Patricia Barrachina Camps

Patricia Barrachina Camps Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Patricia Barrachina Camps, Psicólogo/a, Rua São Benedito 509/Alto da Boa Vista, São Paulo.

O calendário muda.Os dias passam.Os meses viram.O ano avança.Mas as mudanças mais significativas raramente acompanham es...
02/03/2026

O calendário muda.
Os dias passam.
Os meses viram.
O ano avança.

Mas as mudanças mais significativas raramente acompanham esse ritmo: as transformações sobre quem somos, sobre o outro, sobre as nossas relações muitas vezes não se reorganizam na mesma velocidade.

Acompanho muitas pessoas que desejam “mudar de fase”, mas continuam reagindo a partir das mesmas feridas. Como se o corpo ainda estivesse preso a antigas experiências de insegurança, perda ou imprevisibilidade.

A verdade é que não mudamos a partir de uma decisão. Mudamos quando vivenciamos experiências seguras o suficiente para revisar aquilo que aprendemos sobre vínculo, sobre confiança. Quando nos sentimos mais seguras no passo, no espaço, no compasso da vida.

Sem novas experiências emocionais, o calendário vira, mas o padrão permanece.

Quando não há espaço para elaborar o que foi rompido, o que foi frustrado, o que não aconteceu como imaginávamos, algo em nós permanece suspenso.

Não é o calendário que reorganiza o mundo interno. É a possibilidade de dar sentido ao vivido. A possibilidade de viver em companhia.

Talvez a pergunta não seja quando mudar. Mas, como sustentar os processos que tornam a mudança viável?

Com carinho,
Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP 06/63876

Há momentos em que o corpo decide antes da gente.Ele interrompe, desacelera, pesa, silencia, como se dissesse: “daqui eu...
01/03/2026

Há momentos em que o corpo decide antes da gente.

Ele interrompe, desacelera, pesa, silencia, como se dissesse: “daqui eu não consigo seguir sozinha”.

O burnout nos lembra de algo que esquecemos com frequência: o cuidado não é um mérito individual. É relação, com o tempo, com o corpo, com quem caminha ao lado.

E quando o ritmo se parte, não é produtividade que precisa voltar. É possibilidade de existir com gentileza.

O cuidado clínico não nos direciona para restaurar um desempenho, mas reencontrar uma sustentação que faça sentido.

Com carinho,
Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

O trabalho terapêutico com crianças possui particularidades muito importantes e, muitas vezes, pode ser desafiador!Para ...
24/02/2026

O trabalho terapêutico com crianças possui particularidades muito importantes e, muitas vezes, pode ser desafiador!

Para aprofundarmos essas especificidades, abri um Grupo de Estudos e Supervisão.

Nele, exploramos o trabalho clínico com crianças em sua complexidade: os contatos iniciais com os cuidadores, a anamnese, a compreensão diagnóstica processual, o brincar como linguagem e recurso a criança, os encontros de acompanhamento familiar, entre outros aspectos fundamentais.

Nossa proposta é integrar fundamentação teórica e prática clínica, construindo raciocínio e manejo a partir das supervisões.

Neste momento, tenho duas vagas disponíveis.

Os encontros acontecem às terças-feiras, quinzenalmente, das 11h às 12h30.

Se sentir que este pode ser um espaço importante para o seu momento clínico, me envie uma mensagem.

Com carinho,

Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

Na clínica, tenho observado como o cuidado com a saúde mental tem sido cada vez mais colocado como uma responsabilidade ...
11/02/2026

Na clínica, tenho observado como o cuidado com a saúde mental tem sido cada vez mais colocado como uma responsabilidade individual.

Percebo que esses recursos individuais podem ser importantes, mas frequentemente se mostram insuficientes quando a vida impõe perdas, sobrecargas ou transições mais difíceis de atravessar.

Ao mesmo tempo, noto o quanto tem sido difícil, na atualidade, sustentar vínculos. Não por falta de desejo de se relacionar, mas por histórias marcadas por insegurança, rupturas precoces e pela ideia de que depender do outro é algo a ser evitado.

Bowlby nos ajuda a compreender que a capacidade de manter relações ao longo do tempo está profundamente ligada às experiências vinculares iniciais. Quando o vínculo foi vivido como instável ou imprevisível, a frustração, o conflito ou a necessidade do outro podem ser sentidos como ameaça, e não como parte do encontro.

Talvez parte do cuidado em saúde mental passe menos por acumular recursos e mais por sustentar, quando possível, os laços que nos conectam ao mundo e aos outros.

Como isso chega pra você?

Com carinho,

Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

Ler é, para mim, um momento de prazer. Sempre gostei de ter o livro físico em mãos, folhear, cheirar, deixar em suas pág...
08/02/2026

Ler é, para mim, um momento de prazer.

Sempre gostei de ter o livro físico em mãos, folhear, cheirar, deixar em suas páginas recadinhos e presentes - flores, folhas. De um tempo para cá, tenho trocado a companhia dos livros físicos pelo Kindle, que favorece meu jeito preferido de ler - na cama, antes de dormir ou quando acordo. É mais leve e posso cuidar da luminosidade. E assim, a leitura deste livro me acompanhou antes de dormir e ao acordar.

Os livros nos tocam por diferentes razões: histórias que comovem, emocionam, botam a gente para pensar. "Se Deus me chamar não vou" me tocou pela inquietação, pelas reflexões provocadas pelas histórias narradas por uma criança, Maria Carmen.

A inquietação de uma menina de 11 anos que, tão cedo, se vê diante da solidão e aprende a lidar com tudo o que ela convoca. Uma solidão que não é apenas ausência de companhia, mas excesso de perguntas, de uma curiosidade legitima sobre as coisas da vida.

Enquanto Maria Carmen tenta se sustentar no mundo, ela o interroga.

Ela pergunta e cria as respostas. Tenta entender as questões da vida e da morte, dos relacionamentos românticos, do entendimento do que é uma família, da sua relação com seu corpo.

Observa com sensibilidade fina e uma sabedoria delicada aquilo que muitos adultos ainda não conseguem nomear. É uma menina-velha, que cresce em uma “loja de velhos”.

“É possível que um lápis pareça estar novo, mas todo quebrado por dentro”

Há algo de profundamente comovente em acompanhar uma infância que pensa, sente e resiste. Uma voz pequena no tamanho, mas grande na densidade do que percebe.

Penso que talvez alguns livros não cheguem para nos explicar a vida ou ofertar respostas prontas, mas para provocar perguntas e para nos fazer companhia enquanto seguimos em nossas inquietações.

E você, já leu? Me conta o que achou?

Expediente:
Mariana Salomão Carrara
Editora Nós, 2024

Há momentos da vida que não chegam como surpresa. Eles são anunciados, esperados, comentados, e, ainda assim, desorganiz...
29/01/2026

Há momentos da vida que não chegam como surpresa. Eles são anunciados, esperados, comentados, e, ainda assim, desorganizam.

Na clínica, vejo com frequência como a adolescência dos filhos, o envelhecimento dos pais e a saída de casa atravessam os vínculos de forma silenciosa, deslocando papéis, referências e lugares que pareciam estáveis.

Essas passagens não dizem respeito apenas a quem muda de fase, mas também a quem precisa se reorganizar diante do novo: adultos que revisitam limites, presenças, ausências e a própria história.

Nem sempre é fácil sustentar essas transições. Há lutos discretos, perdas simbólicas e perguntas que não pedem respostas rápidas.

Sustentar essas passagens não significa controlá-las, mas reconhecer que a vida, ao se transformar, também nos transforma e que o cuidado pode ser em criar um espaço seguro para que esta reorganização aconteça.

Com carinho,

Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

Receber cuidado parece simples, mas para muitas pessoas é um dos gestos mais difíceis.John Bowlby, ao formular a Teoria ...
21/01/2026

Receber cuidado parece simples, mas para muitas pessoas é um dos gestos mais difíceis.

John Bowlby, ao formular a Teoria do Apego, apontou que a forma como fomos atendidos ou não nas primeiras relações marca profundamente a maneira como, na vida adulta, aprendemos a precisar, a pedir e a aceitar presença.

Há quem tenha crescido acreditando que sentir demais afastava, que pedir era arriscado, que depender significava perder o chão. E, por isso, o distanciamento afetivo se tornou um abrigo. Um abrigo que protege, mas também isola.

Na clínica, encontro este conflito com frequência.
Pacientes que desejam companhia, mas temem o alcance do próprio desejo. Que buscam apoio, mas recuam quando ele finalmente chega.

A relação terapêutica, nesses casos, torna-se um território no qual algo importante pode acontecer: não apenas receber cuidado, mas reconhecer que há espaço para ser atendido, sem cobrança, sem exigência, sem medo de desaparecer no outro.

E talvez a pergunta que reste seja simples e profunda ao mesmo tempo:

O que em você ainda estranha o cuidado, e o que já começa a reconhecê-lo como um lugar possível?

Com carinho,
Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

O ócio costuma ser confundido com desorganização, preguiça ou perda de tempo.Férias não precisam ser cheias para serem r...
18/01/2026

O ócio costuma ser confundido com desorganização, preguiça ou perda de tempo.

Férias não precisam ser cheias para serem reparadoras.

O que sustenta a infância não são grandes programações, mas a possibilidade de existir sem função o tempo todo.

Quando a infância é atravessada por agendas cheias e ritmos acelerados, o sofrimento nem sempre aparece como queixa direta. Ele surge no corpo, no comportamento, no sono, na atenção, na irritabilidade, na retração.

Escutar a infância também é escutar o que não está ocupado.
O que não foi dirigido.
O que pôde existir sem função.

Esse olhar, na clínica, muda tudo. Um cuidado silencioso que protege o desenvolvimento emocional.

Com amor,

Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

Ao invés de pensar no que precisa mudar, tenho me perguntado o que precisa continuar.Há coisas que não pedem mudança, pe...
30/12/2025

Ao invés de pensar no que precisa mudar, tenho me perguntado o que precisa continuar.

Há coisas que não pedem mudança, pedem permanência: corpos em movimento, vínculos que fazem casa, rotinas que regulam, encontros que devolvem chão.

A clínica ensina isso, nem tudo que se repete é estagnação. Algumas repetições são sustentações.

Para 2026, a pergunta talvez não seja “o que eu vou mudar?”, mas o que merece continuar comigo?

Com amor,

Pat.

O período do Natal costuma ativar emoções delicadas e muitas vezes controversas.Entre o desejo de estar junto e a necess...
24/12/2025

O período do Natal costuma ativar emoções delicadas e muitas vezes controversas.

Entre o desejo de estar junto e a necessidade de se proteger, muitas pessoas vivem um conflito silencioso.

Recusar convites, reduzir presenças ou escolher o recolhimento, não é egoísmo nem falha relacional. Pode ser um gesto legítimo de cuidado consigo - e muitas vezes, com a relação.

Na clínica, aprendemos que o respeito a estes limites não rompem laços, elas evitam que o encontro aconteça à custa do próprio bem-estar.

Neste fim de ano, talvez a pergunta não seja “onde eu devo estar?”, mas “o que eu preciso preservar?”.

Que você possa reconhecer e ter generosidade com as suas necessidades neste Natal.

Com carinho,

Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

Você também sente isso conforme vai se aproximando o próximo ano?Mudanças costumam carregar uma dose de ambivalência.Que...
01/12/2025

Você também sente isso conforme vai se aproximando o próximo ano?

Mudanças costumam carregar uma dose de ambivalência.

Queremos o novo, mas tememos o que ele pode levar embora, por mais desejado que seja, ele nos coloca diante do desconhecido, e o desconhecido desperta o medo que tenta nos proteger.

Queremos mudar, mas também queremos preservar o que conhecemos.

Buscamos movimento, mas ansiamos por estabilidade. Essa tensão é humana, é o fio entre o desejo de expansão e a necessidade de segurança.

Na teoria do apego, sabemos que o ser humano busca, ao mesmo tempo, explorar e se vincular. É um movimento duplo: a curiosidade que nos leva ao mundo e a necessidade de um porto que nos sustente. E é nesse vai e vem entre autonomia e segurança que o amadurecimento acontece.

Por isso, mudar não é só sobre metas, recomeços ou novas versões de si.

É, antes de tudo, um processo de separação e reconstrução de vínculos: com o que fomos, com o que deixamos e com o que ainda estamos aprendendo a ser.

A cada virada de ano, esse conflito se intensifica.
O calendário muda, mas dentro de nós, o tempo é outro,
mais lento, mais humano, feito de idas e voltas.

É por isso que, na virada do ano, tantas promessas nascem com entusiasmo e morrem no silêncio dos dias seguintes. Porque mudar não é apenas desejar o novo, é sustentar o vazio que surge entre o que ficou e o que ainda não chegou.

Entre o que ficou e o que vem, o que ainda pede presença?

Com carinho,

Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

Você também sente isso conforme vai se aproximando o próximo ano?Mudanças costumam carregar uma dose de ambivalência.Que...
30/11/2025

Você também sente isso conforme vai se aproximando o próximo ano?

Mudanças costumam carregar uma dose de ambivalência.

Queremos o novo, mas tememos o que ele pode levar embora, por mais desejado que seja, ele nos coloca diante do desconhecido, e o desconhecido desperta o medo que tenta nos proteger.

Queremos mudar, mas também queremos preservar o que conhecemos.

Buscamos movimento, mas ansiamos por estabilidade.
Essa tensão é humana, é o fio entre o desejo de expansão e a necessidade de segurança.

Na teoria do apego, sabemos que o ser humano busca, ao mesmo tempo, explorar e se vincular. É um movimento duplo: a curiosidade que nos leva ao mundo e a necessidade de um porto que nos sustente.

E é nesse vai e vem entre autonomia e segurança que o amadurecimento acontece.

Por isso, mudar não é só sobre metas, recomeços ou novas versões de si. É, antes de tudo, um processo de separação e reconstrução de vínculos: com o que fomos, com o que deixamos e com o que ainda estamos aprendendo a ser.

A cada virada de ano, esse conflito se intensifica. O calendário muda, mas dentro de nós, o tempo é outro, mais lento, mais humano, feito de idas e voltas.

É por isso que, na virada do ano, tantas promessas nascem com entusiasmo e morrem no silêncio dos dias seguintes. Porque mudar não é apenas desejar o novo, é sustentar o vazio que surge entre o que ficou e o que ainda não chegou.

Entre o que ficou e o que vem, o que ainda pede presença?

Com carinho,

Pat.

Patricia Barrachina Camps
Psicóloga | CRP: 06/63876

Endereço

Rua São Benedito 509/Alto Da Boa Vista
São Paulo, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 12:00

Telefone

+5511999266878

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Patricia Barrachina Camps posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria