05/01/2026
Vivemos em uma lógica que mede tudo pela utilidade. O corpo vira ferramenta, o afeto vira excesso e o cuidado passa a ser visto como perda de tempo. Nesse cenário, descansar gera culpa e sentir parece improdutivo.
Cuidado, eros, corpo e imaginação são subversivos justamente porque não obedecem a essa lógica. Eles exigem tempo, escuta e presença — coisas que não cabem em métricas de desempenho.
Na clínica, isso aparece como exaustão, vazio e desconexão. Não por fragilidade, mas por adaptação excessiva a um sistema que ignora os limites do humano.
🪞Talvez o caminho não seja produzir mais, mas recuperar contato com o que sustenta por dentro. Se esse tema te atravessa, seguimos conversando.