vêm sendo estudadas por seu potencial em melhorar o humor, a criatividade e o bem-estar emocional.
No entanto, é essencial destacar:
O uso terapêutico de psicodélicos não é automedicação.
Essas substâncias devem ser utilizadas somente sob supervisão médica e em ambiente controlado, dentro de protocolos de pesquisa ou tratamento regulamentados.
A ciência continua avançando para compreender plenamente seus efeitos, segurança e eficácia a longo prazo.
Esse campo emergente representa um novo horizonte da psiquiatria moderna, onde inovação e cuidado caminham juntos em busca de tratamentos mais humanos, eficazes e personalizados.