Terapia Filosófica para Dependência Química

Terapia Filosófica para Dependência Química Espaço para discussão dialética sobre o tema Adicção e Dependência Química e Codependência - Prevenção, Tratamentos e Recuperação.

Espaço para discutirmos soluções para episódios de Prevenção, Tratamento e Recuperação da Adicção, Dependência Química e Codependência. Colaboramos com o tratamento terapêutico de outras neuroses oriundas do uso abusivo de drogas, comorbidades leves e desvios de comportamento. Indicamos tratamentos mais especializados (psicoterapias ou internações) em alguns casos mais graves. Oferecemos atendimento profissional e voluntário para Dependentes, Comunidades, Clínicas e Centros Comunitários. Oferecemos Palestras sobre Prevenção/Tratamento/Recuperação e Nova Maneira de Viver em Escolas, Universidades, Centros Cívicos, Amigos de bairro, Comunidades. Existem dois tipos de abordadem: A Voluntária e a Profissional. Geralmente são estudados os casos conforme eles se apresentam. O objetivo definitivo é a erradicação da Dependência Química através de Sólidos programas de Prevenção e de eficazes técnicas de Recuperação. Temos convênio com Comunidades Abertas (Voluntárias), Comunidades Fechadas (Involuntárias), Comunidades Femininas, Comunidades Evangélicas, Psicólogo, Astrólogo (incrível trabalho de auto-conhecimento), Centros Espíritas com Aplicação de Reiki, Médico Psiquiatra (Particular e SUS), Amor Exigente e Oficina de Emoções (Católico).

27/07/2016

Eu digo NÃO à Redução de Danos

Toda e qualquer opinião que tomamos, deve, quase sempre, na maioria dos casos, ser alicerçada em argumentos que necessitam ser formados por conhecimento específico sobre a causa. Dizer "não" às políticas de Redução de Danos, implica, necessariamente em explicar para outros militantes das causas anti-dr**as, o porquê deste pensamento radical.

Eu vivi na Cracolândia da Alameda Dino Bueno por quatro meses, nos baixos do Viaduto Bresser por mais três e terminei meus dias na rua, morando no que chamam de Torre 4 na favela do Pau Queimado, região de Penha/Tatuapé.

A vivência no epicentro do problema, fez com que eu me tornasse um exímio observador do fluxo que gira em torno da dependência do crack e outras dr**as. A convivência com as piores condições possíveis de higiene, ratos, toda sorte de animais nefastos, fome, frio entre outras agruras, tornou-me um elemento cético frente algumas sugestões de "diminuição" da problemática ou da "erradicação" integral ou parcial deste drama.

E é fato que no núcleo destes "problemas" não habita a droga e sim o ser-humano, que por sua vez é dotado de livre-arbítrio. Só esta informação já seria suficiente para justif**ar a Redução de Danos nos moldes que ela se apresenta. Todavia, acredito que doenças que levam o cérebro a um colapso total, à demência e à total descaracterização daquilo que se pode chamar de "ser-humano", implicam necessariamente no sequestro da livre arbitrariedade. Ou seja, o indivíduo, despersonif**ado, despersonalizado, entregue à própria sorte (azar), vitimado pela perda da razão pura (aquela falada por kant), pela perda da afetividade, ou ainda, da carícia essencial (da Arte de Amar de Erich Fromm), tornados animalizados e totalmente disfuncionais perante ao que se entende por juízo de valores, não pode escolher por si só e seria uma enorme covardia pública submetê-lo a programas paliativos de Redução de Danos.

Não é diminuindo doses ou substituindo dr**as com o franco apoio de uma parcela da Classe Médica que este indivíduo prosperará rumo à RECUPERAÇÃO. Seria algo como empurrar a sujeira para debaixo do tapete, ou ainda me fartando de metáforas, seria empurrar o problema com a barriga. O indivíduo adoecido pelas dr**as e suas comorbidades precisa de tratamento sério, severo, espiritualizado e claro, produtivo.

Há a necessidade de se oferecer ao doente uma nova perspectiva de vida abstida de dr**as ou meios para uso. Reconstruir o entorno, desmitif**ar velhas verdades e com isso derrubar preconceitos sociais - trazer o elemento de volta para o seio da sociedade - com emprego, formação, tratamento ambulatorial contínuo, assistência multidisciplinar e se possível, acolhimento familiar.

Pois bem, muitos argumentam que boa parte dos adictos crônicos dependentes de diversas dr**as simplesmente não querem este acolhimento - alega-se que estão na rua porque assim desejam. E de fato, é, temporariamente, uma verdade - mas jamais uma VERDADE ABSOLUTA. Animalizado e abstido de características humanas, transtornado mentalmente, certamente, adicto nenhum vai aceitar retornar para o seio da sociedade e precisar largar a mendicância, o roubo, entre outras práticas, para trabalhar, muitas vezes por um salário irrisório. Faz-se mister um trabalho psicológico e social de conscientização.

São etapas a serem vencidas. Desintoxicar, desobcecar, tratar do aspecto biofísico, oferecer terapia, psicoterapia e terapia ocupacional, enfim, remontar o SER HUMANO perdido para as dr**as. E isso, nada tem a ver com redução de danos, com ca*****os de plástico, seringas e agulhas descartáveis, diminuição de doses ou substituição de dr**as. Em outras palavras, fazer tudo isso f**a caro e oneroso ao Estado. É trabalhoso, árduo e longevo.

Acredito muito nos Grupos de Ajuda Mútua como alavancas para, além da sobriedade diária, através dos jogos de empatia, atingir-se o metafísico e transcendental. Ou seja, nos Grupos, o "agora cidadão" pode, inclusive, praticar uma espiritualidade.

Voltando um pouco no meu testemunho pessoal, tentei, mesmo por fora dos programas, diversas vezes, bastar-me de práticas de Redução de Danos. Usei adesivos de nicotina, troquei destilados por fermentados, troquei o crack por maconha. Não houve resultado. Existe o que se chama DROGA DE ESCOLHA. O cérebro se acostuma com descargas de dopamina que outras dr**as não têm eficiência, nem eficácia para promover.

Resumindo, os programas de RECUPERAÇÃO precisam estar focados na RECONSTRUÇÃO humanística do indivíduo, não jamais na maquiagem de números estatísticos.

Eu estou limpo hoje e por tudo isso digo NÃO à Redução de Danos.

Vídeo que resgata a esperança de que há vida depois das dr**as...
26/07/2016

Vídeo que resgata a esperança de que há vida depois das dr**as...

Vídeo reflexivo sobre a possibilidade de se recuperar! Nesta edição mostramos diversas vítimas do álcool e das dr**as que graças, principalmente às Irmandade...

26/07/2016

Vídeo pedagógico que tem por objetivo levar jovens e familiares a um processo de reflexão profunda e ampliar o diálogo sobre as dr**as!

25/07/2016

Mais um Curso!

Acabei de me formar em mais um Curso de Dependência Química!

23/07/2016

Literatura de Anônimos!

O Solitário!

O solitário – continuar limpo isolado
Tradução de literatura aprovada pela Irmandade de NA.
Copyright © 1994 by
Narcotics Anonymous World Services, Inc.
Todos os direitos reservados
“Receber uma carta é a maior das alegrias! Parece que as cartas que recebo dos meus amigos isolados
estão sempre perfeitamente sincronizadas. Lembram‐me que alguém bem longe começa a conhecer‐me
e se preocupa o suficiente para me escrever. Eu importo na recuperação de alguém e outros
são importantes na minha.”
Introdução
Neste folheto identif**amos o “solitário” como um adicto geograf**amente isolado que deseja
recuperar da adicção. Se não tens possibilidade de ir a reuniões de NA, esperamos que este
folheto chegue a ti e te dê soluções práticas para viveres uma vida livre e feliz.
Apesar de ser especif**amente dirigido a adictos que estejam a recuperar em sítios remotos, sem
possibilidades de frequentarem reuniões regulares de NA, qualquer adicto que leia este folheto obterá
ensinamentos valiosos sobre como recuperar da doença da adicção. A maioria de nós, num ponto
qualquer da recuperação, experimentou sentimentos de solidão ou de isolamento. Há também adictos
que se sentem isolados dos outros devido a deficiências auditivas, visuais ou outras. Assim, quer
estejamos isolados emocional, física ou geograf**amente, acreditamos que as sugestões dadas neste
folheto ajudarão qualquer adicto a manter‐se limpo e a encontrar um novo modo de vida.
“Ser um solitário pode por vezes ser frustrante, mas tenho de fazer um esforço em todas as áreas
da minha nova vida. Ser parte de NA é importante para mim. Sei que tenho amigos que ainda
não conheço, mas saber que eles estão lá dá‐me esperança para continuar.”
Pedir ajuda
Narcóticos Anónimos é um programa de Doze Passos e Doze Tradições que visam ajudar adictos
a encontrarem a recuperação, seja onde for que se encontrem. Ao praticarmos estes princípios
espirituais, libertamo‐nos da adicção activa. Sugerimos que leias toda a literatura de NA que
encontres e, se for possível, que vás a uma reunião. Se não existirem reuniões na tua área, começa
uma. Mesmo que a comeces sozinho, nunca se sabe quando outro adicto que sofre irá bater à porta.
Preenche o formulário anexo a este folheto, pedindo um “kit” gratuito para se começar uma reunião,
e envia‐o para o Escritório Mundial de Serviço (“World Service Office” —EMS).
Existem muitos serviços de NA, concebidos para se chegar aos adictos isolados. Alguns
serviços são coordenados através de comités especiais. Em muitas áreas existem linhas
telefónicas locais de NA, listas de reuniões e boletins informativos. Poderás também obter
literatura de NA, bem como outras informações acerca de NA, no comité‚ de serviços da área ou
da região mais próxima.
O Escritório Mundial de Serviço oferece também uma variedade de serviços a adictos que
estejam geograf**amente isolados. É compilado um Directório Mundial, o “World Directory”, com
todas as reuniões de NA registadas no mundo. Pode igualmente enviar gratuitamente, a pedido,
“kits” para se começar um grupo (“Group Starter Kits”), bem como material informativo.
Poderás escrever ou telefonar para saberes onde f**a a reunião ou o escritório de NA mais
próximos. Poderás obter também respostas a muitas mais perguntas através da partilha da
experiência, da força e da esperança de grupos de NA em todo o mundo, canalizada através do
Escritório Mundial de Serviço.
Poderás também achar útil o Grupo de Solitários de Narcóticos Anónimos. É um meio através do
qual adictos geograf**amente isolados comunicam entre si por escrito. Esta reunião
não‐convencional permite a adictos em recuperação partilharem a sua experiência, força e esperança
através de correspondência regular. Se desejares envolver‐te no Grupo de Solitários, escreve para:
World Service Office
c/o Loner Group
PO Box 9999
Van Nuys, CA 91409 EUA
Existem outras duas publicações que muito ajudam adictos em áreas remotas. A primeira é a
“Newsline”, uma publicação mensal editada pelo Escritório Mundial de Serviço. Esta publicação
é gratuita e podes ter o teu nome incluído na lista de correio, para isso bastando escreveres para
o EMS. Começarás então a receber regularmente a “Newsline”. Contém notícias sobre as
convenções de NA, assim como artigos escritos pelo Conselho Mundial de “Trustees” (“World
Service Board of Trustees”), bem como vários outros assuntos que sejam notícia. Esta publicação
ajuda a encorajar a comunicação e a unidade, mantendo‐te informado dos desenvolvimentos
ocorridos na Irmandade mundial de Narcóticos Anónimos.
A revista “NA Way” é outra publicação útil. Esta revista da Irmandade contém muitos artigos
sobre recuperação, escritos por adictos para adictos. Sugerimos que tu e outros membros do teu
grupo assinem a revista, de forma a que possam recebê‐la mensalmente. Podes obter um
impresso para assinatura na parte de trás de uma revista, ou podes pedir um ao EMS.
O serviço mais importante que NA oferece é o adicto em recuperação. Lembra‐te de que o valor
terapêutico de um adicto a ajudar outro não tem igual*. Assim, se possível, contacta outros adictos em
recuperação, por telefone ou por carta. Se contactares o Escritório Mundial de Serviço
ajudar‐te‐ão a chegares ao adicto em recuperação mais próximo. Lembra‐te de que não precisas
de estar sozinho, mesmo que possas estar só.
“É tão fácil para mim esquecer‐me da importância de partilhar, especialmente quando o meu
orgulho e a minha arrogância me impedem de partilhar sentimentos e pensamentos que não gosto
ou não quero ter. Ajuda‐me escrever sobre mim próprio.”
A importância de partilhar
Não há soluções fáceis para adictos em recuperação que não tenham uma comunidade NA
local, para convívio e apoio, mas a recuperação é possível se quisermos verdadeiramente
mantermo‐nos limpos. Mesmo que sejamos o único adicto em recuperação num raio de
quilómetros, não precisamos de temer pedir ajuda. Existem muitas maneiras de contactar outros
adictos em recuperação, e cada contacto inicial pode ser usado para se conseguirem outros.
Muitos adictos isolados têm contactos regulares por escrito, com quem comunicam e partilham a
sua recuperação. É também importante ter‐se um padrinho – alguém que te ajude a aprender e a
praticar os Doze Passos. Se não houver ninguém que possas pedir para ser teu padrinho, não
hesites em pedir a alguém de outra área. Poderão trocar correspondência e cassettes, e
telefonarem‐se sempre que necessário. A acção de partilhar com outro adicto – eja em pessoa, ao
telefone ou por carta– pode aliviar os problemas, mesmo que a resposta não seja imediata.
Um membro partilhou ter f**ado limpa num país onde não falava a língua. A sua madrinha
estava noutro país, a muitos quilómetros de distância. Teve de usar o telefone e falar com outras
mulheres em NA de outro país, a fim de ser guiada através dos Doze Passos. Mas ela desejava
recuperar da sua adicção, por isso tinha a vontade para tomar tais acções. Viu que, ao fazer aqueles
telefonemas, estava a criar um elo com essas outras mulheres em recuperação. Ao fim de pouco
tempo, não só falava para a sua madrinha, como também para outros membros cujos números de
telefone a sua madrinha lhe tinha dado. E também ela partilhava esses números com outras
mulheres que queriam recuperar da adicção. Assim, todas podiam contar umas com as outras. De
repente, havia como que uma unidade – um sentimento de se pertencer a uma irmandade mundial e
de já não se estar só. Para alguém que se encontrava sozinha num país estranho, o nosso membro
sentia que não mais estava só. Pertencia a NA. Manteve‐se limpa e praticou os Doze Passos.
Encontrou um novo caminho, um caminho de recuperação para viver uma vida nova.
Todos sabemos que nos sentimos melhor depois de partilharmos com outro adicto em
recuperação. Existe alguém que compreende a nossa doença e que pode ajudar‐nos a dar os
passos necessários para a nossa recuperação. Assim, seja pelo telefone, por carta ou através de
cassettes, o valor da partilha é de importância suprema na nossa recuperação.
“Sou um adicto. Comecei a primeira reunião de NA nesta cidade, há quatro semanas atrás. A
primeira reunião só teve duas pessoas e estive sozinho nas duas últimas. Mas para a semana vem
mais gente. Mesmo sentado sozinho naquela sala, durante hora e meia, não me sinto só. Rezo
apenas para que um dia possa ajudar alguém. Estou realmente muito grato e sei que mantenho
aquilo que tenho ao partilhá‐lo. Preciso tanto de NA.”
Começar uma reunião de NA
Como é que se começa uma reunião de NA? É de facto muito simples. Tudo o que é preciso é um
desejo de não usar dr**as e um Texto Básico de NA – e talvez uma cafeteira com café. Podes
encontrar mais informação sobre como encontrar um local de reunião, e como eleger servidores, no
folheto “Sobre o Grupo”. Mas o mais importante é manter a consistência e a perseverança. Sempre
que se começa uma reunião de NA, mesmo que seja só por uma pessoa, essa pessoa deverá assumir
o compromisso de estar lá. Se mais ninguém aparecer, lê‐se o Texto Básico. Aprendemos esta lição
através de repetidas experiências, e ainda hoje se mantém válida. Muitas reuniões de NA
começaram assim, e milhares de adictos estão hoje vivos e limpos apenas porque um ou dois adictos
assumiram o compromisso de ter a porta de NA aberta quando outros pediram ajuda.
Em alguns casos, quando uma reunião dá os primeiros passos, são poucas as pessoas que
comparecem. Por vezes só aparece o membro que começou a reunião. Nestas situações é bom
fazer‐se alguma informação pública, tal como afixar‐se cartazes sobre a reunião, em sítios onde
adictos possam vê‐los. Mas, acima de tudo, mantém aberta a porta da reunião, faz café e lê do
Texto Básico de NA. Não te sintas desencorajado se a nova reunião tiver um princípio difícil.
Coloca mais anúncios e volta na semana seguinte. Continua a fazer isso, até que outros adictos
comecem a aparecer na reunião – e eles virão. Há muitos exemplos de reuniões que se
mantiveram durante um ano só com um ou dois membros regulares. De repente, por nenhuma
razão especial, as salas encheram‐se de pessoas em busca de recuperação. Muitos destes grupos
têm agora alguns anos de sucesso em transmitir a mensagem de recuperação.
Quaisquer que sejam os esforços, lembra‐te de que fazer o essencial manter‐te‐á limpo e grato
pela tua recuperação. Sê directo com todos aqueles com quem fales, seja o prior da igreja, o
administrador de um hospital, ou na esquadra local. Eles talvez tenham interesse em ouvir o que
tenhas para dizer. Se tiveres literatura de NA para lhes dar, isso servirá como lembrança dos teus
esforços para te manteres limpo e poderá plantar uma semente para que eles refiram uma
reunião a um adicto. Quando eles virem que não estás lá para pregar ou para lhes impingir o
programa, não se sentirão ameaçados e poderão ajudar a apoiar a reunião na tua área. Talvez te
façam perguntas sobre o Programa de NA. Poderás partilhar a tua experiência pessoal com a
adicção e a recuperação, ou dar‐lhes alguma literatura de NA, e assim espalhar a mensagem. Os
teus esforços darão frutos. Faz o que tenhas a fazer e deixa os resultados com Deus. No mínimo,
manter‐te‐ás limpo. Virás a ter certamente uma melhor compreensão dos Doze Passos e das
Doze Tradições. E podes muito bem ser o instrumento de Deus para ajudar a plantar a semente
da recuperação de NA na tua comunidade.
“Todo o material de NA tem sido importante para mim, mas especialmente o livro de NA, que me
dá uma esperança contínua. Escrever a outros adictos que já foram solitários, ajuda‐me a viver o
dia. Na minha recuperação, a coisa mais importante é o meu contacto espiritual com Deus, o qual
obtenho através do livro, da literatura, do meu padrinho e através de cartas a solitários e a outros
adictos que conheço.”
Crises
As crises surgem de muitas formas a todos os adictos. Sem outros adictos em recuperação, ou
reuniões para nos ajudarem a manter uma perspectiva equilibrada, os problemas do dia‐a‐dia
são aumentados nas nossas mentes. Podemos começar a pensar que não compensa
mantermo‐nos limpos, e despertar sentimentos de autopiedade, de ressentimento e de raiva.
Devemos estar bem cientes de que seja qual for a dor que sintamos, ela passará.
Os problemas são realidades da vida e não desaparecem só porque nos mantemos limpos. Em
recuperação, contudo, aprendemos que crescemos através da dor, e sentimos, por vezes, que uma
crise é benéf**a porque nos dá a oportunidade de crescer ao vivermos limpos. Não importa quão
dolorosas nos sejam as tragédias da vida, uma coisa é clara – não devemos usar dr**as, aconteça o que
acontecer. A nossa experiência mostra que se o esforço que pusermos em nos mantermos limpos for
metade daquele que antes púnhamos na procura de dr**as, teremos grandes hipóteses de
mantermos a nossa recuperação. Quando pedimos ajuda, começamos a crescer.
“Algumas das coisas especiais que eu gosto de fazer quando não encontro ninguém em casa e não
estou numa reunião, são a leitura da revista ‘NA Way’ e do Texto Básico, e escrever a outros
solitários. Qualquer coisa que me fale acerca de recuperação, de amor e da irmandade em NA,
acrescenta direcção aos meus pensamentos. A fonte de conforto e de esclarecimento da qual eu
mais dependo é o meu Poder Superior. Estou muito grato por ter vindo a acreditar.”
Viver o programa
Os Doze Passos são o nosso modelo para a recuperação da doença da adicção. À medida que
praticamos estes Passos com continuidade, começamos a viver o programa. Através da aplicação
directa destes princípios em todas as nossas actividades, encontramos aceitação, fé e humildade.
Aprendemos a viver a vida tal como ela é.
À medida que recuperamos, começamos a depender de um Poder superior a nós mesmos.
Aprendemos que ao rogarmos pela vontade de Deus para nós, e pelas forças para a realizar,
conseguimos fazer coisas que nunca julgámos possíveis. As nossas vidas tornam‐se válidas e
perdemos a obsessão de usar, só por hoje.
Não podemos dar‐nos ao luxo de ser complacentes, pois a doença da adicção está conosco 24
horas por dia. Uma vigilância diária das atitudes negativas é essencial para a manutenção da
recuperação. Ao vivermos os passos, começamos a sentir a libertação da nossa auto‐obsessão.
Aprendemos que as atitudes, os pensamentos e as reacções mudam. Sentimos que não estamos
sozinhos, e começamos a compreender e a aceitar quem somos.
O Texto Básico de NA contém muitas sugestões que são a base da nossa recuperação.
Utilizando esses instrumentos, o nosso desespero e a nossa adicção activa podem transformar‐se
em esperança e numa vida nova. Ao vivermos os Doze Passos de NA, fazemos parte da
Irmandade mundial de NA, seja onde estivermos.
“Por vezes sinto‐me muito só por ser um solitário, mas hoje tenho fé‚ em que não usarei só por
hoje. Estou muito grato por fazer parte de NA. Amo‐vos a todos e nunca conseguirei começar a
dar de volta tanto quanto recebi de todos os meus amigos de NA.”

23/07/2016

Um projeto que caminha paralelo ao meu trabalho terapêutico é meu primeiro livro em prosa. Uma Autobiografia onde conto com detalhes os horrores da adicção e toda dificuldade em alçar a recuperação plena!

Em 2017 nas livrarias!

Hoje a entrevista é comigo! Acompanhe o chamado!
23/07/2016

Hoje a entrevista é comigo! Acompanhe o chamado!

Programa Tocando em Frente deste sábado 23/07 com o Professor Rodrigo Fiedler. Tema: Recuperação e Erradicação da Dependência Química a partir da Experiência...

Construindo Cidadania!Com Ivanildo de Andrade!
23/07/2016

Construindo Cidadania!

Com Ivanildo de Andrade!

Entrevista ao Programa Construindo Cidadania pela Rádio 9 de Julho falando sobre a Semana de conscientização quanto ao uso abusivo de álcool e outras dr**as,...

Nosso Blog!
23/07/2016

Nosso Blog!

Um espaço para abordarmos soluções, tratamentos, discussões e realidades do mundo da Dependência Química

23/07/2016

Este é um espaço público, dialético e filosófico que trata de buscar soluções para as melhores ações de Prevenção, Tratamento e Recuperação do Alcoolismo, da Dependência Química e da Adicção em casos mais crônicos.
Comportamentos duvidosos e considerados "de risco" para jovens e adolescentes também podem ser abordados.
O apoio moral, afetivo e espiritual do Codependente e do familiar dos doentes da dependência também é uma prioridade!

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Endereço

São Paulo, SP
03.502-000

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