Dra. Camila Munhoz - Gastropediatra

Dra. Camila Munhoz - Gastropediatra Sou Gastropediatra, mãe e acredito no cuidado e na educação tratadas com empatia e carinho. Conh

27/03/2026

Esse vídeo explica algo que eu vejo todo dia no consultório e que muda completamente como a gente aborda a constipação em crianças com TEA. 🧩

Crianças no espectro estão em estado de estresse quase o tempo inteiro. Isso ativa o sistema nervoso simpático, o sistema da luta e da fuga, de forma contínua.

O problema é que o trato gastrointestinal não é controlado por esse sistema. Ele depende do sistema nervoso parassimpático. Quando o simpático domina, o intestino paga o preço: menos motilidade, menos secreção de enzimas, menos suco gástrico.

Resultado: constipação.

Mas não para por aí, muitas dessas crianças têm hipersensibilidade interna, quando sentem a vontade de evacuar, sentem desconforto intenso. Se desregulam. E seguram.

Quanto mais seguram, mais duro o cocô f**a. Quando sai, dói. E aí a criança segura mais ainda. 😣💩

É um ciclo. E ele precisa ser entendido, não julgado.

Isso não é falta de educação. Não é teimosia. É o corpo dessa criança funcionando de um jeito que a gente precisa aprender a respeitar e tratar. 💜

Salva esse vídeo e manda pra uma mãe que está vivendo isso.

23/03/2026

Você já se perguntou por que crianças com TEA têm tantos problemas intestinais? Não é coincidência! 🧩

O TEA é uma condição de neurodesenvolvimento. E essa formação atípica do cérebro também se reflete no sistema nervoso entérico, o sistema nervoso do intestino.

Isso importa porque é esse sistema que comanda a produção de muco, a primeira camada de proteção da barreira intestinal.

Quando esse comando funciona de forma atípica, a produção de muco falha e a barreira intestinal f**a comprometida.

Essa é a hipótese mais aceita hoje para explicar a alta prevalência de problemas gastrointestinais em crianças no espectro.

O intestino dessas crianças não é igual ao nosso. Ele precisa ser investigado com esse olhar. 💜

Salva esse vídeo e manda pra uma mãe que precisam entender isso.

19/03/2026

Constipação infantil é um dos temas que mais gera dúvida e mais gera julgamento.

Sim, eu uso laxante no início. 100% das vezes. 💩

Não porque é o tratamento definitivo, mas porque a criança precisa sair da crise primeiro. Precisa ter conforto. Precisa mudar a relação com a evacuação, e isso não acontece enquanto evacuar dói.

Mas o que faz diferença de verdade vem depois: atividade física, rotina de sono e, principalmente, o treinamento do reflexo gastrocólico, aquele reflexo natural que acontece depois que a gente come e que, em crianças constipadas, está adormecido.

É treinar o corpo a reconhecer o momento certo. É construir uma rotina. É conduzir essa criança com paciência até que evacuar deixe de ser um problema.

Simples de explicar. Trabalhoso de executar. Mas possível. 💜

Salva esse vídeo e manda pra uma mãe que está nessa luta. 👇

17/03/2026

Isso aqui é importante e precisa ser dito com clareza.

Em crianças com TEA, a vontade de fazer cocô não é processada no mesmo lugar que no nosso cérebro.

Estudos em andamento com validação dos Critérios de Roma 4 para crianças não-verbais mostram que esse sinal, a vontade de evacuar, bate em áreas cerebrais associadas à dor e ao desconforto.

Ou seja: para essa criança, a vontade de fazer cocô é sentida como dor. 💩😣

E entender isso muda tudo, muda o diagnóstico, muda o tratamento e, principalmente, valida o que a mãe já sentia mas não conseguia explicar.

O corpinho dessa criança funciona de um jeito diferente. E merece ser investigado com esse olhar.💜

Salva esse vídeo e manda pra uma mãe que precisa ouvir isso. 👇

04/03/2026

Coprológico funcional é um dos exames mais pedidos na pediatria com visão funcional, ao mesmo tempo, um dos mais mal utilizados.

Não porque a gente não saiba o que cada item signif**a.
Gordura nas fezes, restos alimentares, alteração de flora, fungos… isso está no livro. 📖💩

O problema começa quando o laudo chega com várias alterações e surge a pergunta:

“E agora, o que eu faço com isso?”

Coprológico não é checklist, não é soma de itens isolados, ele precisa ser interpretado em padrão.

Coprológico não fecha diagnóstico sozinho.
Ele direciona a decisão.

Sem raciocínio estruturado, vira só mais um papel no prontuário do seu paciente.

24/02/2026

Exame normal não signif**a intestino saudável.

Essa é uma das maiores confusões dentro da gastroenterologia pediátrica.

Os distúrbios gastrointestinais funcionais não são “diagnósticos por exclusão”.
Eles são diagnósticos clínicos, baseados em critérios bem definidos (como os Critérios de Roma), numa história detalhada e na compreensão da fisiologia do trato gastrointestinal.

Intestino saudável não é só ausência de doença orgânica.
É funcionamento adequado.

Se os exames do seu filho estão normais, mas ele continua com sintomas, talvez esteja faltando uma avaliação com olhar funcional.

O link para agendamento está na bio.

20/02/2026

Diarreia crônica na infância não é algo para normalizar.

Principalmente quando associada a:

→ sangue nas fezes
→ urgência evacuatória
→ tenesmo
→ perda de peso
→ baixa estatura
→ sintomas perianais

Na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa, o quadro pode variar de leve a grave.

Sintoma persistente não é “fase”, é sinal clínico, e uma avaliação adequada muda prognóstico!

19/02/2026

Nem toda dor abdominal é dita como “estou com dor”.

Principalmente em crianças com alterações do neurodesenvolvimento.

O intestino conversa com o cérebro por vias neurais, imunológicas e metabólicas.

Inflamação intestinal, disbiose e aumento da permeabilidade podem alterar neurotransmissores e a percepção de dor.

Por isso eu não avalio só o comportamento.

Tratar o intestino muitas vezes muda o comportamento.
Porque muda a forma como o cérebro recebe essa informação.

Se seu filho apresenta alterações comportamentais associadas a sintomas gastrointestinais, vale uma avaliação especializada.

O link da consulta está na bio.

17/02/2026

Durante muito tempo eu achei que o que faltava era estudar mais.

Mais aula, mais congresso, mais artigos… Mas o problema nunca foi falta de conteúdo, era falta de método!

Sem método, você acumula informação, com método, você organiza raciocínio.

É o método que:
→ reduz viés
→ evita excesso de exames
→ prioriza hipóteses
→ constrói plano terapêutico coerente

Segurança clínica não vem de saber tudo.
Vem de saber pensar.

13/02/2026

Quanto mais restrita a alimentação, mais difícil f**a tratar o intestino.

Na prática, a seletividade raramente é só comportamento.
Ela costuma fazer parte de um ciclo:

desconforto gastrointestinal → evitação alimentar →
menor diversidade alimentar → disbiose → pior digestão → mais desconforto.

Forçar o alimento sem tratar o intestino tende a piorar essa aversão.

Por isso, quando avalio seletividade alimentar, eu não olho só para o prato.
Investigo função digestiva, padrão de fezes, fermentação, inflamação de mucosa e possíveis intolerâncias.

Quando o desconforto diminui, a relação com a comida muda.
Comer deixa de ser ameaça e passa a ser possível.

Se a seletividade entrou nesse ciclo, vale uma avaliação com o gastropediatra.
O link da consulta está na bio.

10/02/2026

Pediatra, informação hoje não falta.

A gente assiste aula, curso, congresso, lê artigo…
e ainda assim trava na hora da decisão.

Porque segurança clínica não nasce do acúmulo de conteúdo.
Ela nasce do refinamento do raciocínio.

É quando você discute casos reais.
Quando alguém te ajuda a organizar o pensamento.
Quando você entende por que aquela conduta faz sentido naquele contexto.

Curso gravado ensina conceito.
Mentoria ensina a decidir.

E é essa diferença que muda a prática clínica.

06/02/2026

Durante muito tempo, o intestino foi visto apenas como um órgão digestivo.

Hoje, a ciência já mostra algo muito maior:

Cerca de 70% do sistema imunológico está associado à mucosa intestinal.

É ali que acontece, todos os dias, o contato entre alimento, microbiota e sistema imune.

Quando a barreira intestinal está íntegra, ela regula o que entra em contato com o organismo e mantém a resposta imunológica equilibrada.

Cuidar do intestino é uma das formas mais importantes de modular a imunidade na infância.

Se sintomas gastrointestinais e imunológicos caminham juntos, vale investigar o intestino com mais profundidade.

O link para agendamento da minha consulta está na bio.

Endereço

Avenida Dr. Mario Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro
São Paulo, SP
04757-020

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